Categoria: Brasil

  • Proposta para Previdência é rejeitada por 51%, diz Datafolha

    A proposta de reforma da Previdência enviada ao Congresso pelo governo do presidente Jair Bolsonaro é rejeitada por 51% dos brasileiros e tem o apoio de 41% da população, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (10).

    Segundo o levantamento, publicado pelo jornal Folha de S.Paulo, a maioria da população é contra as idades mínimas para a aposentadoria. Entre os entrevistados, 65% disseram ser contra a idade mínima de 62 anos para as mulheres se aposentarem, e 53% se opuseram à idade de 65 anos para os homens.

    Apesar de a maioria da população ser contra a proposta de reforma da Previdência enviada pelo governo, a oposição é menor que a registrada contra a reforma proposta pelo governo do ex-presidente Michel Temer em 2017, às vésperas de o texto ser votado por comissão especial da Câmara, segundo a Folha. Na ocasião, 71% rejeitavam a reforma, de acordo com o jornal.

    Datafolha entrevistou 2.086 brasileiros com 16 anos ou mais, em 130 municípios em todo o Brasil, nos dias 2 e 3 de abril. A pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

    Fonte: Reuters

  • Ministra da Agricultura diz que ”brasileiro não passa muita fome porque tem muita manga”

    A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, argumentou nesta terça-feira (9), durante sessão na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, que o brasileiro não passa muita fome porque há muitas mangueiras no país.

    “A agricultura, para países que já tiveram guerra, que já passaram fome, para eles é segurança nacional. Nós nunca tivemos guerra, nós não passamos muita fome, porque nós temos manga nas nossas cidades, nós temos um clima tropical. Então, aqui nós temos miséria, sim. Nós precisamos tirar o povo da miséria. Mas esses países têm muito apreço pelos seus produtores”, disse Tereza Cristina.

    Além da fome no Brasil, Tereza Cristina foi questionada sobre vários assuntos ligados à pasta, incluindo a liberação dos agrotóxicos, subsídios para produtores e os pagamentos por serviços ambientais (PSA), instrumento que visa fomentar a preservação ambiental e a biodiversidade e que é francamente defendido pela ministra.

    Assista abaixo à íntegra da reunião e veja o momento em que a ministra faz a declaração polêmica:

    Fonte: Estado de Minas
    Imagem: google
  • Bolsonaro não quer que “garotada” se interesse por política

    Na posse do novo ministro da Educação, presidente indicou que prefere alunos que aprendam ‘coisas que possam levá-las ao espaço no futuro’.

    a posse do novo ministro da Educação, o presidente Jair Bolsonaro indicou como um dos objetivos da pasta desestimular crianças e adolescentes a se interessarem por política nas escolas. “Queremos uma garotada que comece a não se interessar por política, como é atualmente dentro das escolas, mas comece a aprender coisas que possam levá-las ao espaço no futuro”, disse. O projeto Escola Sem Partido foi uma das bandeiras de Bolsonaro na campanha eleitoral.

    Em seu discurso, o presidente defendeu que é preciso buscar a “inflexão” na área da educação, e também melhorar os índices educacionais até 2022, quando termina o seu mandato. Ele citou como foco o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), prova feita de três em três anos. A última avaliação ocorreu no final de 2016 e o Brasil teve queda nas áreas avaliadas. O País ficou na 63ª posição em ciências, na 59ª em leitura e na 66ª colocação em matemática.

    “Queremos uma garotada que não esteja ocupando os últimos lugares no Pisa. Queremos que não mais 70% dessa garotada não saiba fazer uma regra de três simples, não saiba interpretar textos, não saiba perguntas básicas de ciências. Nós queremos uma garotada que comece a não se interessar por política, como é atualmente dentro das escolas, mas comece realmente aprender coisas que possam levar a quem sabe ao Espaço no futuro”, declarou o presidente.

    Bolsonaro relembrou que conheceu o novo ministro da Educação, Abraham Weintraub, em 2017, quando o economista organizou uma viagem à Ásia para que ele, seus filhos e o então deputado Onyx Lorenzoni conhecessem o sistema de educação em países como Japão e Coreia do Sul. O presidente destacou os países como expoentes da pesquisa, ciência, tecnologia e inovação. Desde então, Weintraub atuou na campanha de Bolsonaro e, após a posse, assumiu a secretaria-executiva da Casa Civil, chefiada por Onyx.

    O presidente também reforçou discurso feito pela manhã no qual disse que o governo “pensa no social” e que a educação é importante para melhorar a vida das pessoas. “Tanto é que estamos concedendo 13º salário para os beneficiários do Bolsa Família”, disse, sobre anúncio que será feito oficialmente esta semana. “O que tira um homem e uma mulher numa situação crítica financeira é o conhecimento. Por isso esse ministério é importante, como os demais.”

    Bolsonaro deixou claro que “deu carta branca” para Weintraub formar sua equipe e indicar os cargos de primeiro escalão e que espera que esse novo time “jogue para frente”. Disse, ainda, que escolheu o nome de Weintraub entre “uma dezena de bons currículos” porque ele “não tinha deficiência” e era o melhor entre os pré-requisitos estabelecidos. “No nosso governo os nossos ministros são uma corrente que tem que puxar o Brasil para frente.”

    Ele também afirmou que espera, assim como a sociedade, que o ministério consiga que os jovens sejam melhores do que seus pais e avós. “Sei que não lhe faltará empenho, dedicação, patriotismo e entrega para atingir objetivos”, afirmou ao ministro da Educação.

    Fonte: Estadão Conteudo

    Foto: MYKE SENA/FOTOARENA / Estadão

  • MPF é contra pedido de Lula para que ação do triplex siga para Justiça Eleitoral

    Em parecer encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta terça-feira, 9, o Ministério Público Federal (MPF) se posicionou contrário a uma solicitação da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que a ação do triplex do Guarujá seja encaminhada à Justiça Eleitoral.

    Os advogados de Lula fizeram o pedido dentro de um recurso no STJ que busca derrubar a condenação do petista no caso. Para a defesa, a sentença que levou o ex-presidente à cadeia deve ser anulada e o processo, enviado à Justiça Eleitoral. Caberá aos ministros da Quinta Turma do STJ decidir sobre o pedido da defesa de Lula.

    Para a subprocuradora-geral da República Aurea Maria Etelvina Pierre, que assina o parecer do MPF, a condenação de Lula no caso do triplex não traz elementos de eleições, o que não justifica, afirma, o envio da ação penal à Justiça Eleitoral, como pedido pelo petista.

    “Não configurada hipótese a justificar a prevalência de competência da Justiça Eleitoral”, concluiu Aurea. Se a Quinta Turma seguir o parecer do MPF, o processo permanecerá no âmbito da Justiça Federal e a sentença não é anulada. A solicitação do ex-presidente foi feita com base em recente decisão da Suprema Corte, em que se fixou o entendimento de que cabe à Justiça Eleitoral processar crimes como corrupção quando há conexão com delito de eleição.

    Relator do processo de Lula no STJ, o ministro Felix Fischer pediu o parecer do MPF na semana passada. Antes disso, o recurso do ex-presidente estava pronto para ser julgado pela Quinta Turma. Com o envio da manifestação, ministros do tribunal esperam que o processo seja analisado pelo STJ nos próximos dias.

    No início do mês passado, a expectativa era de que o caso fosse concluído ainda em março, antes da análise pelo STF das ações que tratam da prisão após condenação em segunda instância, que aconteceria nesta quarta-feira, 10. Esse julgamento no STF, no entanto, acabou sendo cancelado pelo presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, atendendo a um pedido da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), autora de uma das ações que abordam o tema.

    Fonte: É Notícia

  • Bolsonaro demite Vélez do MEC e anuncia Abraham Weintraub no lugar

    Na sexta-feira (5), em um café da manhã com jornalistas, o presidente Jair Bolsonaro disse que o ministro poderia deixar o cargo nesta segunda-feira (8). “Segunda-feira vai ser o dia do ‘fico ou não fico’”, disse o presidente na ocasião.

    Pouco depois da declaração do presidente, Velez, que participava de um evento em Campos do Jordão (SP) declarou que não entregaria o cargo.

    No café, Bolsonaro também afirmou que não existe rivalidade entre a ala ideológica do governo – influenciada pelo escritor Olavo de Carvalho – e a corrente militar, composta por generais que integram altos cargos no Executivo federal.

    Nos dois meses e meio à frente do Ministério da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez colecionou uma série de polêmicas, entre as quais:

    • Disse que quer mudar os livros didáticos para revisar a maneira como tratam a ditadura militar e o golpe de 1964.
    • Anunciou a demissão do secretário-executivo da pasta diante da “guerra” no ministério. Depois trocou os substitutos e também demitiu o presidente do Inep;
    • Pediu a escolas que filmassem alunos cantando Hino Nacional e enviassem o vídeo ao MEC. Depois, voltou atrás;
    • Disse em entrevista que o brasileiro parece um “canibal” quando viaja ao exterior. Depois, disse ter sido “infeliz” na declaração;
    • Afirmou que a universidade não é para todos.

    Além disso, desde o início da sua gestão, em janeiro, houve pelo menos 14 trocas em cargos importantes no Ministério da Educação.

    A demissão de Vélez Rodríguez é a segunda baixa no ministério do governo Jair Bolsonaro.

    Há cerca de um mês, o advogado Gustavo Bebianno deixou a Secretaria-Geral após se envolver em uma crise com o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente Bolsonaro.

    Novo ministro
    O novo ministro da Educação, Abraham Weintraub, durante evento do governo de transição, em dezembro de 2018 — Foto: Rafael Carvalho/governo de transição

    O novo ministro da Educação, Abraham Weintraub, durante evento do governo de transição, em dezembro de 2018 — Foto: Rafael Carvalho/governo de transição

    Weintraub, o novo ministro, já trabalhava no governo Bolsonaro. Ele era secretário-executivo da Casa Civil, segundo cargo mais importante dentro da pasta.

    Weintraub atuou na equipe do governo de transição. Junto com o irmão, Arthur Weintraub, foi responsável pela área de Previdência no período. Os dois foram indicados a Bolsonaro pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

    O ministro da Casa Civil conheceu os irmãos Weintraub em um seminário internacional sobre Previdência realizado, em 2017, no Congresso Nacional.

    Abraham Weintraub é formado em Ciências Econômicas pela Universidade de São Paulo (1994) e mestre em administração na área de finanças pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ele é professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e atuou no mercado financeiro por mais de 20 anos. Na iniciativa privada, trabalhou no Banco Votorantim por 18 anos, onde foi economista-chefe e diretor, e foi sócio na Quest Investimentos.

    O presidente Jair Bolsonaro e o novo ministro da Educação, Abraham Weintraub — Foto: Casa Civil/PR

    O presidente Jair Bolsonaro e o novo ministro da Educação, Abraham Weintraub — Foto: Casa Civil/PR

    Fonte: G1

    Imagem: G1

  • Ministro da Educação nega golpe de 64 e afirma mudança em livros didáticos do país

    Na última quarta-feira (3), o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, afirmou que ocorrerão mudanças no conteúdo sobre o golpe militar de 1964 nos livros didáticos utilizados nas escolas do Brasil. “Haverá mudanças progressivas na medida em que seja resgatada uma versão da história mais ampla. O papel do MEC é garantir e regular a distribuição do livro didático e preparar o livro didático de forma tal que as crianças possam ter a ideia verídica, real, do que foi a sua história” disse Vélez, em entrevista ao Valor.

    Para Vélez, o golpe militar foi “foi uma decisão soberana da sociedade brasileira”. O discurso adotado por ele é o mesmo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que tem uma trajetória política marcada por negar que houve um golpe militar e por exaltar torturadores da época, como o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. Ainda, na última semana, Bolsonaro orientou que os quartéis brasileiros celeberassem o aniversário de 55 anos do golpe no país, que em dia 31 de março de 1964 destituiu do poder o ex-presidente João Goulart e deu inicio a ditadura militar no país, que durou 21 anos.

    O mesmo pensamento de Vélez em alterar os livros didáticos já havia sido mencionao por um dos filhos de Bolsonaro em janeiro deste ano. Na ocasião, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) publicou em seu perfil no Twitter que a ditadura militar é mal retratada nos conteúdos escolares. “Se continuarmos no nosso marasmo os livros escolares seguirão botando assassinos como heróis e militares como facínoras. Os militares saíram em 1985 e até hoje vejo matérias na imprensa mentido sobre o que foi aquele período, só p/ enaltecer a PTzada”, afirmou o deputado na época.

    Assim, seguindo a linha adotada pelo Governo Bolsonaro em negar o golpe de 64, Vélez não considera o regime militar no país como uma ditadura, mas como “um regime democrático de força”. Porém, segundo informações do jornal Folha De S. Paulo, a fala do ministro teria irritado a cúpula militar. De acordo com a Folha, a maioria dos militares compartilha “a ideia de que o golpe militar que completou 55 anos no domingo passado (31 de março) foi um movimento decorrente de uma mobilização de parcela expressiva da população contra o que chamam de risco de tomada comunista do poder”.

    Segundo o jornal, os militares também acreditam que “os livros de história contam a narrativa dos derrotados de 1964, que passaram a ser vitoriosos na Nova República pós-1985”, mas enxergam a manifestação de Vélez como “um desgaste desnecessário” e “apenas uma tentativa dele para manter-se no cargo”. A Folha ainda afirma que os militares “farão chegar ao presidente Jair Bolsonaro que a paciência com o ministro acabou”.

    *Com informações do Valor e da Folha De S. Paulo

    Fonte: Sul 21

  • ‘Tchutchuca é a mãe’, reage Paulo Guedes em discussão acalorada com petista

    Ser contra a reforma da Previdência é coisa de gente doida, ou nas palavras do ministro da Economia, Paulo Guedes, “caso de internamento (sic)”. A frase polêmica foi apenas uma das várias proferidas pelo chefe da economia brasileira, em sessão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, que analisa a proposta da nova Previdência.

    “Ela é necessária? Eu acho que sinceramente… Quem acha que não é necessária? Eu acho que é caso de internação, tem que internar”, disse Guedes.

    O clima de animosidade entre Paulo Guedes e os deputados de oposição ao governo Jair Bolsonaro perdurou durante toda a audiência que debatia o texto da reforma da Previdência. O clima esquentou por diversas vezes ao longo das mais de seis horas de debate.

    O primeiro momento de maior tensão ocorreu por volta das três da tarde, ainda no início da audiência. Paulo Guedes afirmou que os parlamentares que se opuserem a reforma colocarão os próprios filhos em um avião, em situação análoga a de estados com condição financeira grave.

    “Se quiserem, embarquem seus filhos no avião em que vocês estão e vão acabar como Rio de Janeiro, Minas Gerais. O Chile tem quase o dobro da renda per capita do que o Brasil, acho que a Venezuela está melhor”, provocou.

    Em outro momento, Paulo Guedes foi interrompido pelo deputado Ivan Valente, do PSOL-SP, que questionava a situação das empregadas domésticas na reforma. O ministro da Economia, então, reagiu, acusando os opositores de não terem trabalhado pelas causas que agora militam, quando estiveram no governo.

    “Vocês estão há quatro mandatos no poder. Por que é que não botaram imposto sobre dividendo? Por que é que deram benefícios para bilionários? Por que é que deram dinheiro para a JBS? Por que é que deram dinheiro para o BNDES? Vocês estiveram no governo”, questionou o ministro, que prosseguiu. “Vocês são governo. Nós estamos há três meses. Vocês tiveram 18 anos, 18 anos no poder e não tiveram coragem de mudar, não pagaram nada, não cortaram dividendos.”

    A chapa esquentou ainda mais momentos depois. A animosidade entre ministro e opositores continuou e acabou por resultar no fim da sessão, quando o deputado Zeca Dirceu (PT-PR), filho do ex-ministro José Dirceu, afirmou que Paulo Guedes age como “tigrão” em relação a aposentados, idosos e pessoas com deficiência, mas como “tchutchuca” quando o tema é a “turma mais privilegiada do nosso país”. A confusão ficou formada e o presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), encerrou os trabalhos.

    “Eu estou vendo que o senhor é tigrão quando é com os aposentados, com os idosos, com os portadores de necessidade; é tigrão quando é com agricultores, com professores. Mas é tchutchuca quando mexe com a turma mais privilegiada do nosso país. O cargo público que você ocupa exige uma outra postura.” – Paulo Guedes respondeu: “Você não falte com o respeito comigo. Tchutchuca é a mãe, tchutchuca é a vó”.

    Se for aprovado pela CCJ, o texto da reforma da Previdência será analisado por uma comissão especial formada por deputados para discutir o mérito da proposta. Passando mais uma vez pelo consentimento do colegiado, a proposta segue para a votação no Plenário da Câmara, onde precisará de 308 votos favoráveis dos 513 parlamentares, antes de entrar em pauta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

    Reportagem, João Paulo Machado

    Fonte: Agência do Rádio Mais

  • PEC de Veneziano permite ao jornalista exercer a profissão em dois cargos públicos simultaneamente

    O senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição para permitir ao jornalista exercer a profissão em dois cargos públicos simultaneamente. A PEC 29/2019 aguarda a designação do relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

    No texto da PEC, o Senador argumenta que outros profissionais já tem esse direito. A Constituição garante a ocupação de dois cargos de professor, um cargo de professor e outro técnico ou científico e dois cargos ou empregos privativos de profissionais da saúde, desde que exista compatibilidade de horários.

    “A finalidade da alteração é a mesma existente nos outros casos, que visa a permitir a profissionais que, como regra, têm jornadas especiais de trabalho, acumularem cargos, inclusive para suprir, de forma mais adequada, as necessidades do serviço público”, escreveu.

    A emenda altera o inciso XVI do art. 37 da Constituição Federal, que proíbe a acumulação de cargos públicos. Com a alteração, jornalistas passam a ter o mesmo benefício.

    Veneziano reconhece que as normas sobre carga horária de cinco horas para jornalistas não é cumprida em todos os órgãos de serviço público. Contudo, ele enfatiza, em seu projeto, que existe o reconhecimento das especificidades da atividade e a necessidade de ajuste das jornadas. Além disso, o Senador ressalta que o acúmulo de cargos só pode ser feito com base na compatibilidade de horários.

    “A proposta permitirá atender não apenas os justos anseios dos jornalistas, como também o interesse público”, conclui.

    Fonte: Ascom

  • Ex-presidente Michel Temer vira réu pela 2ª vez

    O ex-presidente Michel Temer se tornou réu hoje (2) em processo que teve origem na Operação Lava Jato. O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, aceitou as duas denúncias contra o ex-chefe de Estado feitas pelo Ministério Público Federal, semana passada, no Rio. O presidente Temer, Moreira Franco e mais 11 pessoas se tornaram réus.

    Temer responderá por corrupção passiva, peculato (quando funcionário público tira vantagem do cargo) e lavagem de dinheiro por desvios em obras da Usina Angra 3, no sul fluminense. Ele já é réu em processo por corrupção envolvendo o grupo JBS – conhecido como o caso da mala.

    Nas duas denúncias oferecidas pelo MPF, o desvio calculado é de R$ 18 milhões das obras de Angra 3, além de pagamento de propina de R$ 1,1 milhão.

    Também viraram réus João Baptista Lima Filho, o Coronel Lima, tratado como operador financeiro do ex-presidente, e o ex-ministro emedebista Wellington Moreira Franco.

    O ex-ministro e o ex-presidente teriam atuado para nomear Othon Luiz Pinheiro como presidente da Eletronuclear e operar os desvios de dinheiro. Othon e suas filhas, Ana Cristina da Silva Toniolo e Ana Luiza Barbosa da Silva Bolognani também são réus por evasão de divisas. As duas são acusadas de manter contas ilegais no exterior com cerca de R$ 60 milhões.

    Expostos com clareza

    Na decisão, o juiz Marcelo Bretas diz que os fatos foram expostos com clareza pelo MPF, conforme preconiza o Código de Processo Penal e ratifica competência para julgar o caso, uma vez que o próprio analisou processos anteriores de desvios nas obras da usina nuclear.

    “O parquet colecionou aos autos inúmeros elementos de prova (quase 2.500 folhas de documentos), desde registros de ligações, mensagens eletrônicas, cópia do contrato de serviços, cópia das notas fiscais, comprovante de transferências bancárias, relatório da Receita Federal, Relatório Conclusivo do IPL 4621, até o termo de colaboração citado”.

    Das denúncias, o juiz destaca que, entre 2012 e 2016, em tese, Michel Temer teria determinado o desvio de R$ 10,86 milhões de contratos da Engevix com a Eletronuclear e que os pagamentos teriam sido efetivados com auxílio do coronel Lima. Bretas também ressalta que entre 2013 e 2016, o coronel Lima, junto com a esposa, Maria Rita Fratezi, teriam “dissimulado o montante de R$ 14.535.694 provenientes dos delitos de corrupção e peculato”, por meio de contratos fictícios com empresas contratadas pela Usina Angra 3.

    O ex-presidente Temer e o ex-ministro Moreira Franco foram presos preventivamente no último dia 21, na Operação Descontaminação, mas foram soltos quatro dias depois, por decisão do desembargador Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. O MPF recorreu das solturas ontem (1º).

    As denúncias do MPF estão baseadas na delação do empresário José Antunes Sobrinho, da construtora Engevix contratada para serviço eletromecânico em Angra 3.

    Fonte: Agência Brasil

  • Flávio Bolsonaro diz querer que Hamas “se exploda”

    O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, reagiu de maneira inflamada em sua conta no Twitter às críticas do movimento radical palestino Hamas, que atacou na segunda-feira, 1º, a visita de Jair Bolsonaro ao Muro das Lamentações ao lado do premiê israelense Binyamin Netanyahu e pediu uma “reação unida” dos países árabes”.

    Senador Flávio Bolsonaro após reunião em Brasília
20/02/2019 REUTERS/Adriano Machado
    Senador Flávio Bolsonaro após reunião em Brasília 20/02/2019 REUTERS/Adriano Machado

    Foto: Reuters

    “Quero que vocês se EXPLODAM!!!”, escreveu em sua conta no Twitter o senador da República. O Hamas é considerado um movimento terrorista pelos Estados Unidos, e no passado praticou diversos atentados a bomba. O Hamas se tornou um movimento político e controla a Faixa de Gaza.

    Na segunda-feira, 1°, o Hamas divulgou nota na qual afirmou que a visita não apenas contradiz a histórica atitude do povo brasileiro de apoio à causa palestina, mas também viola leis internacionais. “Essa política não ajuda a estabilidade e a segurança da região e ameaça os laços do Brasil com países árabes e muçulmanos”, diz a nota. “Em particular, o Hamas denuncia a visita do presidente brasileiro à Cidade Sagrada de Jerusalém acompanhada do primeiro-ministro de Israel.”

    Na nota, o grupo palestino, apontado como uma entidade terrorista por Estados Unidos e Israel, pede que o Brasil reverta sua política para a região e pede que a Liga árabe pressione o governo brasileiro para por fim ao apoio à ocupação israelense dos territórios palestinos.

    Na segunda, Bolsonaro visitou o Muro das Lamentações ao lado do premiê Binyamin Netanyahu. No muro, que é o lugar de culto mais importante para os judeus, Bolsonaro e Netanyahu fizeram uma oração e acenaram para a imprensa.

    Instantes antes, o presidente brasileiro esteve na Basílica do Santo Sepulcro, o templo mais sagrado para o cristianismo. Os dois locais ficam na Cidade Velha de Jerusalém, em uma área cujo controle é disputado por israelenses e palestinos.

    A visita de Bolsonaro a Israel

    Bolsonaro embarcou para Israel no último sábado, 30, com o objetivo de estreitar as relações entre o país e o Brasil. Lá, o presidente se deparou com um protesto do Greenpeace contra o desmatamento na Amazônia, em frente ao hotel no qual está hospedado. Ele também condecorou a brigada militar israelense que ajudou no resgate às vítimas de Brumadinho e prometeu decidir sobre uma embaixada brasileira no país até 2022.

    No domingo, 31, o presidente e a delegação brasileira encerraram o dia com um jantar regado a peixe, filé e vinhos. Nesta terça-feira, 2, depois de visitar o Yad Vashem, o Centro de Memória do Holocausto, em Jerusalém, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, disse concordar com o chanceler Ernesto Araújo em relação à avaliação de que o nazismo foi um movimento de esquerda. Bolsonaro deve ficar no país até a próxima quarta-feira, 3, quando embarca para Las Palmas e, de lá, volta para Brasília.

    Fonte: Estadão