Categoria: Brasil

  • Justiça determina que Temer volte para a cadeia

    O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) revogou nesta quarta-feira (8) o habeas corpus do ex-presidente Michel Temer e determinou que o emedebista volte para a prisão. A decisão da 1 Turma do Tribunal foi tomada por dois votos a um.

    Além de Temer, João Baptista Lima Filho, o Coronel Lima, também teve o recurso revogado e precisará voltar a cadeia. No entanto, o ex-ministro e ex-governador do Rio de Janeiro, Moreira Franco e outros cinco acusados não terão o mesmo destino, uma vez que tiveram o habeas corpus mantido.

    Temer é alvo de denúncias na operação Lava Jato. Uma delas, que causou sua prisão em 21 de março, diz respeito a denúncias do delator José Antunes Sobrinho, dono da empreiteira Engevix. O empresário contou à Polícia Federal que pagou um milhão de reais em propina ao ex-ministro Moreira Franco, com o conhecimento de Temer. E é justamente por esse caso que o ex-presidente terá de voltar a cadeia.

    Temer ainda é réu em outros cinco processos. Nesta semana, por exemplo, o juiz Marcus Vinícius Reis Bastos, da Justiça Federal em Brasília, transformou o emedebista em réu por obstrução de justiça e organização criminosa junto com os ex-ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco.

    Formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), Temer presidiu o MDB por mais de 15 anos e foi eleito por duas vezes consecutivas vice-presidente do Brasil, na chapa de Dilma Rousseff, chegando à Presidência em 2016, após o impeachment da petista.

    Fonte: Agência do Rádio

  • Decreto de Bolsonaro facilita porte de arma para mais categorias

    Um decreto do presidente Jair Bolsonaro publicado nesta quarta-feira (8) facilita o porte de arma para um conjunto de profissões, como advogados, caminhoneiros e políticos eleitos – desde o presidente da República até os vereadores. O direito ao porte é a autorização para transportar a arma fora de casa.

    O texto foi assinado por Bolsonaro em cerimônia no Palácio do Planalto na terça (7), quando ele citou apenas algumas das categorias que teriam o porte facilitado: caçadores, colecionadores e atiradores – conhecidos como CACs.

    O Estatuto do Desarmamento prevê que, para obter o direito de porte, é preciso ter 25 anos, comprovar capacidade técnica e psicológica para o uso de arma de fogo, não ter antecedentes criminais nem estar respondendo a inquérito ou a processo criminal e ter residência certa e ocupação lícita.

    Além disso, é preciso comprovar “efetiva necessidade por exercício de atividade profissional de risco ou de ameaça à sua integridade física”.

    O decreto de Bolsonaro altera esse último requisito e afirma que a comprovação de efetiva necessidade será entendida como cumprida para as seguintes pessoas:

    • Instrutor de tiro ou armeiro credenciado pela Polícia Federal
    • Colecionador ou caçador com Certificado de Registro de Arma de Fogo expedido pelo Comando do Exército
    • Agente público, “inclusive inativo”, da área de segurança pública, da Agência Brasileira de Inteligência, da administração penitenciária, do sistema socioeducativo, desde que lotado nas unidades de internação, que exerça atividade com poder de polícia administrativa ou de correição em caráter permanente, ou que pertença aos órgãos policiais das assembleias legislativas dos Estados e da Câmara Legislativa do Distrito Federal
    • Detentor de mandato eletivo nos Poderes Executivo e Legislativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, quando no exercício do mandato
    • Advogado
    • Oficial de justiça
    • Dono de estabelecimento que comercialize armas de fogo ou de escolas de tiro ou dirigente de clubes de tiro
    • Residente em área rural
    • Profissional da imprensa que atue na cobertura policial
    • Conselheiro tutelar
    • Agente de trânsito
    • Motoristas de empresas e transportadores autônomos de cargas
    • Funcionários de empresas de segurança privada e de transporte de valores

    Além do porte, o texto altera as regras sobre importação de armas e sobre o número de cartuchos que podem ser adquiridos por ano – que passam de 50 para 1 mil em caso de armas de uso restrito e 5 mil, nas de uso permitido.

    Bolsonaro assina decreto sobre posse, porte e importação de armas, no Palácio do Planalto, na terça-feira (7) — Foto: Marcos Corrêa/PR

    Bolsonaro assina decreto sobre posse, porte e importação de armas, no Palácio do Planalto, na terça-feira (7) — Foto: Marcos Corrêa/PR

    Análise

    Na avaliação de Bruno Langeani, do Instituto Sou da Paz, o decreto de Bolsonaro na prática libera o porte de arma para as categorias incluídas no texto, contornando a limitação imposta pela lei do Estatuto do Desarmamento. Essa lei diz que o porte de armas é proibido no Brasil, exceto em condições específicas.

    “O presidente está legislando por decreto. Há projetos de lei em tramitação no Congresso para dar porte de armas para agente socioeducativo, oficial de Justiça… Se esses projetos estão lá e não foram aprovados, como pode o presidente, por decreto, passando por cima do Congresso, conceder porte de armas para essas categorias?”, questiona Langeani.

    Em 2017, o então presidente Michel Temer vetou o projeto que autorizava o uso de armas por agentes de trânsito. A proposta havia sido aprovada um mês antes pelo Congresso Nacional. O veto, segundo Temer, ocorreu por orientações do Ministério da Justiça. “Os agentes aos quais o projeto pretende autorizar aquele porte não exercem atividade de segurança pública e, no caso de risco específico, há possibilidade de se requisitar a força policial para auxílio em seu trabalho”, disse o ministério na época.

    Conrado Gontijo, doutor em direito penal pela USP e professor de pós-graduação da Escola de Direito do Brasil (EDB), diz que o novo decreto cria a presunção de que os integrantes das categorias mencionadas precisam de arma, o que, na visão desse especialista, contraria a lei do Estatuto do Desarmamento.

    “O pretendente ao porte deve demonstrar a necessidade que ele tem, na sua realidade de vida, de ter o porte da arma. O Estatuto do Desarmamento considera que deve haver um exame individualizado. Nesse ponto, eu acho que pode ver um questionamento sobre a legalidade do decreto. O decreto não pode contrariar aquilo que a lei diz”, diz.

    Deputados ouvidos pelo blog da Andréia Sadi disseram que técnicos da Câmara vão avaliar se o decreto é constitucional – ou seja, se respeita a Constituição.

    G1 procurou o Palácio do Planalto, mas o governo não se pronunciou até a última atualização desta reportagem. Questionado nesta quarta, durante um evento no Rio de Janeiro, sobre o que motivou o decreto, Bolsonaro afirmou:

    “Eu não posso ir além da lei. Tudo que puder ser concedido por decreto nós vamos fazer, até porque estamos cumprindo dessa forma uma manifestação de opinião efetivada em 2005 com o plebiscito, quando a população foi às urnas decidir sobre o direito à legítima defesa.”

    Texto amplia rol de armas permitidas e facilita acesso de menores a clubes de tiro

    O decreto de Bolsonaro também classifica como de uso permitido armas que antes eram restritas a forças de segurança, como a pistola 9 mm, que só pode ser usada por Exército, Polícia Federal, e Polícia Rodoviária Federal; e a pistola calibre .40, comumente utilizada por policiais civis e militares.

    Para Bruno Lageani, do Instituto Sou da Paz, a decisão de Bolsonaro aumenta as chances de que os policiais se deparem com pessoas mais fortemente armados do que eles ao atender a uma ocorrência, e pode dificultar a investigação.

    “Quando você tem uma chacina em que se usa .40, na hora de investigar, vai fazer uma investigação focada. Quando se abre a possibilidade de mais pessoas usarem esse calibre, perde essa chance.”

    O texto de Bolsonaro não revogou o decreto anterior, que classifica essas armas como de uso restrito. Mas, segundo o professor de Direito da Universidade Mackenzie Edson Luiz Knippel, o novo texto se sobrepõe ao anterior.

    Outra mudança é nas exigências para que menores façam aulas de tiro. Antes, era necessária uma autorização judicial. Agora, a legislação só exige que haja uma autorização dos responsáveis legais pelo menor e que o curso seja em local autorizado pelo Comando do Exército.

    Além disso, quem tem arma registrada passa a poder usá-la não só dentro da residência, mas em toda a área do imóvel, inclusive nos rurai

  • Líder diz que governo decidiu dividir Desenvolvimento Regional em dois ministérios

    O relator da medida provisória da reforma administrativa, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), afirmou nesta terça-feira (7), após reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que o governo admitiu dividir em dois o Ministério do Desenvolvimento Regional e recriar os ministérios das Cidades e da Integração Nacional. A criação dos dois ministérios constará do relatório de Bezerra a ser apresentado à comissão mista do Congresso que trata do assunto.

    As duas pastas tinham sido extintas na reestruturação feita pelo governo Jair Bolsonaro, que reduziu de 29 para 22 o número de ministérios. De acordo com o blog de Gerson Camarotti, parlamentares de partidos como MDB, DEM e do bloco chamado “Centrão” estavam pressionando o Planalto pelo aumento do número de ministérios a fim de atender às demandas por indicações políticas.

    Em troca, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) permaneceria subordinado ao Ministério da Justiça e Segurança, como defende o ministro Sérgio Moro – grupos de parlamentares pretendiam que o órgão fosse para o Ministério da Economia. O conselho é um organismo de inteligência que atua contra a lavagem de dinheiro.

    “Hoje de manhã, em reunião com o presidente da República e com o ministro Onyx, ficou decidido que o Ministério do Desenvolvimento Regional vai ser desmembrado e vai ser recriado o Ministério das Cidades e o Ministério da Integração. Esta é a grande novidade que vai estar no relatório”, afirmou Bezerra Coelho, que também é líder do governo no Senado.

    O G1 procurou a assessoria do Palácio do Planalto para confirmar as informações e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem.

    Bezerra Coelho afirmou que, na conversa com Guedes, também disse ao ministro que o relatório sobre a MP preservará o Coaf no MInistério da Justiça. “Nós comunicamos a ele [Paulo Guedes] a decisão tomada no dia de ontem de que o Coaf fica mantido no Ministério da Justiça”, declarou.

    Registro sindical muda

    Ainda de acordo com o líder do governo, o ministro Paulo Guedes foi comunicado nesta terça-feira que a responsabilidade sobre os registros sindicais passará do Ministério da Justiça para o Ministério da Economia.

    A concessão dos registros cabia ao extinto Ministério do Trabalho e foi suspensa no ano passado após a Polícia Federal ter deflagrado a Operação Registro Espúrio, que apurou fraudes nas concessões.

    Segundo Fernando Bezerra, Guedes preferia que a responsabilidade permanecesse com o Ministério da Justiça.

    “Comunicamos a ele [Paulo Guedes] que o registro sindical sai do Ministério da Justiça e vem para o Ministério da Economia. Ele, em princípio, preferia que isso ficasse no Ministério da Justiça, mas explicamos a ele as demandas que surgiram”, declarou o líder.

    A retomada da concessão dos registros foi anunciada na semana passada, pelo Ministério da Justiça.

    Banco Central

    Segundo Fernando Bezerra Coelho, o governo tentará aprovar ainda o projeto que trata da autonomia do Banco Central.

    O texto prevê, entre outros pontos, a perda do status de ministério e mandato de quatro anos para o presidente do BC, não coincidente com o mandato de presidente da República.

    Fonte: G1 

  • Cresce o número de famílias endividadas no país

    O percentual de famílias brasileiras com dívidas, em atraso ou não, chegou a 62,7% do total, em abril deste ano. O dado, divulgado hoje (7) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), é superior aos registrados em março deste ano (62,4%) e em abril de 2018 (60,2%).

    Segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a alta no percentual de famílias com dívidas pode ser explicada por pela continuidade do processo de recuperação das concessões de crédito e do consumo das famílias.

    A parcela de inadimplentes, ou seja, de pessoas com contas ou dívidas em atraso, ficou em 23,9%, superior ao 23,4% de março deste ano mas inferior aos 25% de abril do ano passado.

    As famílias que não têm condições de pagar suas dívidas ou contas em atraso chegaram a 9,5% em abril deste ano, superior ao 9,4% de março, mas inferior aos 10,3% de abril de 2018.

    Fonte /  Imagem: Agência Brasil

  • Parâmetros para uso de redes por juízes não são mordaça, diz presidente do STF

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Dias Toffoli, disse hoje (7), que a criação de parâmetros para o uso de redes sociais pelos magistrados brasileiros não “significa mordaça”.

    “Nós, enquanto instituições, temos que ter nossos parâmetros de conduta. Isso não significa mordaça, isso não significa censura, isso significa defesa das nossas carreiras, isso significa defesa das nossas instituições”, defendeu.

    Na semana passada, ele assinou uma portaria do CNJ criando um grupo de trabalho “destinado a avaliar os parâmetros para o uso adequado das redes sociais pelos magistrados”.

    Entre as justificativas, está a de que “o mau uso das redes sociais pode impactar a percepção da sociedade em relação à integridade do Poder Judiciário”.

    “Os juízes não podem ter desejo. O seu desejo é cumprir a Constituição e as leis. Se ele tiver desejo, ele que vá sair da magistratura e vá ser candidato para poder estar no Parlamento querendo trabalhar no sentido de melhorar o país e trazer novidade”, afirmou em discurso na abertura do seminário Direito e Democracia, organizado pela Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas).

    Desde o ano passado, após a repercussão de publicações nas redes sociais de manifestações de juízes durante a campanha eleitoral, Toffoli tem se manifestado por maior disciplina dos magistrados no uso de redes sociais. Em dezembro, ele disse que os magistrados deveriam ter cautela ao se expressar publicamente.

    “Nós temos que nos resguardar, nós temos que nos preservar, senão perdemos nossa autoridade, simples assim”, disse.

    Em um caso mais recente, um pedido de Toffoli levou o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), órgão análogo ao CNJ, que supervisiona e regula os trabalhos do MP, a abrir um processo administrativo disciplinar contra o coordenador da Operação Lava Jato no Paraná, promotor Deltan Dallagnol, por críticas a ministros do Supremo.

    Intrigas
    No mesmo discurso desta terça-feira (7), Dias Toffoli voltou a alertar sobre o momento atual em que “os preconceitos, os rancores e o medo levam ao ódio”, e pediu cuidado “com as tentativas de excessos que são cometidos, as vezes dentro das nossas próprias instituições, exatamente porque ali está o ovo da serpente da criação de uma desestabilização institucional”.

    Ele alertou ainda a plateia, composta sobretudo por magistrados e membros do Ministério Público, a não se deixarem levar por intrigas internas.

    “Nós temos que estar unidos, mostrando esse nosso valor. Estarmos unidos mostrando a importância que é um Estado Democrático de Direito e não nos deixarmos abalar por intrigas e não nos deixarmos abalar por fofocas e não nos deixarmos abalar por um ou outro fato isolado que destoa”, disse.

    Fonte: Agência Brasil

  • Greve inusitada: motoristas de aplicativos programam paralisação

    Motoristas brasileiros de aplicativos de transporte vão aderir a uma paralisação global nesta quarta-feira (8) no dia em que a Uber deve fazer sua estreia na bolsa de valores.

    Na versão local, os protestos são contra o que os motoristas consideram baixas tarifas cobradas pela empresa que, somada ao aumento dos preços do combustível, vem corroendo seus gastos e alongando as jornadas de trabalho.

    O movimento, que ganhou o nome “Uber Off” (Uber desligado), segue orientação de associações de motoristas internacionais, diz

    Eduardo Lima de Souza, presidente da Amasp (Associação dos Motoristas de Aplicativos de São Paulo).

    “A Uber passa um valor de tarifa para o motorista muito baixo e a empresa só cresce, ficando bilionária, ganhando valores exorbitantes”, diz.

    Segundo ele, com a gasolina muitas vezes custando mais de R$ 5 o litro, é comum que motoristas façam viagens nas quais seus ganhos, descontados os custos, são de centavos.

    Reclama que o último reajuste da Uber foi há três anos. Segundo ele, o problema também acontece nas outras plataformas do mercado, 99 e Cabify, e quem trabalha com elas também deve desligar os aplicativos.

    Está programado um protesto às 8h no Vale do Anhamgabaú, em São Paulo. De lá, motoristas devem seguir a pé até o prédio da B3, bolsa de valores de São Paulo.

    Os protestos na rua foram organizados espontaneamente pelos motoristas, sem a participação da associação, que os apoia.

    O movimento é divulgado por grupos de WhatsApp e vídeos no YouTube. Souza diz que, como nem todos os motoristas participam dessas redes, é provável que ainda haja carros na rua durante o dia de paralisação.

    Os YouTubers do setor recomendam que os motoristas trabalhem por mais horas nos dias anteriores à paralisação para não terem prejuízo. Também pedem respeito aos que decidirem trabalhar nesta quarta por precisarem pagar suas contas.

    Motoristas ouvidos pela reportagem sob condição de anonimato confirmaram estar a par do movimento e que não ligariam seus aplicativos em apoio.

    Uma motorista disse considerar uma sacanagem trabalhar mais de 12 horas por dia em meio a um trânsito caótico, ganhar pouco e ver o preço da gasolina aumentando dia a dia.

    Em seu lançamento de ações, a Uber espera atingir US$ 91 bilhões em valor de mercado e arrecadando até US$ 9 bilhões.

    A Uber disse que não iria comentar. Cabify e 99 ainda não comentaram.

    Fonte: Folha press

  • Veneziano critica decisão do governo Bolsonaro de cortar recursos para a Educação e exige que o MEC reveja esta política

    Titular da Comissão de Educação (CE) do Senado Federal, o Senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) rechaçou a decisão do novo ministro da Educação (MEC), Abraham Weintraub, de cortar em 30% os recursos de todas as universidades públicas do País. Inicialmente o ministro havia anunciado o corte para três universidades federais que estariam promovendo o que ele classificou como “balbúrdia” em seus câmpus.

    Porém, o governo estendeu a decisão para todas as instituições públicas de ensino superior do País – incluindo os Institutos Federais de Educação. E, em decisão mais recente, para a educação básica, prejudicando, todos os níveis da Educação no Brasil.

    Como defensor do ensino público gratuito e de qualidade, Veneziano repudiou a atitude e disse que o governo do presidente Jair Bolsonaro deveria rever esse posicionamento nocivo e fortalecer as universidades federais, destinando mais recursos para o ensino, pesquisa e a extensão. Em um vídeo gravado nesta terça-feira (07), postado em suas redes sociais, Veneziano considerou a decisão extremamente grave.

    “O Brasil está vivendo, nesses últimos anos, um período de distanciamento das faixas sociais. Os indicadores de pobreza e de extrema pobreza mostram que temos quase 50 milhões de brasileiros vivendo nessas faixas. Como se não bastassem esses indicadores, nós vamos agravando também as diferenças na formação educacional e cultural do nosso povo”, lamentou o Senador paraibano.

    Ao lembrar que foi contra a Emenda Constitucional 95, que limitou recursos para áreas como Saúde e Educação, Veneziano garantiu continuar na defesa de uma formação superior de qualidade e um ensino capaz de tornar o Brasil uma referência na América.

    Queda nos Indicadores – Veneziano confrontou dados dos principais indicadores do País nos últimos anos e destacou que os números mostram que o Brasil, no item Formação Educacional, tem caído consideravelmente, em comparação a outros países da América do Sul, como a Colômbia e o Peru.

    O Senador lamentou o argumento do ministro para justificar os cortes e lembrou que, no mês passado, o governo Bolsonaro já havia anunciado cortes na ordem de 42% do orçamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). “Nós estamos diante de um problema muito delicado”, disse Veneziano.

    Ele afirmou que o governo tenta passar à opinião pública, equivocadamente, a ideia de que o erro pela queda no ensino está nas universidades e disse não concordar com esse posicionamento de tentar jogar as universidades contra a sociedade. Como Senador e membro da Comissão de Educação, Veneziano afirmou que vai exigir que o Ministério da Educação e o Palácio do Planalto revejam essa política.

    Veneziano observou que o governo precisa fazer um acompanhamento gerencial dos recursos públicos destinados às universidades e a qualificação desses investimentos, o que não significa cortes injustificados. Para ele, a pretensão do governo é desmantelar as instituições públicas, a exemplo de universidades e empresas de setores estratégicos.

    Fonte: Ascom

  • Brasil é o 6º país mais perigoso do mundo para jornalistas, diz Unesco

    Relatório divulgado nesta terça-feira (30) pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) informa que 64 jornalistas, profissionais de imprensa e comunicadores foram mortos no exercício da profissão no Brasil entre 1995 e 2018. O documentoViolência Contra Comunicadores no Brasil: um Retrato da Apuração nos Últimos 20 Anos foi elaborado pelo Conselho Nacional do Ministério Público e pela Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp).

    “Hoje o Brasil é um dos países mais violentos no que diz respeito ao ambiente de atuação dos comunicadores – nos posicionamos em sexto lugar no ranking de nações mais perigosas para jornalistas, segundo a [Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura] Unesco. Estamos atrás apenas de países em manifesta crise institucional, política e até humanitária, como Síria, Iraque, Paquistão, México e Somália”, diz o relatório.

    De acordo com a Unesco, o Brasil é o sexto país mais perigoso do mundo para os profissionais da comunicação. O relatório ressalta que a situação configura “verdadeira violação à liberdade de expressão”. O material também aponta “dificuldades estruturais notórias das Polícias Judiciárias” e diz que “muitos dos autores intelectuais desses crimes não chegam a ser responsabilizados. A autoria por vezes sequer é identificada.”

    “Essa situação de inação pode gerar a responsabilização internacional do Estado brasileiro, pela violação de compromissos internacionais voltados a proteção dos Direitos”, indica o relatório.

    Mortes

    O levantamento mostra que a maior parte das mortes ocorreu em pequenas cidades e envolve jornalistas e comunicadores de pequenos grupos, entre eles blogueiros e radialistas. O documento detalha as mortes e o andamento dos casos em todos os estados – o Rio de Janeiro, com 13 assassinatos; a Bahia, com sete; e o Maranhão, com seis, foram os três estados que mais registraram casos desde 1995. Do total de casos registrados, sete não tiveram solução e outros sete estão sem informações.

    “Chama atenção a quantidade de fatos ocorridos no estado do Rio de Janeiro, que lidera como a unidade da federação mais violenta para o trabalho de comunicadores. Além de estar à frente em número absoluto de atos de violência extremada, o estado fluminense foi palco de dois casos simbólicos – os assassinatos de Aristeu Guida e Reinaldo Coutinho”, destaca o documento.

    De acordo com o documento, o ano de 2015 representou o ápice da violência contra profissionais de imprensa. “Apesar de os anos seguintes indicarem uma tendência de diminuição da taxa de homicídios contra esses profissionais, o ano de 2018 voltou a apresentar taxas mais altas, quando foram mortos quatro comunicadores no exercício de suas funções”, indica o relatório.

    Segundo o estudo, a principal dificuldade para apurar esse tipo de crime é a verificação sobre mandantes e executores. As informações foram levantadas a partir de informações do Ministério das Relações Exteriores, que envia dados sobre o tema à Unesco.

    FONTE AGENCIA BRASIL

  • Agora e sua chance! A Mega Sena acumulou novamente

    Ninguém acertou os seis números do concurso 2147 da Mega-Sena, sorteados na noite desta quinta-feira (2) e o prêmio voltou a acumular. A estimativa do valor a ser pago no próximo concurso é de R$ 140 milhões.

    As dezenas sorteados foram 17- 19 – 37 – 41 – 42 – 49.

    Na quina, foram 366 apostas ganhadoras, cada uma no valor de R$ 28.739,81.

    A quadra saiu para 28.045 apostadores, que receberão R$ 535,81, cada um.

    O sorteio do concurso 2148 será no próximo sábado (4).

    Fonte: Da redação

  • Aumentar pena para crime de pirataria pode ajudar na recuperação fiscal do Brasil, afirma especialista

    A pirataria é um assunto que preocupa a sociedade e as autoridades brasileiras. O país, que não tem uma diretriz clara sobre como combater esses problemas, deixou de arrecadar R$ 193 bilhões devido às ações desse mercado paralelo apenas em 2018, segundo levantamento do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP).

    Segundo o advogado Fernando Müller, vice-presidente da Comissão de Direito da Inovação, Propriedade Intelectual e Combate à Pirataria da OAB/SC, a perda de arrecadação por conta da pirataria também gera um impacto muito grande na prestação de serviços públicos, que já passa por uma situação delicada devido à falta desses recursos.

    “Os R$ 190 bilhões que deixam de ser pagos de tributo pelo mercado informal da pirataria poderia cobrir, por exemplo, o déficit da previdência social, que hoje está nessa faixa. Então, resolveríamos um problema só com essa solução”, explica Müller.

    Combate à pirataria

    Diante dessa relação, setores públicos e privados da sociedade buscam formas para acabar não só com a pirataria, mas com qualquer conduta que interfira na criação de patentes e direitos autorais. No Congresso Nacional, por exemplo, tramitam projetos com o intuito de preservar a propriedade intelectual no Brasil.

    Um deles é o PL 333/1999, que está em tramitação há quase 20 anos. A proposta é aumentar as penas para crimes relacionados à pirataria. O deputado federal Daniel Almeida (PCdoB-BA) defende a ideia e afirma que a aprovação de projetos como esse contribui para garantir a ampliação do mercado de trabalho formal no país. “Temos uma economia marginal no nosso país que é grave. Só não provoca evasão fiscal, como também tem um contato muito grande com o crime organizado e precisamos agir em relação a isso”, avalia.

    Propostas 

    O objetivo central do Projeto de Lei 333/1999 é aumentar as penalidades para a pessoa que cometer crime contra marcas e patente de registro. Atualmente, a legislação estabelece pena de 3 meses a um ano de detenção. Além disso, os crimes de falsificação também remetem penas alternativas como pagamento de cestas básicas, por exemplo.

    Já de acordo com a redação do PL 333/1999, a pena pode ir de 2 a 4 anos de reclusão, como em caso de crimes cometidos contra patente de invenção ou de modelo e contra o registro de marca.

    O aumento da pena proposto no projeto, de certa forma, torna o crime de pirataria de maior potencial ofensivo, ou seja, mais grave. Logo, essa medida retira os delitos da jurisdição dos Juizados Especiais Cíveis e os leva ao procedimento comum do processo penal. Na avaliação do advogado Guilherme Doval, que atua em casos de crime de pirataria, essa medida dá maior efetividade ao processo de condenação do infrator.

    “O que se pretende é um endurecimento da pena que resulta, ao mesmo tempo, em um endurecimento do processo em si, na medida em que a análise dos crimes sairá do juizado especial justamente para permitir uma persecução criminal mais eficaz”, afirma Doval.

    O jurista destaca ainda que o julgamento de casos relacionados à pirataria no juizado especial gera uma incompatibilidade, uma vez que a identificação desses delitos necessita de um trabalho técnico com perícia especializada. Ele explica que o juizado especial é regido pelos princípios da oralidade, simplicidade e informalidade, e não produz prova pericial, o que impede uma investigação mais aprofundada dos casos, impossibilitando, assim, identificar se tal produto é ou não falsificado.

    “A complexidade existe porque a pirataria é um braço do crime organizado. E, de fato, fazer uma persecução criminal de crime organizado dentro do juizado especial não é a forma mais adequada”, ressalta.

    O projeto já foi aprovado na Câmara e no Senado e se encontra no Plenário da Câmara para votação.

    Setores afetados

    O setor de vestuário teve uma perda de R$ 58,4 bilhões com a ação do mercado ilegal. Com isso, profissionais do setor defendem a aprovação do PL acreditando poder, assim, fortalecer o combate ao mercado ilegal.

    “Esse projeto não tem o objetivo de pegar os pequenos. Ele tem o objetivo de pegar grandes estruturas que destroem a qualidade daquilo que é desenvolvido no nosso país e no mundo. Portanto, não haverá espaço para termos empregos de qualidade se não tivermos negócios formais, que respeitem o direito, respeitem a propriedade intelectual e respeitem as marcas”, reforça Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção.

    O presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial e especialista em defesa e direito do consumidor, Edson Vismona, afirma que a pirataria diminui a entrada de investidores em todos os setores do mercado nacional, pois gera uma concorrência desleal. Segundo ele, o mercado legal gera investimentos, empregos e riqueza, enquanto a pirataria alimenta a violência e a corrupção.

    “Estamos expulsando investimentos do Brasil e a geração de novos empregos por conta do crescimento do mercado ilegal. Perde o consumidor porque são produtos de baixa qualidade, produtos de baixa durabilidade, ou seja, parece barato, mas pode ficar caro”, lembra.

    Fonte: Agência do Rádio

    Image: google