Categoria: Brasil

  • Lira contesta plano de Lula de rever privatização imoral da Eletrobrás

    O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), colocou o pé no freio diante da tentativa de governo Lula de contestar aspectos da privatização criminosa da Eletrobrás, executada pelo governo ultraneoliberal de Jair Bolsonaro.

    Na semana passada, o presidente Lula e a Advocacia-Geral da União foram ao Supremo Tribunal Federal (STF) buscar reverter o ônus gerado à União pela venda da companhia de energia. Eles apontam que, apesar de possuir cerca de 43% das ações, a União tem apenas 10% do poder de voto na empresa. Além disso, a desestatização da Eletrobrás entregou ações abaixo do valor de mercado e impôs barreiras para o Estado comprá-las de volta.

    Falando à CNN Brasil, Lira disse estar “preocupado” com a revisão da privatização da Eletrobrás defendida pelo presidente Lula. Ele falou em nome do “Brasil”, mas citou interesses de investidores estrangeiros…

    “Você pode não propor mais nenhuma privatização, mas mudar um quadro que já está jogado e definido, e com muitos grupos, muitos países investindo, realmente causa ao Brasil uma preocupação muito forte”, disse Lira.

    “A votação da privatização, ou da capitalização da Eletrobrás, foi uma matéria muito debatida no Congresso. A Eletrobrás não tinha capital suficiente para investimentos, prestava serviços de péssima qualidade”, acrescentou o parlamentar. “Vamos, então, acompanhar, ver qual será a real intenção em discutir isso no âmbito do Judiciário. Mas penso que, no âmbito do Legislativo, esse assunto foi bem discutido e transformado em uma capitalização que está dando sucesso”, finalizou.

    A ação no STF vem após o presidente Lula declarar, em entrevista à TV 247, que “o governo vai voltar a ser dono da Eletrobrás” e que a privatização foi “um crime de lesa-pátria”.

    “Não vai ficar por isso. Estamos entrando na justiça contra a votação do peso do governo na direção da empresa e o preço pelo qual foi vendida”, afirmou Lula.

    Fonte: Brasil 247

  • Lula age bem ao desafiar nos tribunais o “crime de lesa-pátria” na Eletrobrás

    “Um crime de lesa-pátria”. Assim o presidente Lula qualificou neste sábado, em Londres, o processo de privatização da Eletrobrás, ocorrido em junho de 2022, último ano do governo Bolsonaro.

    Na véspera, a Advocacia-Geral da União acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a lei que autorizou a venda do conglomerado elétrico.

    O objetivo da ação é fazer valer o direito da União a um voto proporcional à sua participação nas ações da empresa, a maior corporação energética da América Latina, dona de 101 centrais elétricas, privatizada por R$ 60,7 bilhões, mas que vale ao menos R$ 400 bi e podendo chegar a R$ 1 trilhão, e que apresentou R$ 3 bilhões de lucro líquido no ano passado e quase R$ 6,5 bilhões no ano anterior. Apenas no caixa, ao tempo de sua privatização, a empresa, financeiramente saudável, dispunha de R$ 15 bilhões.

    Atualmente, em função das regras da privatização agora questionadas, mesmo o governo federal tendo 42% das ações da empresa, o voto dele tem o mesmo peso de outro acionista que possua apenas 10% dessas ações.

    A regra se restringe apenas ao direito de propriedade da União, única acionista a possuir ações em volume superior a dez por cento das ações ordinárias.

    Além do mais, segundo um dispositivo denominado “poison pill” (pílula de veneno) incluído na lei, se o governo quiser recomprar ações terá que pagar o triplo do preço de mercado.

    No rastro da privatização, os diretores da empresa se concederam aumentos, elevando seus salários para até R$ 300 mil mensais. Membros do Conselho de Administração serão remunerados em até R$ 200 mil para participar de uma reunião por mês. Nas palavras de Lula, “como é possível uma coisa dessas?”.

    É evidente que as regras de desestatização da empresa causam grave lesão ao patrimônio e ao interesse público e permitem a criação de uma verdadeira farra para a proliferação de privilégios incompatíveis com um país que ainda tem que conviver com a pobreza extrema e até com o retorno da fome.

    Lula prometeu questionar a privatização como um todo da empresa.

    Pelo valor estratégico da energia, pelo domínio sobre extensos recursos hídricos, faz todo o sentido que a privatização seja revertida. Seria a forma de garantir à Nação a capacidade de proteger e controlar um ativo tão sensível para os interesses do país, essencial para sua soberania, para o desenvolvimento industrial e de toda a economia. Vale lembrar que a energia é controlada pelo governo em outros países, como os Estados Unidos, onde a União detém 73% do setor.

    Quedas de padrões de qualidade de serviço e aumentos de tarifas ao consumidor já obrigaram a reversão de 884 privatizações de empresas no mundo entre 2000 e 2017, segundo levantamento do Transnational Institute, sediado na Holanda.

    No Brasil, o gesto de Lula pode marcar a reversão da privatização onerosa da Eletrobrás, como prometeu na campanha eleitoral, mas sinaliza também para a retomada do papel indutor do Estado para o desenvolvimento, além de chamar atenção para os prejuízos gerados pela queima de tantos outros ativos valiosos estatais, resultado do sacrifício de gerações, para benefício de uma elite. Uma “privataria”, como se chamou, a serviço de uma plutocracia.

    Fonte:Editorial/247

  • Sob críticas, Comitê de Política Monetária mantém taxa de juros em 13,75%

    A decisão do Banco Central em manter a taxa de juros em 13,75% não foi bem recebida pelo governo do presidente Lula. Ao Brasil 61, o deputado federal Rubens Pereira Júnior (PT-MA), vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, disse que já “não se satisfaz mais com acenos” futuros para a possível redução da Selic e que a política monetária do Bacen está prejudicando a criação de empregos e o crescimento da economia.

    “Mais uma vez o Banco Central dá as costas para a realidade. Mantém a política monetária contrária a tudo o que está sendo feito pelo governo. Aparenta ser decisões tomadas mais levando em conta a política e está prejudicando extremamente o país, especialmente a retomada econômica e a retomada dos empregos”.

    Segundo o economista Benito Salomão, a manutenção do patamar dos juros pela sexta reunião consecutiva – desde agosto do ano passado – não foi uma surpresa para o mercado financeiro. “Não houve nenhuma surpresa. Isso já era esperado. O que pegou alguns analistas de surpresa foi o tom do comunicado, em que o Banco Central apresentou ali as razões pelas quais talvez a taxa de juros não comece a cair já em 2023”.

    Em seu comunicado após a decisão de manter a Selic em 13,75%, o Comitê de Política Monetária (Copom) disse que a volta de parte dos impostos federais sobre os combustíveis e, principalmente, a apresentação do arcabouço fiscal diminuíram parte da incerteza em torno da política fiscal conduzida pelo governo. Mas o Copom destacou que a inflação está resistente e que outros bancos centrais continuam a subir as taxas de juros.

    Questionado se considerava o comunicado do Copom uma sinalização ao governo de que os juros podem começar a cair no futuro, Rubens Pereira Júnior disse que esperava a queda da Selic há duas reuniões do comitê e que “já não se satisfaz mais com acenos”.

    Entidades do setor produtivo também se posicionaram contrárias ao parecer do Banco Central. Em nota assinada pelo presidente Robson Braga de Andrade, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que considera “equivocada” a decisão de manter os juros em 13,75% e que o cenário atual já permitiria a redução da Selic.

    A CNI argumenta que a taxa de juros real de 7,7%, isto é a Selic menos a inflação, está em “nível acima do necessário para garantir a manutenção da trajetória de desaceleração da inflação nos próximos meses” e que tem contribuído para o encarecimento do crédito para as empresas e para a desaceleração da economia.

    Benito Salomão afirma também que, embora o Banco Central tenha dado a entender que o ciclo de redução dos juros pode levar mais tempo para começar, isso não significa, necessariamente, que o Bacen descarta diminuir a Selic ainda este ano.

    “Em junho, o Copom se reúne de novo. Novas informações e novos dados vão ser incorporados na análise. E, talvez, já com o arcabouço fiscal aprovado e inflação um pouco mais cadente, talvez o Banco Central possa sinalizar uma queda de juros no próximo comunicado”, avalia.

    Entenda

    Desde o início do ano, o governo elevou o tom das críticas contra o patamar da taxa básica de juros da economia. O presidente Lula chegou, inclusive, ao dizer que poderia tentar rever a autonomia do Banco Central após o fim do mandato do atual presidente, Roberto Campos Neto.

    Na avaliação do governo e de representantes do setor produtivo, os juros elevados estão dificultando o acesso ao crédito e freando a economia. O Banco Central, por outro lado, argumenta que está cumprindo o seu papel de fazer convergir a inflação para meta, responsabilidade da autoridade monetária, e que a conjuntura exige paciência.

    Fonte: Brasil 61

  • Índice de Preços ao Consumidor-Semanal (IPC-S) sobe 0,5%¨na quadrissemana de abril

    O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) medido na quadrissemana de abril registrou elevação de 0,5%, acumulando uma alta de 3,44% nos últimos 12 meses. Quatro capitais apresentaram um salto em suas taxas de variação. São elas: Salvador 0,70%, Belo Horizonte 0,73%, Rio de Janeiro 0,78% e São Paulo 0,72%.

    Monitor do PIB

    A atividade econômica brasileira apresentou crescimento de 2,5% em fevereiro, em relação a janeiro de 2023. Os dados constam no Monitor do PIB-FGV. O resultado leva em conta o ajuste sazonal. Na comparação interanual, a elevação em fevereiro foi de 2,7%. Trata-se da mesma variação registrada no trimestre móvel terminado em fevereiro.

    Síntese das Sondagens de abril de 2023

    Os índices de confiança empresarial e dos consumidores registraram queda de 0,3 e 0,2 ponto, respectivamente, em abril. O resultado veio a partir de um movimento de acomodação, depois de uma alta de dois pontos no mês anterior. Os cenários foram motivados pela piora das expectativas para os próximos meses.

    O indicador empresarial começa o segundo trimestre com reflexo do baixo nível de atividade econômica dos segmentos cíclicos da economia. A confiança dos consumidores, por sua vez, se mantém na faixa entre 80 e 90 pontos desde agosto do ano passado, ainda distante do nível neutro de 100 pontos.

    Fonte: Brasil 61

  • Câmara aprova equiparação salarial entre homens e mulheres

    Por 325 votos contra 36, deputados aprovaram nesta quinta-feira (4), o Projeto de Lei (PL) 1085/23, do Poder Executivo, que institui medidas garantir a igualdade salarial e remuneratória entre mulheres e homens que realizam o mesmo trabalho ou desempenhem a mesma função. Agora, o texto segue para análise do Senado.

    O texto aprovado altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para definir que a igualdade salarial será obrigatória. Para tanto, estabelece mecanismos de transparência e de remuneração a serem seguidos pelas empresas, determina o aumento da fiscalização e prevê a aplicação de sanções administrativas.

    Ato do Poder Executivo definirá protocolo de fiscalização contra a discriminação salarial e remuneratória entre homens e mulheres. Em caso de discriminação por motivo de sexo, raça, etnia, origem ou idade, além das diferenças salariais, o empregador deverá pagar multa administrativa equivalente a 10 vezes o valor do novo salário devido ao empregado discriminado – será o dobro na reincidência.

    De acordo com o texto, a quitação da multa e das diferenças salariais não impedirá a possibilidade de indenização por danos morais à empregada.

    Para a líder do PCdoB na Câmara, deputada Jandira Feghali (RJ), a aprovação do texto é uma conquista histórica, simbólica e fundamental.

    “Há anos a gente luta para garantir essa vitória às mulheres brasileiras. Superar a discriminação da mulher trabalhadora no mercado de trabalho foi um compromisso assumido pelo presidente Lula. Com isso, o Brasil estará, inclusive, entre os países que buscam atender aos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas.

    Autora de projeto sobre o mesmo tema, a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), afirmou que a aprovação da proposta do governo é um grande avanço na luta secular pelos direitos das mulheres.

    “A luta pela equidade salarial é uma bandeira emancipatória, da democracia e dos direitos humanos. É a garantia efetiva de que, para trabalho igual, homens e mulheres ganhem igual. Sou autora do Projeto de Lei 6653/09, que trata da isonomia salarial entre homens e mulheres, para iguais funções e sempre lutei por essa causa. A desigualdade de gênero no mercado de trabalho é um problema a ser combatido. Não é possível que mais da metade da população seja diminuída no seu labor, seja aviltada em função da única questão de ser mulher. Por isso, comemoramos essa aprovação”, destacou.

    Em seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados, Daiana Santos (PCdoB-RS) lembrou que sua primeira proposta apresentada no Parlamento também trata da igualdade salarial. Para ela, a garantia da remuneração para a mesma função é fundamental para a construção de um mundo mais justo e igualitário.

    “Recebemos menos que os homens pelo mesmo trabalho e a diferença é ainda maior quando falamos das mulheres negras, que estão na base dessa pirâmide. A mesma desigualdade é percebida entre pessoas heterossexuais e LGBTQIA+, que pouco ocupam cargos de liderança e decisão. Queremos construir um mundo mais justo e igualitário, em que as pessoas possam receber o seu salário de acordo com o trabalho produzido, sem sofrerem qualquer tipo de discriminação”, destacou.

    Regras

    Embora o texto aprovado inove ao criar a obrigatoriedade de equiparação salarial a ser verificada por meio documental, as demais regras que definem as situações em que a desigualdade poderá ser reclamada pelo trabalhador continuam as mesmas definidas pela reforma trabalhista do governo Temer.

    A única mudança feita pela proposta prevê a não aplicação dessas regras apenas quando o empregador adotar, por meio de negociação coletiva, plano de cargos e salários. Hoje, isso é possível também quando o empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira por meio de norma interna.

    Em relação aos trabalhadores sem acesso a plano de cargos e salários, a CLT define que uma igual remuneração deverá ser paga no exercício de “idêntica função” por “todo trabalho de igual valor” no mesmo estabelecimento empresarial, sem distinção de sexo, etnia, nacionalidade ou idade.

    Por “trabalho de igual valor”, a lei define aquele feito com “igual produtividade e com a mesma perfeição técnica” por pessoas cuja diferença de tempo de serviço para o mesmo empregador não seja superior a quatro anos. A diferença de tempo na função não poderá ser superior a dois anos.

    Além disso, atualmente a CLT prevê que a equiparação salarial só será possível entre empregados contemporâneos no cargo ou na função, ou seja, não vale entre aqueles com diferença maior de tempo no cargo.

    A lei proíbe ainda, para a reivindicação de igualdade salarial, a indicação de decisões proferidas em relação a empregados com diferença de tempo muito superior a dois anos, mesmo no âmbito de ação judicial própria do empregado mais recentemente contratado.

    Relatórios

    Para facilitar a fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego, o substitutivo aprovado determina às pessoas jurídicas de direito privado com 100 ou mais empregados a publicação semestral de relatórios de transparência salarial e remuneratória.

    Os relatórios deverão conter informações que permitam aos fiscais comparar os valores recebidos por mulheres e homens, observada a legislação de proteção de dados pessoais. Caso o relatório não seja apresentado, caberá multa de até 3% da folha de salários, limitada a cem salários mínimos (hoje, R$ 132 mil).

    Fonte: Agência Câmara

  • Cabo Gilberto toma ‘INVERTIDA’ de Flávio Dino em audiência na Câmara; VEJA NO VÍDEO

    O deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) já havia dado o recado dias atrás: “Não dá para lacrar sobre um ministro preparado como Flávio Dino (Justiça)”. O deputado paraibano Cabo Gilberto (PL) não seguiu o conselho e acabou enquadrado pelo ministro, durante audiência da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (03/05), em Brasília.

    Para Cabo Gil, o ministro teve culpa nas invasões registradas em 08 de janeiro ao Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal e Palácio do Planalto. A resposta veio: “O senhor me pergunta porque eu não estou preso. Respondo ao senhor. A regra é simples. Quem comete crime é preso, quem não comete não é preso.

    Eu estou solto porque não sou criminoso. Quem está preso é porque a justiça entendeu que cometeu crime. Estou solto e continuarei solto porque não sou criminoso”, afirmou. Uma jantada!

    Fonte: Primeiras Notícias

  • Alexandre de Moraes determina apreensão de passaporte e armas de Bolsonaro

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a busca e apreensão do passaporte e armas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Operação Venire, realizada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (3). As informações são da GloboNews.

    Segundo o despacho de Moraes, estavam autorizados “busca e apreensão de armas, munições, computadores, passaporte, tables, celulares e outros dispositivos eletrônicos, bem como de quaisquer outros materiais relacionados aos fatos aqui descritos” de Bolsonaro.
    Seis pessoas foram presas na operação, são elas:
    • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro;
    • Max Guilherme, ex-sargento do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e segurança do ex-presidente;
    • Sergio Cordeiro, também segurança de Bolsonaro;
    • João Carlos de Souza Brecha, secretário municipal de Saúde de Duque de Caxias (RJ).
     
    Operação Venire
    A operação que prendeu Mauro Cid investiga um suposto esquema de inserção de dados falsos em carteiras de vacinação contra a covid-19, em sistemas do Ministério da Saúde. A ação realizada pela PF foi autorizada por Moraes, dentro do inquérito das ‘milícias digitais’.
    Além dos seis presos, também foram expedidos 16 mandados de busca e apreensão. Entre os endereços alvo, estão o do ex-chefe do Executivo. No local, a PF apreendeu o celular dele; o da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro teria sido poupado. A investigação apura a falsificação de dados das seguintes carteiras de vacinação:
    • Jair Bolsonaro;
    • Laura Bolsonaro, filha do ex-presidente;
    • Mauro Cid, além da mulher e filha dele.
    A operação foi realizada em Brasília e no Rio de Janeiro. Conforme a PF, os dados falsos foram supostamente inseridos, entre novembro de 2021 e dezembro de 2022, nos sistemas SI-PNI e RNDS do Ministério da Saúde. O objetivo era burlar as restrições sanitárias vigentes impostas pelo Brasil e Estados Unidos. Bolsonaro foi para os EUA no final de seu mandato, juntamente com os dois seguranças presos.
    Fonte: Terra
  • Duplicação da BR-230: Romero solicita ao IBAMA liberação de licença ambiental para seguimento da obra

    O deputado federal Romero Rodrigues (Podemos – PB) recebeu, na tarde desta quarta-feira (03), em seu gabinete de Brasília (DF), o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho. A pauta da reunião foi a liberação de uma licença ambiental para sequência da obra de duplicação da BR-230, no sentido Campina Grande ao sertão da Paraíba.

    Na reunião, Romero Rodrigues, explicou ao presidente do IBAMA que existe uma trecho da obra, entre a Alça Sudoeste e o distrito de São José da Mata, que precisa de autorização dos órgãos ambientais para que a duplicação tenha continuidade. “O presidente assegurou que vai delegar à SUDEMA que assuma a responsabilidade direta pelo licenciamento na área como forma de tornar o processo mais ágil”, disse o deputado.

    Após o encontro com Rodrigo Agostinho, Romero informou que irá solicitar uma audiência com o superintendente da SUDEMA na Paraíba para debater a questão do licenciamento ambiental na área da obra da duplicação da BR-230. “É uma obra importante e muito esperada pela população de Campina Grande e dos nossos irmãos sertanejos, que vai trazer mais segurança viária, além de impulsionar o desenvolvimento naquela região do estado”, destacou.

    Obra – A duplicação da BR-230 inicialmente será do trecho que compreende Campina Grande e a Comunidade Farinha na Praça do Meio do Mundo, um dos acessos ao Cariri do Estado. Este é considerado o trecho mais complexo da rodovia com intenso tráfego de veículos.

    Começando em Cabedelo, a BR-230 é uma das rodovias federais mais importantes do país e a terceira maior com 4.971,2 km de extensão. Principal corredor do Estado, ela atravessa sete estados, quatro do Nordeste e três do Norte do país, Paraíba, Ceará, Piauí, Maranhão, Tocantins, Pará e Amazonas.

    Na Paraíba a Rodovia Transamazônica, de Cabedelo a Cajazeiras, tem cerca de 500 Km.

    Fonte: Ascom

  • Covid-19: quase 12 milhões de brasileiros já se vacinaram com a dose bivalente

    Cerca de 12 milhões de pessoas em todo Brasil já foram vacinadas com a dose bivalente da vacina contra a Covid-19. Até o momento, 8,8 milhões de doses  foram aplicadas na população idosa (com mais de 60 anos), grupo vulnerável com maior contingente no país.

    Desde o início da vacinação com a dose bivalente, as mulheres foram as que mais se vacinaram com o reforço: quase 7 milhões de doses. Entre os homens, pouco menos de 5 milhões de doses foram aplicadas até agora. Os dados são da plataforma LocalizaSUS.

    Na última semana, o Ministério da Saúde intensificou a vacinação com dose de reforço bivalente para toda a população com mais de 18 anos. A recomendação tem o objetivo de reforçar a proteção contra a doença e ampliar a cobertura vacinal em todo país. Cerca de 97 milhões de brasileiros podem ser vacinados nesta etapa do Movimento Nacional pela Vacinação.

    O infectologista Julival Ribeiro afirma que a única maneira de combater os casos graves do vírus da covid-19 no Brasil é com a vacinação.

    “Infelizmente continua  tendo casos de COVID aqui no Brasil e a melhor maneira de evitar casos graves, hospitalizações e mortes, é através da vacina. Isso não se tem dúvidas depois de anos se convivendo com a COVID-19”, enfatizou o infectologista.

    “Resumindo, todos que não se vacinaram devem procurar ainda tomar o seu ciclo primário e aqueles que já fizeram o seu dever de casa, ou seja, tomaram as duas vacinas devem sim fazer essa dose de reforço com a vacina bivalente para ter melhor proteção sobretudo com as cepas que estão circulando nesse momento que são as ômicron”, destacou Ribeiro

    Podem se vacinar com a dose bivalente todos aqueles que já completaram o esquema primário contra o vírus, ou para quem recebeu duas doses de reforço ou dose única. O intervalo entre a dose mais recentes deve ser de quatro meses. O Ministério da Saúde reforça que, tanto as vacinas monovalentes quanto as bivalentes, têm segurança comprovada e são igualmente eficazes na proteção contra o coronavírus.

    O infectologista Julival Ribeiro ainda explica o que é a dose bivalente e qual a sua importância no ciclo vacinal.

    “Em relação à vacina bivalente, o que significa? Que ela tem a cepa do Coronavírus original e as cepas atualizadas da ômicron que está circulando no mundo inteiro. Portanto, aquelas pessoas que já tiveram a sua dose primária, que é duas doses da vacina ou dose única, de acordo com a vacina que tomou, após quatro meses, ela pode fazer a sua dose de reforço, pois essa dose de reforço vai melhorar, ou seja, vai estimular o sistema imunológico da pessoa  __ e com isso vai desempenhar bem melhor, uma vez que tenha adquirido o coronavírus”, explicou Ribeiro.

    O morador do Recanto das Emas, no Distrito Federal, Willian Vidal (56), é autônomo. Ele diz que desde a sua primeira dose tem se sentido mais seguro em relação à doença, e que está ansioso pela dose bivalente.

    “Eu tomei três doses da vacina e agora quero tomar mais uma. Com certeza eu me senti mais seguro depois que tomei, apesar da vacina não proteger contra a infecção, só o fato de diminuir os riscos de uma infecção grave já é mais animador”, afirmou Vidal.

    O Brasil registra 37.449.418 casos confirmados de Covid-19, de acordo com dados mais recentes. Desses, 42.186 foram registrados nos sistemas nacionais durante a semana epidemiológica (SE) 16.

    Fonte: Brasil 61

  • Mais 32 cidades brasileiras atingidas por desastres entram em situação de emergência

    O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, reconheceu, nesta terça-feira (2), a situação de emergência em mais 32 cidades atingidas por desastres em 12 estados do País.

    Com esses reconhecimentos, o número de municípios em situação de emergência devido a desastres em todo o País é de 1500.

    O estado com o maior número de reconhecimentos nesta quarta-feira é o Piauí. Estão na lista seis cidades que enfrentaram enxurradas: Barras, Batalha, Campo Largo do Piauí, Domingos Mourão, Luzilândia, Pedro II e Piripiri. Saiba mais aqui.

    Na Bahia, as cidades de Belmonte e Porto Seguro foram atingidas por chuvas intensas, enquanto Iuiú enfrenta a estiagem. No Maranhão, houve alagamentos nos municípios de Cachoeira Grande e Penalva e Igarapé Grande passou por fortes chuvas.

    No Rio Grande do Norte, Ruy Barbosa, São Miguel e Serrinha enfrentam um período de estiagem, enquanto Felipe Guerra foi atingida por chuva intensas.

    Em Pernambuco, também enfrentam a estiagem as cidades de Itaíba e Quixaba. Já em Quixeramobim, no Ceará, houve fortes chuvas.

    Região Norte

    No estado do Pará, seis cidades receberam o reconhecimento federal de situação de emergência. Juruti, Nova Ipixuna, Ourém, São Miguel do Guamá e Ulianópolis foram atingidas por chuvas intensas, enquanto Marabá registrou inundações, assim como o município de Mâncio Lima, no Acre.

    Região Sudeste

    Em Minas Gerais, a cidade de Malacacheta enfrentou chuvas intensas, enquanto Mendes, no Rio de Janeiro, registrou deslizamentos de terra.

    Região Sul

    Em Santa Catarina, os municípios de Itapiranga e Paial enfrentam a estiagem, assim como Tupanci do Sul, no Rio Grande do Sul.

    Confira neste link portaria do Diário Oficial da União com os reconhecimentos de situação de emergência.

    Calamidade pública

    Também nesta terça-feira, o MIDR reconheceu o estado de calamidade pública da cidade de Cajari, no Maranhão, que foi atingida por inundações. Saiba mais aqui.

    Fonte: Brasil 61