Categoria: Brasil

  • Caso triplex: dois ministros do STJ votam para reduzir pena de Lula. Acompanhe

    A 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) faz na tarde desta terça-feira (23) o julgamento de um recurso em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta rever a condenação de 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro imposta no caso do “triplex do Guarujá”.

    Até o momento, votaram os ministros Félix Fischer, o relator, e Jorge Mussi. Ambos defenderam a redução da pena do ex-presidente Lula para 8 anos e 10 meses.

    Acompanhe a transmissão minuto a minuto do julgamento. Assista pelo canal do STJ no Youtube.

    ACOMPANHE AO VIVO

    16h07

    23/04/2019

    O ministro Reynaldo Soares, presidente da 5ª Turma, inicia o seu voto.

    16h03

    23/04/2019

    Apesar de ter declarado o seu voto, o ministro Jorge Mussi segue acrescentando argumentos à decisão de reduzir a pena de Lula.

    15h55

    23/04/2019

    Jorge Mussi vota pela redução da pena do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Agora, há dois votos favoráveis à redução da pena de Lula. Mussi seguiu a decisão do ministro Félix Fischer.

    15h42

    23/04/2019

    Jorge Mussi diz que a fixação da pena não pode ser influenciada com base em elementos externos.

    15h41

    23/04/2019

    O ministro Jorge Mussi ainda não concluiu seu voto. Nesse momento, ele apresenta argumentos teóricos sobre a “dosimetria da pena”.

    15h34

    23/04/2019

    Jorge Mussi fala, neste momento, sobre a duração da pena do ex-presidente.

    15h10

    23/04/2019

    Jorge Mussi vai lendo, um a um, os pedidos da defesa do ex-presidente Lula.

    15h05

    23/04/2019

    Jorge Mussi diz, em seu voto, que inexistem razões para o envio do processo à Justiça Eleitoral.

    14h58

    23/04/2019

    Jorge Mussi, ministro do STJ, refuta o pedido de anulação do julgamento em seu voto. Ele continua detalhando sua análise sobre o caso e ainda não concluiu sua decisão.

    14h54

    23/04/2019

    O próximo ministro a votar, agora, é Jorge Mussi.

    14h52

    23/04/2019

    O ministro Félix Fischer, portanto, deu provimento parcial ao recurso.

    14h51

    23/04/2019

    Na conclusão de seu voto, o ministro Félix Fischer optou por fixar a pena de Lula a 8 anos, 10 meses e 20 dias. Uma redução em relação ao que foi imposto pelo TRF-4, de 12 anos e um mês.

    14h41

    23/04/2019

    Quais as possibilidades do julgamento desta terça-feira para o ex-presidente Lula?

    – Rejeição do recurso e manutenção da pena fixada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4);

    – Atender ao pedido de defesa de Lula e anular a condenação, determinando soltura do ex-presidente;

    – Aceite parcial do recurso e redução da pena, o que poderia levar a uma prisão domiciliar;

    – Pedido de vista e adiamento da decisão;

    Foto: Dida Sampaio/Estadão

    https://cultura.estadao.com.br/blogs/stratosferico/wp-content/uploads/sites/336/2019/04/didas-ampaiooooooooo.jpg

    14h40

    23/04/2019

    CRONOLOGIA

    Lula vai a julgamento na 3ª instância: veja a cronologia do caso do ‘triplex do Guarujá’

    Da condução coercitiva até os recursos – entenda o caso que levou à prisão o ex-presidente Lula.

    Foto: Márcio Fernandes/Estadão

    Marcio Fernandes /Estadão14h34

    23/04/2019

    O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, avalia que são favoráveis as chances para o ex-presidente Lula no julgamento.

    “Acho que a tendência é favorável ao presidente, com uma grande possibilidade de empate”, previu, dizendo que chegou a essa conclusão após conversar com ministros.  (Célia Froufe)

    Fonte: Estadão

    Foto: Dida Sampaio/Estadão

  • Julgamento de recurso de Lula no STJ abre caminho para decisão do STF sobre prisão em 2ª instância

    Ao julgar nesta terça-feira o recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a condenação no caso do tríplex do Guarujá (SP), a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve ajudar a reduzir as pressões da opinião pública sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre prisão após condenação em segunda instância. Preso após ser condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª região, o petista tornou-se um símbolo dessa discussão que deve ser reaberta pelos ministros do STF num julgamento próximo, ainda sem data para ocorrer.

    Se o STJ derrubar a condenação, o Supremo poderá tocar o seu julgamento sem a sombra de Lula, que passará a ser um homem livre. Se confirmar a condenação, isso também pode ajudar o STF, uma vez que um dos caminhos possíveis no Supremo é determinar que a pena deve ser executada somente após análise do STJ. Nesse caso, Lula, já com recurso negado no STJ, não seria beneficiado por uma eal decisão do STF.

    Já faz dois meses que a Quinta Turma do STJ está pronta para analisar o recurso de Lula. Mas, até agora, o relator, ministro Felix Fischer, não tinha levado o caso a julgamento nem dito quando isso ocorreria. O tribunal só anunciou na noite desta segunda-feira, na véspera da data marcada para a análise do caso.

    A defesa tenta reverter a condenação a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Para isso, vem tentando alguns caminhos. Caso não consiga anular a decisão que o levou para prisão, uma possibilidade é ao menos conseguir provar que as condenações pelos dois crimes tratam da mesma acusação. Assim, não é correto manter a aplicação de duas penas, como foi feito. Na prática, isso poderia permitir uma prisão domiciliar.

    Fonte: O Globo
  • STJ define quando julgará recurso de Lula contra condenação no caso do tríplex

    A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve julgar amanhã (23) recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para revisar a condenação no caso do triplex do Guarujá (SP).

    O caso será colocado para julgamento durante a sessão pelo relator, ministro Felix Fischer. Também fazem parte do colegiado os ministros Jorge Mussi, Reynaldo Soares da Fonseca e Ribeiro Dantas.

    O ministro Joel Ilan Paciornik se declarou suspeito para julgar todas as causas relacionadas com a Operação Lava Jato e não participará do julgamento.

    Em janeiro de 2018, Lula foi condenado pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, sediado em Porto Alebre, a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

    Por determinação do então juiz Sergio Moro, o ex-presidente cumpre pena provisoriamente na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, desde 7 abril do ano passado.

    Fonte: Agência Brasil

     

  • Governo aceita alterar quatro pontos da reforma da Previdência para aprovar a PEC na CCJ

    Depois das pressões e negociações com partidos do Centrão, a equipe do presidente Jair Bolsonaro aceita retirar da reforma da Previdência Social quatro pontos da proposta de emenda constitucional (PEC) que está em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. A intenção do governo com a demonstração de boa vontade para mexer no texto é tentar aprovar a PEC já nesta terça-feira (23).

    Na avaliação de assessores do ministro Paulo Guedes (Economia), os trechos oferecidos para a tesoura do Centrão não afetam a potência fiscal da reforma e, por isso, poderiam ser negociados ainda nesta primeira fase de tramitação.

    Na estratégia inicial, o governo só considerava a possibilidade de ceder na segunda etapa de tramitação do texto na Câmara, durante os trabalhos da comissão especial, que analisará o mérito da medida.

    Os quatro pontos que o governo admite mexer na CCJ são os seguintes:

    1. O que retira a obrigatoriedade de recolhimento de FGTS de aposentados e do pagamento da multa de 40% da rescisão contratual deles
    2. O que define o foro de Brasília para qualquer tipo de ação judicial sobre questões previdenciárias da reforma
    3. Retirada da definição de aposentadoria compulsória da Constituição, transferindo mudanças para lei complementar
    4. O que deixa apenas nas mãos do Executivo federal qualquer proposta de alteração nas regras da Previdência

    Recentemente, a idade da aposentadoria compulsória passou de 70 para 75 anos. Retirando esse ponto da Constituição e transferindo mudanças para a lei complementar, ficaria mais fácil reduzir essa idade e não haveria impacto, principalmente, no período de aposentadoria de ministros de tribunais.

    O governo não quer ceder além desses quatro pontos. Modificações em itens como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e aposentadoria de trabalhadores rurais – que são vistas como certas na comissão especial – ficariam apenas para a segunda fase de tramitação.

    Paulo Guedes avalia que ceder ainda na primeira fase de tramitação enfraquece a estratégia do governo. O ministro da Economia preferia deixar qualquer mudança para a comissão especial.

    No entanto, ele e o secretário da Previdência, Rogério Marinho, avaliaram que o governo pode fazer gestos na direção do Legislativo aceitando retirar pontos “laterais” da reforma, que não comprometem a previsão de economia de R$ 1 trilhão no período de dez anos.

    O relator do parecer de admissibilidade na CCJ da Câmara, deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), deve redigir novo parecer, fazendo os ajustes negociados nos últimos dias entre os partidos do Centrão e o governo.

    Ao longo desta segunda-feira (22), Rogério Marinho terá reuniões com Paulo Guedes e conversas por telefone com líderes partidários para tentar fechar o acordo.

    Fonte: É Notícia

  • Supremo retoma julgamentos em meio à crise de inquérito das fake news

    O STF (Supremo Tribunal Federal) buscará nesta semana tentar pacificar os ânimos internos e encontrar uma solução para o polêmico inquérito que investiga a divulgação de fake news contra ministros da corte.

    Nos bastidores, os integrantes do tribunal avaliam agora se e como a apuração aberta pelo presidente José Dias Toffoli deve ser levada a plenário.

    A avaliação é que, se houvesse uma votação hoje sobre o tema, a investigação seria arquivada pela maioria.

    Na quinta-feira (18), após pressão externa e interna, o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news, revogou decisão que havia sido tomada por ele próprio de retirada do ar de reportagens da revista Crusoé e do site O Antagonista sobre o apelido “amigo do amigo do meu pai” dado a Toffoli pela Odebrecht.

    O episódio da censura representou uma derrota ao presidente da corte. A medida havia sido criticada publicamente por ministros como Celso de Mello e Marco Aurélio Mello.

    Agora, os ministros discutem como arrefecer a crise instalada no tribunal. O inquérito aberto por Toffoli é visto como um problema a ser resolvido no curto prazo.

    “Claro que [a imagem] foi prejudicada. O episódio não fortaleceu a instituição”, disse neste domingo (21) à reportagem Marco Aurélio, para o qual a questão foi superada apenas em relação à censura. “Agora, tem a problemática do inquérito, que ainda está em aberto”, acrescentou.

    O inquérito pode ser levado ao plenário por meio da discussão do arquivamento da investigação anunciando PGR (Procuradoria-Geral da República) ou dos processos de questionamento da apuração apresentados, por exemplo, pela Rede e pela ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República), os quais sustentam que a medida fere o ordenamento jurídico.

    Para um caso ser analisado pelos onze ministros, Toffoli precisa incluí-lo na pauta.

    Na terça-feira (16), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enfrentou o STF e afirmou ter arquivado o inquérito. No mesmo dia, Moraes disse que a medida não tinha respaldo legal. Ela pode recorrer da decisão de Moraes, mas um eventual recurso pode demorar.

    A PGR informou que só é possível recorrer após ter conhecimento do que foi investigado. As informações sigilosas, no entanto, só serão disponibilizadas após o fim do prazo de 90 dias de prorrogação da apuração.

    Apesar da pressão para que o assunto seja levado a plenário, a pauta de votações nesta semana está carregada.

    A Segunda Turma deve julgar, por exemplo, recurso do ex-deputado Nelson Meurer (PP-PR), condenado no rastro da Lava Jato, e o plenário deve retomar análise de questão tributária relativa à Zona Franca de Manaus.

    Há uma expectativa de que algum ministro possa aproveitar a sessão em plenário para levantar a discussão sobre o caso da censura e o contestado inquérito. Seria uma maneira de abrir o debate caso Toffoli demonstre pouca disposição de pautar o assunto.

    Para o ex-ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Gilson Dipp o inquérito aberto por Toffoli é “absolutamente ilegal” e precisa ser arquivado pelo STF.

    “Se o Supremo, que tem 11 integrantes, não souber o que fazer depois dessa trapalhada toda, como a corte vai ter condições de resolver qualquer matéria constitucional de interesse da sociedade?”, disse.

    Segundo ele, há margem para que o arquivamento ocorra por ato unilateral de Toffoli.

    “Não precisa nem o plenário decidir. Se tivesse qualquer espectro de bom senso, o presidente do Supremo revoga e arquiva esse inquérito. Agora, quem vai responder perante os ofendidos, que tiveram seus domicílios invadidos, seus computadores retirados e suas contas nas redes sociais bloqueadas?”, questionou.

    A investigação foi aberta em março por Toffoli de ofício (sem provocação de outros órgãos), sem que o Ministério Público Federal tivesse participação nos trabalhos.

    O próprio presidente do Supremo escolheu Moraes para conduzi-la, sem que houvesse sorteio entre os ministros.

    A procuradora-geral, Raquel Dodge, entende que, por ser titular da ação penal -o único órgão com legitimidade para levar adiante uma acusação-, caberia a ela decidir pelo arquivamento ou continuidade do caso.

    Moraes ignorou a manifestação, manteve a investigação em curso e informou que ela havia sido prorrogada por três meses.

    Fonte: BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

  • Lula poderá conceder entrevistas à imprensa, decide presidente do STF

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, decidiu hoje (18) arquivar sua decisão que impediu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de conceder entrevistas à imprensa.

    Desde 7 de abril do ano passado, Lula está preso na carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba para cumprir pena inicial de 12 anos e um mês de prisão, imposta pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP).

    Com a medida, o ex-presidente poderá conceder uma entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, que teve pedido rejeitado pela Justiça Federal em Curitiba.

    Após a decisão, Toffoli enviou o caso para Lewandowski, que deverá determinar a autorização para a entrevista.

    “Determino o retorno dos autos ao gabinete do relator para as providências cabíveis, uma vez que não há impedimento no cumprimento da decisão proferida pelo eminente relator nesta ação e naquelas apensadas”, decidiu.

    No ano passado, durante as eleições, Toffoli suspendeu uma decisão do ministro Ricardo Lewandowski que liberava a entrevista.

    Nesta quinta-feira, ao analisar a questão novamente, o presidente informou que o processo principal do caso, relatado por Lewandowski chegou ao fim e a liminar de Toffoli perdeu o efeito.

    Antes de o caso chegar ao STF, a juíza federal Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, negou o pedido de autorização solicitado por órgãos de imprensa para que o ex-presidente conceda entrevistas.

    Ao decidir o caso, a magistrada entendeu que a legislação não prevê o direito absoluto de um preso à concessão de entrevistas. “O preso se submete a regime jurídico próprio, não sendo possível, por motivos inerentes ao encarceramento, assegurar-lhe direitos na amplitude daqueles exercidos pelo cidadão em pleno gozo de sua liberdade”, entendeu a juíza.

    Fonte: Agência Brasil

  • Caminhoneiros criticam alta do diesel e ameaçam greve em 10 dias

    Grupo de caminhoneiros critica o aumento de dez centavos de real no valor do diesel anunciado nesta quarta feira, 17, pela Petrobras. Há ameaças de paralisação em todo o país em um prazo de, no máximo, dez dias.

    “Esse governo está louco”, afirma o caminhoneiro Wanderlei Alves, conhecido como Dedéco, que foi considerado um dos líderes da greve de 2018. Segundo ele, dez centavos não é pouco para a categoria. Ele exemplifica dizendo que gasta 9.000 mil litros em combustível por mês e, com o aumento de dez centavos, o custo subirá em 900 reais.

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    “Eu deixei as minhas intenções bem claras para o governo federal. A paralisação estava marcada para o dia 21 de maio, mas, se houvesse aumento no preço do combustível, íamos parar tudo antes”, afirma Dedéco. Ele acrescenta que, se fosse por ele, a paralisação começaria já na segunda-feira, 22, mas, como o grupo precisa decidir em conjunto, o prazo não passaria de dez dias.

    A solução defendida pelo caminhoneiro para o problema seria estagnar o preço do diesel até que haja um piso mínimo para o frete. “O preço do combustível sobe e o frete não. A conta não fecha.”

    Ele ainda afirma que a liderança dos caminhoneiros que está em contato com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, não representa a classe. “Muitos deles nem têm caminhão. Eles não sabem o que é viver como a gente.”

    Reajuste do diesel

    Após a interferência da semana passada de Jair Bolsonaro na política de preços da Petrobras, que fez a companhia voltar atrás no reajuste divulgado, o presidente da companhia, Roberto Castello Branco, anunciou nesta quarta-feira, 17, aumento de R$ 0,10 no preço do diesel nas refinarias, para, em média, 2,2470 reais o litro. O novo valor já entra em vigor a partir desta quinta-feira, 18.

    O reajuste é de 4,8%, em média, abaixo dos 5,7% que foram anunciados na semana passada e depois cancelados. Naquele dia, o aumento seria de R$ 0,12 –de 2,1432 reais para 2,2662 reais por litro. Segundo Castello Branco, a alta foi menor porque o frete marítimo caiu.

    Questionado sobre o reajuste no diesel impactar na decisão dos caminhoneiros de fazer nova greve, Castello Branco afirmou que foi justamente essa preocupação que o fez adiar o ajuste na semana passada. “Todos nós sofremos com a greve dos caminhoneiros no ano passado. Foi com base nisso que sustei o ajuste”, disse.

    Entenda o caso

    Na quinta-feira, 12, a Petrobras anunciou um reajuste de 5,7% no preço do óleo diesel, mas mudou de ideia horas depois. A alta no preço do combustível seria a maior desde que os presidentes da República, Jair Bolsonaro, e da petroleira, Roberto Castello Branco, assumiram os cargos, e mediante a tensão com os caminhoneiros, Bolsonaro admitiu ter ligado para Castello Branco para conversar sobre o valor. Um dia após o episódio, as ações da Petrobras despencaram e a estatal perdeu 32 bilhões de reais em valor de mercado em apenas um dia.

    No mês passado, a Petrobras, a pedido do governo diante de ameaça de greve dos caminhoneiros, estendeu o prazo de reajuste do combustível. A companhia se comprometeu a não fazer reajustes inferiores a 15 dias. Anteriormente, a empresa adotava uma política de mantê-los estáveis por curtos períodos de tempo de até sete dias.

    A Petrobras tem informado que sua política de preços busca a paridade de importação, tendo como referência indicadores internacionais como câmbio e petróleo, em busca de rentabilidade. Eventuais perdas com a manutenção dos preços seriam evitadas com hedge.

    Fonte: É Notícia

  • Liberdade de expressão não pode alimentar ódio, diz Toffoli

    A liberdade de expressão não pode ser utilizada para alimentar o ódio e a intolerância, disse nesta quarta-feira o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, durante discurso em que não citou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de mandar uma revista retirar do ar uma reportagem que o ligava à Odebrecht.

    Dias Toffoli, em sessão no STF 4/4/2018 REUTERS/Adriano Machado
    Dias Toffoli, em sessão no STF 4/4/2018 REUTERS/Adriano Machado

    Foto: Reuters

    Em discurso na Congregação Israelita Paulista (CIP), Toffoli disse ainda que não se pode permitir que se instale o ódio na sociedade brasileira e, sem mencionar nomes, disse que há pessoas que tentam colocar o “ovo da serpente” em meio à população.

    Fonte: Reuters

  • Justiça anula passaporte diplomático de Edir Macedo e esposa

    O juiz federal Vigdor Teitel, da 11ª Vara Federal do Rio de Janeiro, suspendeu nesta terça-feira, 16, a concessão de passaporte diplomático para o bispo Edir Macedo e esposa dele, Eunice Bezerra. O magistrado atendeu a ação popular ajuizada por Roniele de Oliveira Silva e entendeu que a emissão do documento para o casal estava em desacordo com a legislação.

    Ao conceder o documento, o Ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, argumentava que Edir e Eunice poderiam “desempenhar de maneira mais eficiente suas atividades em prol das comunidades brasileiras no exterior”.

    A concessão de passaportes diplomáticos se ampara no decreto 5.978, de 2006. O artigo 6 lista 12 classes de autoridades que podem receber o documento, entre os quais o presidente, o vice, ex-presidentes, ministros, membros de Tribunais Superiores e congressistas.

    Porém, o parágrafo terceiro do artigo abre uma brecha para que sejam concedidos passaportes diplomáticos a pessoas que “devam portá-lo em função do interesse do País”. Era neste caso que se enquadra Edir e Eunice, além de outros religiosos e autoridades.

    Fonte: Estadão