Categoria: Brasil

  • Após censura do STF, Bolsonaro diz que “liberdade de expressão é direito inviolável”

    Sem citar nomes, o presidente da República afirmou: “acredito no Brasil e em suas instituições e respeito a autonomia dos poderes, como escrito em nossa Constituição. São princípios indispensáveis para uma democracia. Dito isso, minha posição sempre será favorável à liberdade de expressão, direito legítimo e inviolável”.

    Na segunda-feira (16), o ministro Alexandre de Moraes determinou a retirada do ar de uma reportagem publicada pela revista “Crusoé” que relatava uma menção ao presidente do STF, Dias Toffoli, feita em um e-mail pelo empreiteiro Marcelo Odebrecht.

    Além de Bolsonaro, o ministro chefe da Casa Civi, Onyx Lorenzoni, também comentou a situação. Questionado por jornalistas durante visita ao Senado Federal, o ministro disse que não está em curso o início de nenhuma crise institucional. Segundo ele, o governo e o presidente sempre estarão ao lado da liberdade.“De maneira reiterada o presidente Bolsonaro que foi vítima de muitos ataques sempre defendeu a liberdade absoluta de manifestação. Então, a maior vítima sempre foi o maior defensor”, afirmou.

    A decisão do ministro Alexandre de Moraes atende a um pedido que está no âmbito do inquérito aberto pelo STF para apurar supostas“fake news” que atentem contra a honra dos magistrados da Corte.

    Porém, ainda nesta terça (16), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou ter arquivado o inquérito aberto para apurar ofensas aos ministros. Em ofício enviado ao Supremo, Dodge afirmou “Registro […] que nenhum elemento de convicção ou prova de natureza cautelar produzida [nesse inquérito] será considerada pelo titular da ação penal ao formar sua ‘opinio delicti’ [opinião sobre o delito]. Também como consequência do arquivamento, todas as decisões proferidas estão automaticamente prejudicadas”.

    Fonte: Agência do Rádio

     

  • Após pedido de arquivamento, Alexandre de Moraes mantém inquérito que investiga notícias falsas contra o STF

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu manter o inquérito que investiga fake news contra a Corte. O parecer é uma resposta à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que mais cedo havia pedido o arquivamento e a suspensão dos atos praticados na investigação, como buscas e apreensões e a censura a sites.

    No documento, Moraes afirma que o pleito de Raquel Dodge “não encontra qualquer respaldo legal, além de ser intempestivo”. Em outro trecho, o ministro ressalta que o pedido se baseia em “premissas absolutamente equivocadas” por considerar que Dodge tenta interpretar, de maneira inconstitucional e ilegal, “o regimento da Corte e anular decisões judiciais do Supremo Tribunal Federal”.

    No início da tarde desta terça-feira (16), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, havia determinado o arquivamento do inquérito aberto pelo Suprema Corte e relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. Isso porque ela entendeu que havia ilegalidade no inquérito por não haver participação do Ministério Público, que seria o responsável legal por conduzir uma investigação criminal.

    O especialista em Direito e Processo Penal Yuri Sahione considera que tanto a procuradora-geral da República como o ministro Alexandre de Moraes, de certa forma, têm razão. Dodge, na visão dele, está correta ao considerar que é de competência do Ministério Público a abertura de inquéritos criminais. Sob o ponto de vista do Judiciário, Yuri Sahione lembra que o regimento interno da Corte foi baseado na Constituição de 1988, e que, portanto, um ministro do STF tem a prerrogativa legal de abrir uma investigação.

    “Tecnicamente, ele tem a mesma força hierárquica de norma que o Código de Processo Penal com relação a certas medidas. Então, de uma forma ou de outra, tem esta justificativa que foi dada pelo ministro Toffoli, embora a gente entenda que é uma investigação conduzida de uma forma bastante diferente daquelas que a gente está acostumado a ver na Corte”, enfatiza.

    Já o advogado criminalista Marco Borlido entende que o pedido de Raquel Dodge deveria ser respeitado pelo ministro Alexandre de Moraes.

    “É uma batalha institucional por legitimidade para investigar, e há um cenário muito maior por trás de tudo isso. O próprio STF se esquecendo de determinações constitucionais, avocando para si funções de outros órgãos. Agora, se no universo de fatos investigados há alguma conduta criminosa, é autorizado a instalação de um inquérito, mas pela autoridade competente”, ponderou.

    O caso tomou os noticiários nesta semana depois que o ministro Alexandre de Moraes determinou o bloqueio de contas em redes sociais, como Facebook, Twitter, Instagram e WhatsApp de investigados. Além disso, autorizou que a polícia tivesse acesso “aos documentos e dados armazenados em arquivos eletrônicos apreendidos em locais de busca, contidos em quaisquer dispositivos”.

    Na última segunda, em outra decisão polêmica, o magistrado ordenou que o site “O Antagonista” e a revista “Crusoé” retirassem reportagens e notas que citam o presidente do STF, Dias Toffoli, sob pena de multa.

    Após a decisão de Alexandre de Moraes, o presidente do STF, Dias Toffoli, autorizou a prorrogação do prazo do inquérito por mais 90 dias. O pedido havia sido feito nesta segunda-feira (15) pelo próprio relator na Corte.

    Fonte: Agência do Rádio

  • Senadores pedirão impeachment de Toffoli e Moraes por inquérito do STF

    O pedido também será subscrito por outros senadores. Já estão confirmados os apoios de Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Lasier Martins (Pode-RS), Jorge Kajuru (PSB-GO) e Reguffe (sem partido-DF). A denúncia pode levar ao impeachment de Toffoli, que é presidente do STF, e de Moraes.

    — O desrespeito desses dois ministros ao básico do direito brasileiro exige uma reação. Eles avançaram qualquer linha razoável na democracia. Abusaram flagrantemente do poder que têm para constranger denunciantes e críticos — afirmou o senador.

    No fim do mês de março, Dias Toffoli instaurou um inquérito para investigar injúrias e ameaças virtuais contra ministros do STF. Nomeado relator do inquérito, Alexandre de Moraes expediu mandados de busca e apreensão contra sete cidadãos e determinou o bloqueio das suas redes sociais. Moraes também ordenou que uma revista retirasse do ar uma reportagem que citava Toffoli, mencionado em um depoimento no âmbito da Operação Lava-Jato.

    Alessandro citou ainda um ofício da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviado ao tribunal nesta terça-feira, que sugere o arquivamento do inquérito. No documento, Dodge afirma que as decisões de Toffoli e Moraes configuram “afronta” a princípios do ordenamento jurídico, ao excluir o Ministério Público do papel de promotor de ações penais e ao concentrar todas as etapas do processo na figura do juiz.

    A procuradora-geral acrescenta, ainda, que o inquérito contraria o devido processo legal ao não delimitar a investigação, pois não estabelecer, de partida, quais fatos devem ser apurados.

    — Seguramente este é o primeiro pedido de impeachment que tem como lastro a manifestação da procuradora-geral da República, apontando os fatos concretos de abuso de autoridade por parte dos ministros — destacou Alessandro Vieira.

    O pedido de impeachment segue para a Mesa Diretora e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deve decidir se ele será arquivado ou se terá prosseguimento. Caso seja aceito, será instalada uma comissão de 21 senadores para emitir parecer. A decisão final caberá ao Plenário. O quórum para o impeachment de um ministro do STF é de dois terços da Casa, ou 54 senadores.

    Fonte: Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

  • Ministro ordena bloqueio de redes sociais e WhatsApp de críticos do STF

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de contas em redes sociais e do WhatsApp de sete pessoas investigadas por publicarem ofensas contra a Corte. Em decisão sigilosa, o magistrado diz que foram verificadas mensagens com “conteúdo de ódio e de subversão da ordem” direcionadas ao STF.

    Os suspeitos foram alvos de buscas e apreensões realizadas pela Polícia Federal no Distrito Federal, em Goiás e em São Paulo nesta terça-feira (16).

    A medida é resultado de uma investigação instaurada a pedido do presidente da Corte, ministro Dias Toffolli, em 14 de março. O objetivo desse inquérito, relatado por Moraes, é apurar notícias falsas, denunciações caluniosas e ameaças que “atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal, de seus membros e familiares”. Uma das postagens que entraram na mira do STF foi publicada por um policial civil do estado de Goiás com o seguinte teor: “O nosso STF é bolivariano, todos alinhados com os narcotraficantes e corruptos do país. Vai ser a fórceps”. Em outra mensagem, o suspeito diz: “O Peru fechou a corte suprema do país. Nós também podemos. Pressão total contra o STF”. O ministro chama a atenção para o fato de o envolvido andar “constantemente armado”.

    Em outro caso, o investigado disse nas redes sociais que o “STF soltou até traficante” e que “é desanimador o fato de tantos brasileiros ficarem alheios ao que a quadrilha STF vem fazendo contra a nação”. Segundo o ministro Alexandre de Moraes, essas publicações revelam uma “propaganda com o objetivo de alteração da ordem política e social”.

    Entre os alvos também está o general da reserva Paulo Chagas. Segundo o ministro do Supremo, ele fez “postagens nas redes sociais de propaganda de processos violentos ou ilegais para a alteração da ordem política e social, com repercussão entre seguidores”. Moraes diz que o “investigado defendeu a criação de um Tribunal de Exceção para julgamentos do Ministros do STF ou mesmo substituí-los”.

    No mandado de busca, o ministro Alexandre de Moraes ordena à Polícia Federal apreender computadores, tablets, celulares e outros dispositivos eletrônicos encontrados nas casas dos suspeitos. O magistrado também determina que a PF tenha acesso a “documentos e dados armazenados em arquivos eletrônicos” e que colha os depoimentos de todos os alvos da operação.

    fonte clikpb

  • Avianca atualiza lista de voos cancelados; até domingo, serão 304

    A companhia aérea Avianca Brasil atualizou nesta terça-feira (16) sua lista de voos cancelados devido à redução da sua frota. Desta terça até domingo (21), 304 voos programados da companhia deixarão de decolar (veja a lista ao final desta reportagem).

    A empresa está em recuperação judicial e suas operações têm sido impactadas por decisões judiciais que determinaram a devolução de aviões por falta de pagamento.

    A atualização dos voos cancelados também pode ser visualizada na página da Avianca Brasil.

    Na última sexta-feira (12), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que recebeu pedido para cancelar as matrículas de 10 aviões operados pela Avianca Brasil, que pertencem à Constitution Aircraft Leasing.

    Segundo reportagem do “Valor Econômico”, com novas decisões da Justiça autorizando a retomada de aviões por empresas de arrendamento, a frota da Avianca poderá ser reduzida a 14 aviões nos próximos dias.

    Questionada pelo, a Avianca não informou o número de aviões atualmente em operação. Na sexta-feira, a frota da Avianca era de 35 aeronaves. Quando deu início ao processo de recuperação, a aérea operava com 43 aviões.

    Passageiros afetados

    A companhia aérea disse que vai entrar em contato com os passageiros afetados para oferecer reembolso ou opções de reacomodação.

    Também informou que, se as passagens foram compradas por meio de agências, sites de viagem, o passageiro deve entrar em contato diretamente com as empresas.

    Segundo a Anac, em caso de cancelamento ou de alteração do voo por iniciativa da Avianca, o passageiro deve ter os seus direitos respeitados, disponíveis para consulta no portal da ANAC na internet.

    Reclamações podem ser feitas pela plataforma Consumidor.gov.br e, caso não sejam atendidas, o passageiro poderá recorrer aos órgãos do Serviço Nacional de Defesa do Consumidor.

    Avianca em crise

    Quarta maior companhia aérea do Brasil, a Avianca Brasil entrou em recuperação judicial desde dezembro do ano passado. No dia 5 de abril, os credores aprovaram o plano de recuperação judicial da companhia.

    O plano prevê a divisão da companhia em sete Unidades Produtivas Isoladas (UPIs) que serão levadas a leilão, marcado para o dia 7 de maio. Tanto a Latam Brasil quanto a Gol concordaram em fazer uma oferta no valor mínimo de US$ 70 milhões para pelo menos uma UPI e seus respectivos ativos.

    Nos últimos dias, a companhia aérea também tem enfrentado uma série de problemas com operadores de aeroportos. A companhia está atrasando o pagamento de taxas aeroportuárias, o que tem levado as empresas operadores a ameaçar de suspensão de voos da companhia.

    O juiz que homologou o plano de recuperação da Avianca não aceitou o pedido da aérea para que a devolução dos aviões fosse feito gradualmente, até julho. A companhia já atrasou pagamentos nos aeroportos de Guarulhos, Florianópolis, Porto Alegre, Salvador e Fortaleza.

    Voos da Avianca Brasil cancelados até domingo (21)

    Voo Data Origem Destino
    6044 16/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Salvador
    6049 16/04/2019 Salvador Guarulhos (São Paulo)
    6102 16/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Belém
    6104 16/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Navegantes (SC)
    6105 16/04/2019 Navegantes (SC) Guarulhos (São Paulo)
    6128 16/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Porto Alegre
    6129 16/04/2019 Porto Alegre Guarulhos (São Paulo)
    6132 16/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Vitória
    6133 16/04/2019 Vitória Guarulhos (São Paulo)
    6144 16/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Confins (BH)
    6145 16/04/2019 Confins (BH) Guarulhos (São Paulo)
    6146 16/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Confins (BH)
    6147 16/04/2019 Confins (BH) Guarulhos (São Paulo)
    6148 16/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Confins (BH)
    6150 16/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Confins (BH)
    6151 16/04/2019 Confins (BH) Guarulhos (São Paulo)
    6153 16/04/2019 Confins (BH) Guarulhos (São Paulo)
    6193 16/04/2019 Brasília Guarulhos (São Paulo)
    6194 16/04/2019 Guarulhos (São Paulo) João Pessoa
    6195 16/04/2019 João Pessoa Guarulhos (São Paulo)
    6196 16/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Aracaju
    6197 16/04/2019 Aracaju Guarulhos (São Paulo)
    6241 16/04/2019 Curitiba Guarulhos (São Paulo)
    6242 16/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Curitiba
    6243 16/04/2019 Curitiba Guarulhos (São Paulo)
    6244 16/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Curitiba
    6246 16/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Curitiba
    6247 16/04/2019 Curitiba Guarulhos (São Paulo)
    6248 16/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Curitiba
    6249 16/04/2019 Curitiba Guarulhos (São Paulo)
    6260 16/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Florianópolis
    6261 16/04/2019 Florianópolis Guarulhos (São Paulo)
    6270 16/04/2019 Fortaleza Galeão (RJ)
    6271 16/04/2019 Galeão (RJ) Fortaleza
    6276 16/04/2019 Galeão (RJ) Fortaleza
    6277 16/04/2019 Fortaleza Galeão (RJ)
    6288 16/04/2019 Galeão (RJ) Foz do Iguaçu
    6289 16/04/2019 Foz do Iguaçu Galeão (RJ)
    6290 16/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Goiânia
    6291 16/04/2019 Goiânia Guarulhos (São Paulo)
    6300 16/04/2019 Brasília Recife
    6301 16/04/2019 Recife Brasília
    6302 16/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Recife
    6303 16/04/2019 Recife Guarulhos (São Paulo)
    6318 16/04/2019 Brasília Guarulhos (São Paulo)
    6319 16/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Brasília
    6323 16/04/2019 Recife Guarulhos (São Paulo)
    6350 16/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Natal
    6370 16/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Fortaleza
    6371 16/04/2019 Fortaleza Guarulhos (São Paulo)
    6372 16/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Fortaleza
    6373 16/04/2019 Fortaleza Guarulhos (São Paulo)
    6044 17/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Salvador
    6049 17/04/2019 Salvador Guarulhos (São Paulo)
    6102 17/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Belém
    6103 17/04/2019 Belém Guarulhos (São Paulo)
    6104 17/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Navegantes (SC)
    6105 17/04/2019 Navegantes (SC) Guarulhos (São Paulo)
    6132 17/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Vitória
    6133 17/04/2019 Vitória Guarulhos (São Paulo)
    6144 17/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Confins (BH)
    6145 17/04/2019 Confins (BH) Guarulhos (São Paulo)
    6146 17/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Confins (BH)
    6147 17/04/2019 Confins (BH) Guarulhos (São Paulo)
    6148 17/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Confins (BH)
    6150 17/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Confins (BH)
    6151 17/04/2019 Confins (BH) Guarulhos (São Paulo)
    6153 17/04/2019 Confins (BH) Guarulhos (São Paulo)
    6194 17/04/2019 Guarulhos (São Paulo) João Pessoa
    6195 17/04/2019 João Pessoa Guarulhos (São Paulo)
    6196 17/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Aracaju
    6197 17/04/2019 Aracaju Guarulhos (São Paulo)
    6241 17/04/2019 Curitiba Guarulhos (São Paulo)
    6242 17/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Curitiba
    6243 17/04/2019 Curitiba Guarulhos (São Paulo)
    6244 17/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Curitiba
    6246 17/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Curitiba
    6247 17/04/2019 Curitiba Guarulhos (São Paulo)
    6248 17/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Curitiba
    6249 17/04/2019 Curitiba Guarulhos (São Paulo)
    6251 17/04/2019 Galeão (RJ) Guarulhos (São Paulo)
    6256 17/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Galeão (RJ)
    6260 17/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Florianópolis
    6261 17/04/2019 Florianópolis Guarulhos (São Paulo)
    6270 17/04/2019 Fortaleza Galeão (RJ)
    6271 17/04/2019 Galeão (RJ) Fortaleza
    6276 17/04/2019 Galeão (RJ) Fortaleza
    6277 17/04/2019 Fortaleza Galeão (RJ)
    6288 17/04/2019 Galeão (RJ) Foz do Iguaçu
    6289 17/04/2019 Foz do Iguaçu Galeão (RJ)
    6290 17/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Goiânia
    6291 17/04/2019 Goiânia Guarulhos (São Paulo)
    6300 17/04/2019 Brasília Recife
    6301 17/04/2019 Recife Brasília
    6302 17/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Recife
    6303 17/04/2019 Recife Guarulhos (São Paulo)
    6318 17/04/2019 Brasília Guarulhos (São Paulo)
    6319 17/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Brasília
    6322 17/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Recife
    6351 17/04/2019 Natal Guarulhos (São Paulo)
    6352 17/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Natal
    6353 17/04/2019 Natal Guarulhos (São Paulo)
    6370 17/04/2019 Guarulhos (São Paulo) Fortaleza
    6371 17/04/2019 Fortaleza Guarulhos (São Paulo)
    6044 18/04/2019 Guarulhos (SP) Salvador
    6049 18/04/2019 Salvador Guarulhos (SP)
    6102 18/04/2019 Guarulhos (SP) Belém
    6103 18/04/2019 Belém Guarulhos (SP)
    6104 18/04/2019 Guarulhos (SP) Navegantes
    6105 18/04/2019 Navegantes Guarulhos (SP)
    6132 18/04/2019 Guarulhos (SP) Vitória
    6133 18/04/2019 Vitória Guarulhos (SP)
    6144 18/04/2019 Guarulhos (SP) Confins (BH)
    6145 18/04/2019 Confins (BH) Guarulhos (SP)
    6146 18/04/2019 Guarulhos (SP) Confins (BH)
    6147 18/04/2019 Confins (BH) Guarulhos (SP)
    6148 18/04/2019 Guarulhos (SP) Confins (BH)
    6150 18/04/2019 Guarulhos (SP) Confins (BH)
    6151 18/04/2019 Confins (BH) Guarulhos (SP)
    6153 18/04/2019 Confins (BH) Guarulhos (SP)
    6194 18/04/2019 Guarulhos (SP) João Pessoa
    6195 18/04/2019 João Pessoa Guarulhos (SP)
    6196 18/04/2019 Guarulhos (SP) Aracaju
    6197 18/04/2019 Aracaju Guarulhos (SP)
    6241 18/04/2019 Curitiba Guarulhos (SP)
    6242 18/04/2019 Guarulhos (SP) Curitiba
    6243 18/04/2019 Curitiba Guarulhos (SP)
    6244 18/04/2019 Guarulhos (SP) Curitiba
    6246 18/04/2019 Guarulhos (SP) Curitiba
    6247 18/04/2019 Curitiba Guarulhos (SP)
    6248 18/04/2019 Guarulhos (SP) Curitiba
    6249 18/04/2019 Curitiba Guarulhos (SP)
    6251 18/04/2019 Galeão (RJ) Guarulhos (SP)
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    6260 18/04/2019 Guarulhos (SP) Florianópolis
    6261 18/04/2019 Florianópolis Guarulhos (SP)
    6270 18/04/2019 Fortaleza Galeão (RJ)
    6271 18/04/2019 Galeão (RJ) Fortaleza
    6276 18/04/2019 Galeão (RJ) Fortaleza
    6277 18/04/2019 Fortaleza Galeão (RJ)
    6288 18/04/2019 Galeão (RJ) Foz do Iguaçu
    6289 18/04/2019 Foz do Iguaçu Galeão (RJ)
    6290 18/04/2019 Guarulhos (SP) Goiânia
    6291 18/04/2019 Goiânia Guarulhos (SP)
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    6318 18/04/2019 Brasília Guarulhos (SP)
    6319 18/04/2019 Guarulhos (SP) Brasília
    6322 18/04/2019 Guarulhos (SP) Recife
    6323 18/04/2019 Recife Guarulhos (SP)
    6351 18/04/2019 Natal Guarulhos (SP)
    6352 18/04/2019 Guarulhos (SP) Natal
    6370 18/04/2019 Guarulhos (SP) Fortaleza
    6371 18/04/2019 Fortaleza Guarulhos (SP)
    6044 19/04/2019 Guarulhos (SP) Salvador
    6049 19/04/2019 Salvador Guarulhos (SP)
    6102 19/04/2019 Guarulhos (SP) Belém
    6103 19/04/2019 Belém Guarulhos (SP)
    6104 19/04/2019 Guarulhos (SP) Navegantes
    6105 19/04/2019 Navegantes Guarulhos (SP)
    6132 19/04/2019 Guarulhos (SP) Vitória
    6133 19/04/2019 Vitória Guarulhos (SP)
    6144 19/04/2019 Guarulhos (SP) Confins (BH)
    6145 19/04/2019 Confins (BH) Guarulhos (SP)
    6146 19/04/2019 Guarulhos (SP) Confins (BH)
    6147 19/04/2019 Confins (BH) Guarulhos (SP)
    6148 19/04/2019 Guarulhos (SP) Confins (BH)
    6150 19/04/2019 Guarulhos (SP) Confins (BH)
    6151 19/04/2019 Confins (BH) Guarulhos (SP)
    6153 19/04/2019 Confins (BH) Guarulhos (SP)
    6194 19/04/2019 Guarulhos (SP) João Pessoa
    6195 19/04/2019 João Pessoa Guarulhos (SP)
    6196 19/04/2019 Guarulhos (SP) Aracaju
    6197 19/04/2019 Aracaju Guarulhos (SP)
    6241 19/04/2019 Curitiba Guarulhos (SP)
    6242 19/04/2019 Guarulhos (SP) Curitiba
    6243 19/04/2019 Curitiba Guarulhos (SP)
    6244 19/04/2019 Guarulhos (SP) Curitiba
    6246 19/04/2019 Guarulhos (SP) Curitiba
    6247 19/04/2019 Curitiba Guarulhos (SP)
    6248 19/04/2019 Guarulhos (SP) Curitiba
    6249 19/04/2019 Curitiba Guarulhos (SP)
    6260 19/04/2019 Guarulhos (SP) Florianópolis
    6261 19/04/2019 Florianópolis Guarulhos (SP)
    6270 19/04/2019 Fortaleza Galeão (RJ)
    6271 19/04/2019 Galeão (RJ) Fortaleza
    6276 19/04/2019 Galeão (RJ) Fortaleza
    6277 19/04/2019 Fortaleza Galeão (RJ)
    6288 19/04/2019 Galeão (RJ) Foz do Iguaçu
    6289 19/04/2019 Foz do Iguaçu Galeão (RJ)
    6291 19/04/2019 Goiânia Guarulhos (SP)
    6300 19/04/2019 Brasília Recife
    6301 19/04/2019 Recife Brasília
    6302 19/04/2019 Guarulhos (SP) Recife
    6303 19/04/2019 Recife Guarulhos (SP)
    6319 19/04/2019 Guarulhos (SP) Brasília
    6322 19/04/2019 Guarulhos (SP) Recife
    6323 19/04/2019 Recife Guarulhos (SP)
    6370 19/04/2019 Guarulhos (SP) Fortaleza
    6371 19/04/2019 Fortaleza Guarulhos (SP)
    6372 19/04/2019 Guarulhos (SP) Fortaleza
    6373 19/04/2019 Fortaleza Guarulhos (SP)
    6044 20/04/2019 Guarulhos (SP) Salvador
    6049 20/04/2019 Salvador Guarulhos (SP)
    6102 20/04/2019 Guarulhos (SP) Belém
    6103 20/04/2019 Belém Guarulhos (SP)
    6104 20/04/2019 Guarulhos (SP) Navegantes
    6105 20/04/2019 Navegantes Guarulhos (SP)
    6132 20/04/2019 Guarulhos (SP) Vitória
    6133 20/04/2019 Vitória Guarulhos (SP)
    6144 20/04/2019 Guarulhos (SP) Confins (BH)
    6145 20/04/2019 Confins (BH) Guarulhos (SP)
    6147 20/04/2019 Confins (BH) Guarulhos (SP)
    6192 20/04/2019 Guarulhos (SP) Brasília
    6194 20/04/2019 Guarulhos (SP) João Pessoa
    6195 20/04/2019 João Pessoa Guarulhos (SP)
    6196 20/04/2019 Guarulhos (SP) Aracaju
    6197 20/04/2019 Aracaju Guarulhos (SP)
    6241 20/04/2019 Curitiba Guarulhos (SP)
    6242 20/04/2019 Guarulhos (SP) Curitiba
    6243 20/04/2019 Curitiba Guarulhos (SP)
    6244 20/04/2019 Guarulhos (SP) Curitiba
    6246 20/04/2019 Guarulhos (SP) Curitiba
    6247 20/04/2019 Curitiba Guarulhos (SP)
    6248 20/04/2019 Guarulhos (SP) Curitiba
    6249 20/04/2019 Curitiba Guarulhos (SP)
    6251 20/04/2019 Galeão (RJ) Guarulhos (SP)
    6253 20/04/2019 Galeão (RJ) Guarulhos (SP)
    6256 20/04/2019 Guarulhos (SP) Galeão (RJ)
    6258 20/04/2019 Guarulhos (SP) Galeão (RJ)
    6260 20/04/2019 Guarulhos (SP) Florianópolis
    6261 20/04/2019 Florianópolis Guarulhos (SP)
    6270 20/04/2019 Fortaleza Galeão (RJ)
    6271 20/04/2019 Galeão (RJ) Fortaleza
    6276 20/04/2019 Galeão (RJ) Fortaleza
    6277 20/04/2019 Fortaleza Galeão (RJ)
    6288 20/04/2019 Galeão (RJ) Foz do Iguaçu
    6289 20/04/2019 Foz do Iguaçu Galeão (RJ)
    6300 20/04/2019 Brasília Recife
    6301 20/04/2019 Recife Brasília
    6302 20/04/2019 Guarulhos (SP) Recife
    6303 20/04/2019 Recife Guarulhos (SP)
    6318 20/04/2019 Brasília Guarulhos (SP)
    6319 20/04/2019 Guarulhos (SP) Brasília
    6322 20/04/2019 Guarulhos (SP) Recife
    6323 20/04/2019 Recife Guarulhos (SP)
    6351 20/04/2019 Natal Guarulhos (SP)
    6352 20/04/2019 Guarulhos (SP) Natal
    6371 20/04/2019 Fortaleza Guarulhos (SP)
    6390 20/04/2019 Guarulhos (SP) Fortaleza
    6391 20/04/2019 Fortaleza Guarulhos (SP)
    6044 21/04/2019 Guarulhos (SP) Salvador
    6049 21/04/2019 Salvador Guarulhos (SP)
    6102 21/04/2019 Guarulhos (SP) Belém
    6103 21/04/2019 Belém Guarulhos (SP)
    6104 21/04/2019 Guarulhos (SP) Navegantes
    6105 21/04/2019 Navegantes Guarulhos (SP)
    6132 21/04/2019 Guarulhos (SP) Vitória
    6133 21/04/2019 Vitória Guarulhos (SP)
    6144 21/04/2019 Guarulhos (SP) Confins (BH)
    6146 21/04/2019 Guarulhos (SP) Confins (BH)
    6147 21/04/2019 Confins (BH) Guarulhos (SP)
    6148 21/04/2019 Guarulhos (SP) Confins (BH)
    6151 21/04/2019 Confins (BH) Guarulhos (SP)
    6153 21/04/2019 Confins (BH) Guarulhos (SP)
    6192 21/04/2019 Guarulhos (SP) Brasília
    6193 21/04/2019 Brasília Guarulhos (SP)
    6194 21/04/2019 Guarulhos (SP) João Pessoa
    6195 21/04/2019 João Pessoa Guarulhos (SP)
    6196 21/04/2019 Guarulhos (SP) Aracaju
    6197 21/04/2019 Aracaju Guarulhos (SP)
    6241 21/04/2019 Curitiba Guarulhos (SP)
    6242 21/04/2019 Guarulhos (SP) Curitiba
    6243 21/04/2019 Curitiba Guarulhos (SP)
    6244 21/04/2019 Guarulhos (SP) Curitiba
    6246 21/04/2019 Guarulhos (SP) Curitiba
    6247 21/04/2019 Curitiba Guarulhos (SP)
    6248 21/04/2019 Guarulhos (SP) Curitiba
    6249 21/04/2019 Curitiba Guarulhos (SP)
    6251 21/04/2019 Galeão (RJ) Guarulhos (SP)
    6256 21/04/2019 Guarulhos (SP) Galeão (RJ)
    6260 21/04/2019 Guarulhos (SP) Florianópolis
    6261 21/04/2019 Florianópolis Guarulhos (SP)
    6270 21/04/2019 Fortaleza Galeão (RJ)
    6271 21/04/2019 Galeão (RJ) Fortaleza
    6276 21/04/2019 Galeão (RJ) Fortaleza
    6277 21/04/2019 Fortaleza Galeão (RJ)
    6288 21/04/2019 Galeão (RJ) Foz do Iguaçu
    6289 21/04/2019 Foz do Iguaçu Galeão (RJ)
    6290 21/04/2019 Guarulhos (SP) Goiânia
    6300 21/04/2019 Brasília Recife
    6301 21/04/2019 Recife Brasília
    6302 21/04/2019 Guarulhos (SP) Recife
    6303 21/04/2019 Recife Guarulhos (SP)
    6318 21/04/2019 Brasília Guarulhos (SP)
    6319 21/04/2019 Guarulhos (SP) Brasília
    6322 21/04/2019 Guarulhos (SP) Recife
    6323 21/04/2019 Recife Guarulhos (SP)
    6351 21/04/2019 Natal Guarulhos (SP)
    6352 21/04/2019 Guarulhos (SP) Natal
    6370 21/04/2019 Guarulhos (SP) Fortaleza
    6371 21/04/2019 Fortaleza Guarulhos (SP)

    Fonte: Avianca Brasil

  • Governo concede passaporte diplomático a Edir Macedo e esposa

    O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, concedeu passaporte diplomático ao proprietário da Rede Record e líder da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), Edir Macedo Bezerra, e à esposa dele, Ester Eunice Rangel Bezerra. O documento terá validade de 3 anos.

    A decisão consta de portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU). De acordo com a publicação, o chanceler liberou o documento especial a Edir Macedo e sua esposa “por entender que, ao portar passaporte diplomático, seu titular poderá desempenhar de maneira mais eficiente suas atividades em prol das comunidades brasileiras no exterior”.

    Fonte: Isto é

  • Deputado paraibano vai relatar Orçamento Impositivo na CCJ da Câmara

    O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, Felipe Francischini (PSL-PR), indicou hoje (12) o líder da maioria, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), para ser o relator da proposta de emenda à Constituição do Orçamento Impositivo (PEC 34/19).

    A matéria prevê que o governo federal seja obrigado a liberar a verba de emendas parlamentares de bancada para ações previstas no Orçamento. As chamadas emendas de bancada são as apresentadas por deputados e senadores de cada estado para ações específicas naquelas unidades da Federação.

    O plenário do Senado aprovou na semana passada a PEC do Orçamento Impositivo. Como o texto teve alterações em relação ao aprovado pelos deputados em março, a proposta terá de ser analisada novamente pela Câmara.
    Prioridade é definida

    Ontem (11), Francischini disse que a prioridade é a votação do parecer do relator da reforma da Previdência, deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), apresentado no último dia 9.

    O relatório do parlamentar foi pela admissibilidade do texto enviado ao Congresso Nacional pelo presidente Jair Bolsonaro.

    “No entanto, vou conversar com o presidente [da Câmara] Rodrigo Maia e com os líderes dos partidos para que eu possa avaliar até amanhã [sexta-feira] a inclusão na pauta da semana que vem da PEC do Orçamento Impositivo que retornou à CCJ esta semana”, afirmou.

    O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), disse hoje que está sendo construído o diálogo entre os líderes partidários e o presidente da CCJ para uma possível inversão de pauta no colegiado para que a PEC do Orçamento Impositivo seja apreciada antes da reforma da Previdência.

    “Não tem problema votar o Orçamento Impositivo desde que não haja prejuízo para votação da reforma da Previdência na CCJ”, afirmou. “A discussão pode entrar até de madrugada”.

    Segundo o Delegado Waldir, o PSL quer a votação do parecer da reforma da Previdência ainda na terça-feira (16), pois quarta-feira (17), por ser véspera do feriado da Semana Santa, não deverá haver quórum na comissão.

    Na segunda-feira (15), será convocada reunião extraordinária da CCJ para iniciar o debate às 14h. O tempo de fala de cada deputado foi reduzido para permitir que mais parlamentares participem.

    Dessa forma, os integrantes da CCJ terão dez minutos e os não membros, cinco minutos cada, com no máximo 20 deputados não membros.

    Até o início da tarde desta sexta-feira, 85 deputados, entre membros e não membros do colegiado, já se inscreveram para falar. O número deve aumentar porque as inscrições estão abertas até segunda-feira.

    Fonte: Agência Brasil

    Foto: Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

  • Damares chora em comissão da Câmara após Erika Kokay falar sobre ‘pé de goiabeira’

    A ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) chorou nesta 4ª feira (10.abr.2019) na CDHM (Comissão de Direitos Humanos e Minorias) da Câmara dos Deputados após a deputada Érika Kokay (PT-DF) citar o caso em que a ministra afirmou que viu Jesus “subir em pé de goiaba”.

    O caso se trata de um depoimento de Damares em um congresso evangélico no qual ela, que sofreu abusos sexuais na infância, disse que aos 10 anos ia se suicidar em 1 pé de goiaba, mas desistiu ao ver Jesus.

    Damares foi convidada a prestar esclarecimentos nesta 4ª feira (10.abr.2019) à Comissão de Direitos Humanos sobre o funcionamento de 12 conselhos, comitês e comissão ligados ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

    Ao falar na comissão, em crítica à atuação do ministério, Kokay questionou Damares sobre o funcionamento do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente), instância máxima de formulação, deliberação e controle das políticas públicas para a infância e a adolescência na esfera federal.

    “Como é possível, ministra, que nós não tenhamos em pleno funcionamento um órgão como o Conanda? Porque nem todas as meninas vítimas de violência podem ser salvas por um Jesus na goiabeira, nós precisamos de políticas públicas”, disse.

    Após a declaracão de Érika Kokay, diversos deputados reconheceram a ministra como uma “guerreira” por ter superado a violência na infância.

    Ao fim do debate, Damares respondeu a deputada e disse que o conselho está em funcionamento, mas “atrasou em questão dias” as reuniões do grupo de trabalho. A ministra também disse que não esperava a ironia da deputada.

    “Eu não posso me omitir, eu não posso me silenciar, Jesus realmente apareceu no pé de goiaba pra mim. E a forma como a senhora falou em um primeiro momento machucou muito essa ministra. Eu senti que a senhora falou de uma forma irônica, a senhora zombou, mas a senhora não zombou somente de uma menina, zombou de milhares de meninas do Brasil. Quem passou pelo calvário que eu passei sabe o que é sentar no colo de um abusador. E eu esperava, deputada, de todo mundo, menos da senhora que é uma psicóloga”, afirmou.

    Em resposta, a deputada disse que ao citar o caso quis demonstrar seu posicionamento contra a assistência religiosa como único apoio a quem sofre violência sexual.

    “Eu me solidarizo com a sua dor e com a de milhares de crianças, mas digo que, [além da]assistência religiosa –ainda que seja fundamental, pois eu não duvido que a senhora tenha encontrado a sua salvação–, é preciso ter um plano de enfrentamento à violência sexual que atinge as crianças, 1 plano que contemple todas as políticas públicas”, disse Érika Kokay.

    Assista abaixo ao momento em que Damares chora. No momento, o deputado Julian Lemos (PSL-PB) fala sobre o comentário de Érika Kokay:

    ESCLARECIMENTOS SOBRE OS CONSELHOS

    O pedido dos esclarecimentos foi feito pela procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat. O debate foi solicitado pelos deputados Patrus Ananias (PT-MG) e Nilto Tatto (PT-SP).

    Em 3 de março, uma reportagem do jornal Estado de São Paulo apontou uma possível paralisação e esvaziamento dos conselhos e comissões ligados ao governo federal.

    Segundo o jornal, a pasta que está sob o comando de Damares concentra o maior número de órgãos paralisados e esvaziados. Além disso, houve extinção de conselhos e alteração nas regras de representatividade de instâncias ligadas aos ministérios da Cidadania e Agricultura.

    Na comissão, a ministra negou que os conselhos estejam sem funcionar.

    Fonte: Poder360

  • Em 100 dias, Bolsonaro faz balanço de metas cumpridas e em andamento

    O presidente Jair Bolsonaro comanda nesta quinta-feira (11), no Palácio do Planalto, uma solenidade para marcar os 100 primeiros dias de governo. O evento contará com a presença de ministros, diversas autoridades e parlamentares. Segundo o presidente, o governo conseguiu cumprir, nesses pouco mais de três meses, cerca de 95% das metas estabelecidas para o período.

    O detalhamento deve ser apresentado na cerimônia, assim como novos anúncios. Dois dos projetos mais importantes estregues no período são representativos das bandeiras anunciadas pelo governo ainda durante o período de transição: a proposta de reforma da Previdência e o pacote anticrime. As duas medidas, no entanto, precisam ser aprovados pelo Congresso Nacional.

    Medida econômica mais aguardada pelo setor empresarial e o mercado financeiro, a proposta de emenda constitucional da reforma da Previdência foi entregue no dia 20 de fevereiro. O texto elaborado pelo governo propõe idade mínima para aposentadoria para homens (65 anos) e mulheres (62 anos), além de um período de transição.

     O presidente Jair Bolsonaro, chega ao Congresso Nacional, acompanhado dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e Senado, Davi Alcolumbre, para levar o projeto do governo de reforma da Previdência.
    O presidente Jair Bolsonaro leva ao Congresso o projeto de reforma da Previdência. – Marcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil

    No mês seguinte, o governo enviou as alterações no sistema de pensão dos militares, que inclui também uma reestruturação da carreira nas Forças Armadas. Os projetos devem tramitar de forma paralela no Congresso Nacional.

    Segurança

    Outra bandeira do governo Bolsonaro, o projeto de lei batizado de “anticrime”, elaborado pela equipe do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, foi entregue no dia 19 de fevereiro.

    As medidas, que incluem alterações em 14 leis, como o Código Penal, o Código de Processo Penal, a Lei de Execução Penal, a Lei de Crimes Hediondos e o Código Eleitoral, buscam formas de endurecer o combate a crimes violentos, como o homicídio e o latrocínio, e também contra a corrupção e organizações criminosas.

    Assinado em 15 de janeiro, Bolsonaro editou decreto flexibilizando a posse de armasde fogo no país, uma das principais propostas de campanha. Com a medida, os critérios para registro e posse de armas ficam mais objetivos e, na prática, qualquer cidadão de 25 anos ou mais, sem antecedentes criminais e com emprego e residência fixa, poderá ter em sua posse até quatro armas de fogo.

    Em andamento

    Algumas das metas programadas para os 100 dias estão em andamento. É o caso, por exemplo, da tentativa do governo federal de viabilizar o leilão de cessão onerosa. A cessão onerosa trata de um contrato firmado em 2010, em que o governo cedeu parte da área do pré-sal para a Petrobras, que teve o direito de explorar 5 bilhões de barris de petróleo. Com a descoberta de volume maior de petróleo na área, o governo irá vender o excedente.

    O governo federal negocia a redução tarifária no âmbito do Mercosul (Brasil, Argentina, Urugaui, Paraguai e Venezuela, que está suspensa do bloco). A medida era prevista para os primeiros 100 dias, mas como depende de negociação com as demais nações, ainda não saiu do papel.

    Também em fase de andamento está a articulação para instituir o Comitê Interministerial de Combate à Corrupção do Governo Federal, que visa a conduzir essa política na administração pública.

    Há ainda a meta de implementar a autonomia do Banco Central, prevista para a primeira fase do mandato.

    Confira outras das principais medidas do governo nos primeiros 100 dias de mandato:

    Redução de ministérios

    Com a promessa de enxugar a máquina pública, o governo Bolsonaro conseguiu reduzir de 29 para 22 o número de ministérios. A meta inicial era ter entre 15 e 17 pastas.

    Houve um processo de reestruturação administrativa que, além de fundir ministérios, realocou órgãos de segundo escalão. O governo ainda prometeu aprovar o projeto de autonomia do Banco Central, que deixaria de ser contado como ministério, além de alterar o status da Advocacia-Geral da União. Se isso ocorrer, o governo reduzirá mais duas pastas e ficará com um total de 20 ministérios.

    “Revogaço”

    Em anúncio desta semana, o governo confirmou a revogação de 250 decretos normativos ainda vigentes, mas que perderam o efeito ao longo do tempo.

    A medida alcança normas de 15 ministérios e foi resultado de um estudo que analisou mais de 27 mil decretos editados desde 1889, primeiro ano da República, até os atos mais recentes, deste ano.

    A medida está sendo chamada de “revogaço” e precisa ser oficializada no Diário Oficial da União, por meio de um decreto presencial, o que deve ocorrer na cerimônia de hoje.

    Critérios para cargos

    Em março, o governo estabeleceu decreto regulamentando critérios, perfil profissional e procedimentos gerais para a ocupação de cargos em comissão e funções comissionadas na administração federal direta, incluindo autarquias e fundações.

    A medida atinge os mais de 24,5 mil cargos em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores (DAS) e das Funções Comissionadas do Poder Executivo (FCPE) e vale desde o dia 1º de janeiro.

    Ocupantes de cargos que não se encaixarem nos critérios poderão ser exonerados. Entres os pré-requisitos exigidos para a ocupação dos cargos e funções estão idoneidade moral e reputação ilibada; perfil profissional ou formação acadêmica compatível; e não estar impedido de acordo com a Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar nº 64/1990).

    Bolsa Família

    Promessa de campanha do então candidato Jair Bolsonaro, o pagamento de um décimo terceiro benefício do Bolsa Família deve ser assinado na solenidade desta quinta-feira.

    O custo total com o pagamento extra do benefício de combate à miséria será de R$ 2,5 bilhões, como já havia estimado o ministro da Cidadania, Osmar Terra. O Bolsa Família é pago a quase 14 milhões de famílias pobres do país.

    Leilões e concessões

    Os ministros da Secretaria de Governo, Alberto dos Santos Cruz, e da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, participam da coletiva de imprensa após leilão de 12 aeroportos brasileiros, na sede da B3 (Bovespa), em São Paulo.
    Os ministros Alberto dos Santos Cruz, da Secretaria de Governo, e Tarcísio Freitas, da Infraestrutura, falam sobre leilão de aeroportos – Rovena Rosa/Arquivo Agência Brasil

    Nos primeiros 100 dias, o governo conseguiu concluir um total de 23 leilões de portos, aeroportos e ferrovia. No total, foram arrecadados mais de R$ 7 bilhões com as concessões para a iniciativa privada. Essa era uma das metas anunciadas para o período.

    Ensino a distância

    Outra meta estabelecida para os primeiros 100 dias, a medida provisória (MP) para regular o ensino domiciliar de crianças e adolescentes, conhecido como homeschooling, ainda deverá ser enviada ao Congresso Nacional, segundo a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves

    De acordo com Damares, a MP vai garantir “o direito da família de escolher a modalidade de ensino e proteger as crianças como elas querem proteger”. Alguns pontos do projeto foram apresentados durante audiência pública da ministra na semana passada.

    Agenda internacional

    A estreia internacional de Bolsonaro como presidente foi no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, no fim do mês de janeiro, onde falou a empresários e chefes de Estado sobre abertura do país para novos investimentos.

    O Presidente da República, Jair Bolsonaro, e o Ministro de Estado da Economia, Paulo Guedes, durante reunião do Conselho Internacional de Negócios no Fórum Econômico Mundial em Davos
    O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, no Fórum Econômico Mundial – Alan Santos/PR

    Nos primeiros 100 dias, o presidente Jair Bolsonaro já cumpriu agenda de Estado em outros três países: Estados Unidos, Chile e Israel.

    Em Israel, o presidente anunciou parcerias nas áreas de defesa, ciência, tecnologia e comércio. A visita gerou tensões com os países islâmicos, grandes parceiros comerciais do Brasil no agronegócio. Por isso, ontem (10), Bolsonaro participou de um jantar com embaixadores de países islâmicos na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília.

    Na viagem oficial aos Estados Unidos, Bolsonaro se reuniu com o presidente norte-americano, Donald Trump, que afirmou que o Brasil seria designado principal aliadofora da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O norte-americano também disse apoiar o desejo do Brasil de integrar a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

    Na mesma viagem, os governos dos dois países assinaram o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) para uso comercial da base de lançamentos aeroespaciais de Alcântara, no Maranhão.

    Outra medida anunciada pelo presidente em sua visita aos EUA foi a edição de um decreto dispensando o visto de entrada no Brasil para canadenses, australianos, japoneses e norte-americanos. A medida visa, principalmente, a atrair turistas dessas regiões para o Brasil.

    No Chile, onde esteve no fim de março, Bolsonaro participou da Cúpula Presidencial de Integração Sul-Americana. Além do líder brasileiro, participaram do encontro os presidentes da Argentina, do Peru, da Colômbia, do Paraguai, Equador e Chile.

    Na ocasião, foi lançado o Prosul, nova comunidade de países latino-americanos que deverá substituir a União das Nações Sul-Americanas (Unasul). O Prosul será formado por 12 países. Bolsonaro e o presidente chileno, Sebástian Piñera, também assinaram acordos de cooperação para impulsionar a relação comercial entre os dois países.

    Fonte / Imagem: Agência Brasil

  • Atualizada, dívida do Bradesco, Vale, Samarco e outros com a Previdência chega a R$ 935 bilhões

    A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) atualizou o montante de dívidas de empresas com a Previdência, inicialmente estimada em R$ 432,9 milhões.

    A atualização aconteceu devido à omissão dos débitos relativos à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e PIS. [Constitucionalmente, esses impostos foram criados para financiar a Previdência Social. A reforma vai garantir 50 anos de corrupção e não pagamento de dívidas]

    Dessa forma, o montante da dívida das 118,7 mil empresas chega a R$ 935 bilhões (quase R$ 1 trilhão), de acordo com relatório do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese/RS).

    A PGFN relacionou as 118.714 empresas com dívidas ativas referentes a Cofins, CSLL e PIS superiores a R$ 100 mil, entre as quais figuram a Vale, a maior devedora, com R$ 12,7 bilhões, a Samarco (R$ 287 milhões, bancos como o Bradesco, que comercializa previdência privada e tem interesse direto na reforma da Previdência (para a qual deve R$ 1,5 bilhão); e a Gerdau. [Para professor da Unicamp, reforma vai criar idosos mendigos]

    A segunda maior sonegadora, a holding Carital Brasil, deve R$ 5,5 bilhões à Previdência. Em 2014, o ex-diretor financeiro da empresa, Carlos de Souza Monteiro, foi acusado de sonegação de R$ 145,6 milhões e condenado pela 7ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo a mais de sete anos de prisão e pagamento de indenização de R$ 1 milhão ao Fisco por danos morais coletivos.

    A economista Anelise Manganelli, do Dieese/RS, que elaborou o estudo, destaca que apesar das alterações dos instrumentos e a forma de atuação, concentrados atualmente no combate à sonegação, há somente cerca de 900 auditores fiscais da Receita Federal no trabalho voltado às contribuições previdenciárias.

    A Anelise concedeu entrevista ao jornal Extra Classe, do Rio Grande do Sul. Na entrevista a seguir, a economista explica ainda por que o “déficit” da Previdência alegado pelo governo para vender a reforma é um mito que não se sustenta.

    Pegunta: De acordo com o levantamento do Dieese/RS junto à Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), as dívidas de empresas com a seguridade social atingiram em fevereiro de 2017 o total de R$ 935 bilhões, ou seja, mais que o dobro do que vinha sendo divulgado. A que se deve essa diferença?
    Anelise Manganelli – Os totais que vêm sendo divulgados que, em geral atingem R$ 432,9 bilhões representam débitos de contribuições previdenciárias dos empregadores e dos segurados, contribuições devidas a terceiros, assim entendidos outras entidades e fundos, e a contribuição para o salário-educação. Não estão incluídas nessas dívidas os valores devidos à Previdência relativos a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e PIS.

    EC – Quais são os componentes desses débitos?
    Anelise – Nesse total de R$ 935 bilhões verifica-se que além dos acima descritos há R$ 307,7 bilhões relativos ao Cofins, que é calculada sobre a receita das empresas e deve ser destinada a financiar os fundos de previdência e assistência e ainda há R$ 194,9 bilhões relativos ao PIS e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Destaca-se ainda que entre esses totais estão apenas aqueles devedores com débitos acima de R$ 100 mil, devendo, portanto, ser um débito ainda maior.

    EC – Por que há tantos sonegadores, alguns com interesse direto na reforma, caso do Bradesco, que vende planos de aposentadoria complementar privada e é um dos maiores devedores da Previdência, mais de R$ 1,5 bilhão?
    Anelise – Certamente, é necessário melhorar a fiscalização, uma vez que a própria PGFN diz que a dívida ativa cresce a um ritmo de aproximadamente 15% ao ano. Em 2008, havia 4,1 mil auditores fiscais vinculados à Secretaria da Receita Previdenciária, atuando no combate à inadimplência e à sonegação das contribuições previdenciárias. Hoje, após a incorporação à Secretaria da Receita Federal do Brasil, apesar de se terem alterado os instrumentos e a forma de atuação, concentrados atualmente no combate à sonegação, há somente cerca de 900 auditores fiscais da Receita Federal no trabalho voltado às contribuições previdenciárias.

    EC – Ao defender a proposta de reforma da Previdência, o governo sustenta que o sistema é deficitário, argumento que não se sustenta nos indicadores do próprio governo. Como funciona essa contabilidade que o governo faz – e a imprensa reproduz – para alegar déficit?
    Anelise – Conforme se constou, em uma das nossas recentes publicações, Reformar para excluir?, elaborada em parceria com a Anfip, esse argumento falso não é novidade no debate sobre a Previdência Social proposto pelos representantes do poder público. Longe disso, é argumento que se repete incansavelmente desde 1988. Essa visão ignora o fato de que a Constituição Federal de 1988 concebeu o direito à Previdência Social como parte integrante da Seguridade Social, um amplo sistema de proteção social ao cidadão. Para organizar e financiar a Seguridade, os constituintes de 1988 inspiraram-se nos regimes de Estado de Bem-Estar Social desenvolvidos, especialmente, pela socialdemocracia europeia após a Segunda Guerra Mundial. Nesses países, o financiamento da Seguridade Social baseia-se no clássico “modelo tripartite”, no qual trabalhadores, empregadores e Estado são igualmente responsáveis pelo provimento das fontes de financiamento das políticas públicas que integram seus sistemas nacionais de proteção. Em 2015, num conjunto de 15 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a participação média relativa das “contribuições do governo” no financiamento da Seguridade Social foi de 45% do total, seguida pela “contribuição dos empregadores” (34,6%) e pela “contribuição dos trabalhadores” (18%). A Dinamarca é caso extremo, já que a participação relativa do governo no financiamento da Seguridade atinge 75,6% do total das receitas. Isto quer dizer que se não fossem contabilizadas as receitas dos impostos gerais pagos por toda a sociedade, o “rombo” da Previdência dinamarquesa chegaria a 28,5% do PIB (ver gráfico*).

    Fonte: Carta Campinas