Categoria: Saúde

  • Obesidade: novas moléculas desenvolvidas em pesquisas fortalecem saúde pública

    Pesquisas divulgadas pela American Diabetes Association, uma organização sem fins lucrativos sediada nos Estados Unidos, e publicadas em jornal científico em 2024, apontaram avanços na produção de novos medicamentos orais para emagrecimento.  O desenvolvimento das novas moléculas, consideradas menores, obteve resultados positivos no processo de perda de peso.

    Os estudos foram apresentados no Congresso da American Diabetes Association. Uma das descobertas divulgadas durante o congresso foi a molécula que pode inovar o tratamento de diabetes e obesidade: a GS-4571. Estes comprimidos podem ter menores custos de produção e devem ser comercializados com valores abaixo das medicações injetáveis existentes, como o Ozempic, por exemplo.

    O especialista em endocrinologia e metabolismo pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo (SBEM), Flavio Cadegiani, de Brasília (DF), destaca que a descoberta da molécula explora a viabilização do tratamento. Ele ressalta que além de ser mais barata a descoberta também é mais eficaz do que outros tratamentos.

    “Ela é uma análoga de GLP-1, que a gente chama de enviesado para MP cíclico. Traduzindo, ela é mais eficaz, inclusive, do que o Ozempic, do que a semaglutida. Então, além dela ser muito mais barata, fortuitamente, se descobriu que ela é mais eficaz”, afirma Cadegiani.

    Flavio Cadegiani explica que essa nova classe de medicamentos deve chegar ao mercado com preços mais acessíveis em função da produção e do transporte de baixo custo para a indústria, o que facilitará o acesso para a população

    “No desenvolvimento dessas novas moléculas, enquanto essas vêm para ser cada vez mais eficazes, existia uma grande lacuna, que é desenvolver moléculas que já são altamente eficazes tanto quanto as atuais, porém com custo de produção muito mais baixo, para dar a possibilidade de utilização pela população geral. Pelas pessoas que não têm condições de pagar um valor de centenas e centenas de reais por mês. Então essas novas moléculas como por exemplo GS-4571, por não ser uma glicoproteína, não ser biológica, o custo de produção dela é muito mais baixo, o custo de transporte também é muito mais baixo”, destaca Cadegiani.

    Flavio Cadegiani avalia, ainda, que por ser via oral, esses medicamentos também facilitarão a tomada pelos pacientes, já que podem ser retomados a qualquer horário. Para ele, essa ação facilita a adesão dos interessados.

    “Porque o único via oral que tem dessas atuais é feito por uma tecnologia muito específica e requer múltiplos cuidados para que ela seja absorvida e essa não, essa pode ser tomada em qualquer horário. Isso facilita a adesão na população e isso importa. Então, não necessariamente eu preciso de um remédio melhor, mas sim um remédio que as pessoas possam ter acesso”, pontua o especialista.

    Um dos estudos apontou que a administração oral de GS-4571 em macacos diabéticos obesos uma vez ao dia, além de apresentar melhor controle glicêmico, também apresentou um aumento na perda de peso ao longo de 36 dias. Segundo os pesquisadores, os dados corroboram com o desenvolvimento contínuo da molécula como um novo agonista de GLP-1 – hormônio produzido naturalmente pelas células do intestino que estimula a insulina –, a ser utilizado em breve em humanos por via oral.

    Brasil

    Apoiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), um estudo publicado no início de 2024 na revista científica The Lancet mostra que mais de um bilhão de pessoas no mundo sejam obesas. Ou seja, 1 a cada 8 pessoas vivem com obesidade.

    No Brasil, a proporção é de 1 a cada 4 brasileiros com obesidade – de acordo com dados da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2023, monitoramento anual do Ministério da Saúde. Os dados brutos mostram que 24,3% dos adultos brasileiros são obesos.

    Em 20 anos, quase metade dos brasileiros serão obesos, diz pesquisa

    Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), 56% dos adultos brasileiros têm obesidade (34%) ou sobrepeso (22%) hoje. O especialista Flavio Cadegiani diz que os milhões de brasileiros obesos seriam beneficiados pela aquisição dos medicamentos de baixo custo, já que a perda de 5 a 10% do peso já reduz riscos à saúde, beneficiando assim a saúde pública.

    “A gente teria uma população de mais de 20 milhões de pessoas com uma perda de peso acima de 10%, reduzindo consideravelmente os custos de saúde pública já no curto prazo. Então é do ponto de vista de custo eficácia para aquisição pelo sistema público sistema único de saúde”, salienta.

    Segundo ele, apenas o potencial da molécula de reduzir o peso já contribuiria para a saúde pública. “O benefício advindo pela perda de peso em si que ela traria, já provocaria uma redução de custo de saúde pública, valendo a pena a aquisição pelo sistema público de saúde. Então, seriam literalmente dezenas de milhões de pessoas beneficiadas”, avalia Cadegiani.

    Um estudo nacional realizado pela Fiocruz de Brasília aponta que, se as tendências atuais forem mantidas, 48% dos adultos brasileiros terão obesidade e 27% terão sobrepeso até 2044. A estimativa é de que daqui a 20 anos três quartos dos adultos brasileiros terão obesidade (83 mi) ou sobrepeso (47 mi).

    Fonte: Brasil 61

  • Primeiro caso de Febre do Oropouche na Paraíba é confirmado

    O primeiro caso da Febre do Oropouche na Paraíba foi confirmado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) nesta quinta-feira (11).

    O paciente é um homem de 34 anos, morador da cidade de João Pessoa, que apresentou sintomas característicos da dengue após ter viajado para Pernambuco, onde foi contaminado.

    Após procurar atendimento médico, o diagnóstico do homem para Febre do Oropouche foi confirmado por um exame realizado no Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen/PB).

    Ainda conforme a SES, a infecção não ocorreu no território paraibano.

    Os sintomas da Febre do Oropouche são semelhantes aos das arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, por isso é necessário que, ao apresentá-los, a população procure o serviço de saúde mais próximo para receber o tratamento adequado.

    Entre os principais sintomas estão: febre de início súbito, dor de cabeça, dor muscular e articular, tontura, dor retro-ocular, calafrios, fotofobia, náuseas, vômitos.

    Diferente da dengue, zika e chikungunya, que são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, a Febre do Oropouche tem como principal transmissor o mosquito maruim, também chamado de “muruim”, comum no território paraibano. A transmissão ocorre por meio dos mosquitos infectados.

  • Farmácia Popular passa a oferecer 95% dos medicamentos gratuitamente

    A partir desta quarta-feira (10), 95% dos medicamentos e insumos fornecidos pelo Programa Farmácia Popular passam a ser distribuídos de forma gratuita. De acordo com o Ministério da Saúde, remédios para tratar colesterol alto, doença de Parkinson, glaucoma e rinite, por exemplo, já podem ser retirados de graça em unidades credenciadas.

    A lista completa de medicamentos e insumos disponibilizados pode ser acessada aqui. Já a lista de farmácias e drogarias credenciadas ao programa pode ser acessada aqui. A expectativa da pasta é que cerca de 3 milhões de pessoas que já utilizam o programa sejam beneficiadas. “Em média, isso pode gerar uma economia para os usuários de até R$ 400 por ano”.

    Entenda

    O Farmácia Popular oferta, atualmente, 41 itens entre fármacos, fraldas e absorventes. Até então, somente medicamentos contra diabetes, hipertensão, asma e osteoporose, além de anticoncepcionais, eram distribuídos de forma gratuita.

    Para os outros remédios e insumos, o ministério arcava com até 90% do valor de referência e o cidadão pagava o restante, de acordo com o valor praticado pela farmácia. Com a atualização, 39 dos 41 itens de saúde distribuídos podem ser retirados de graça.

    O programa

    O Farmácia Popular foi criado em 2004 com o objetivo de disponibilizar medicamentos e insumos de saúde. No ano passado, passou a incluir remédios para osteoporose e anticoncepcionais e, este ano, adotou também a distribuição de absorventes para pessoas em situação de vulnerabilidade e estudantes da rede pública.

    Dados do governo federal indicam que o programa está presente em 85% dos municípios brasileiros, cerca de 4,7 mil cidades, e conta com mais de 31 mil estabelecimentos credenciados em todo o país, com capacidade para atender 96% da população brasileira. “A expectativa do Ministério da Saúde é universalizar o programa, cobrindo 93% do território nacional”.

    “Já foram credenciadas 536 novas farmácias em 380 novos municípios de referência do Programa Mais Médicos, com 352 cidades do Norte e Nordeste recebendo a primeira unidade cadastrada. Para alcançar a meta, o credenciamento de novas farmácias e drogarias foi aberto em 811 cidades de todas as regiões do país, com prioridade para os municípios que participam do Mais Médicos – uma estratégia que visa a diminuição dos vazios assistenciais.”

    Fonte: Agência Brasil

  • Em 18 meses, Mais Médicos cresce 22,7% na Paraíba

    O número de profissionais do Mais Médicos (PMM) em atividade aumentou em 93,83% desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — de janeiro de 2023 a junho de 2024. Atualmente, 24.894 médicos e médicas atendem em todo o Brasil. São 12.051 profissionais a mais que o registrado em dezembro de 2022.

    A Paraíba registrou crescimento de 22,73% no número de profissionais em atividade no programa. Em 18 meses, o total avançou de 352 para 432. Do total de médicos e médicas ativas no estado, 414 são brasileiros (95,83%) e 53,94% são mulheres. São 104 os profissionais com idade entre 30 e 34 anos.

    Há 20 vagas do programa ocupadas por pessoas que se declararam amarelas, enquanto 37,73% são pretos ou pardos e 56,94% são brancos. Quanto ao tipo de equipe e onde estão alocados, 419 profissionais integram equipes de Saúde da Família (eSF) e 317 estão em regiões de médio, alto ou muito alto Índice de Vulnerabilidade da Saúde (IVS).

    João Pessoa registrou crescimento de 16% no Mais Médicos. A cidade conta agora com 51 médicos e médicas — recebeu sete novos profissionais entre janeiro de 2023 e junho de 2024. Em dezembro de 2022, eram 44.

    NACIONAL — Em dezembro de 2022, 12.843 profissionais estavam na ativa. Desde 2023, com a recomposição, o Governo Federal quase dobrou a quantidade de profissionais e implementou melhorias no modelo.

    No início de julho, o Ministério da Saúde anunciou um novo edital para a contratação de 3,1 mil profissionais. A seleção traz, de forma inédita, vagas no regime de cotas para pessoas com deficiência e grupos étnico-raciais, como negros, quilombolas e indígenas.

    “O Mais Médicos é uma realidade e faz a diferença. Quando assumimos o governo, havia ainda 12 mil médicos. Com esse edital, nós retomamos a meta dos 28 mil médicos. Pela primeira vez o edital é feito seguindo a política de cotas aprovada em lei que é prioridade do Governo Federal. Cumprimos, assim, a nossa visão de inclusão”, afirmou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

    O Mais Médicos integra um conjunto de ações e iniciativas para o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, porta de entrada preferencial do Sistema Único de Saúde (SUS). É neste atendimento que 80% dos problemas de saúde são resolvidos.

    O programa existe para enfrentar também desigualdades regionais. Leva médicos a regiões onde há escassez ou ausência de profissionais e investe na qualificação e formação, no intuito de resolver a questão emergencial do atendimento básico, mas também criando condições para continuar a garantir um atendimento qualificado no futuro para aqueles que acessam cotidianamente o SUS.

    Infográfico 1 | Quadro de crescimento do programa Mais Médicos no país, nos últimos 18 meses

    REGIÕES — Quando considerados os números absolutos de médicos e médicas do programa, o Nordeste é a região com maior número de vagas ocupadas (8.362), seguido do Sudeste (7.435). Por estado, os três com maior número de profissionais são São Paulo (3.288), Minas Gerais (2.219) e Bahia (2.127).

    Também são destaques os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Há distritos, como o Yanomami, em Boa Vista (RR), que em dezembro de 2022 contava com oito profissionais do Mais Médicos. Em junho de 2024 são 36 ativos (crescimento de 350%). No Mato Grosso do Sul, o DSEI saltou de oito (em dez/22) para 39 profissionais ativos em junho de 2024 (crescimento de 387,5%).

    QUEM SÃO — Do total de médicos e médicas ativos, 22.965 são brasileiros (92,25%), 53,45% são mulheres; quase 12 mil profissionais têm entre 30 e 39 anos. Há 88 vagas do programa ocupadas por indígenas, enquanto 36,54% são pretos ou pardos e 53,98% são brancos. Quanto ao tipo de equipe onde estão alocados os profissionais do Mais Médicos, 24.243 integram equipes de Saúde da Família (eSF) e 14.942 estão em regiões de médio, alto ou muito alto Índice de Vulnerabilidade da Saúde (IVS).

    CONFIRA TAMBÉM
    Painel de Monitoramento dos Programas de Provimento da Secretaria de Atenção Primária à Saúde

    Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

  • Governo federal entrega novas ambulâncias para a frota do SAMU em 10 cidades do Sertão da Paraíba; confira lista

    Serviço gratuito para assistência de urgência e emergência 24 horas, o SAMU 192 vai ganhar reforço. Nesta quinta-feira (4), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a ministra da Saúde, Nísia Trindade, entregaram 280 novas ambulâncias para 247 municípios de 24 estados.

    Na Paraíba, 17 cidades vão receber novas ambulâncias, sendo 10 no Sertão do estado. Veja a lista abaixo. As unidades vão substituir veículos com sete anos de uso. A renovação da frota será possível com o investimento do Novo PAC, que nesta entrega soma R$ 89 milhões. Outras 25 Unidades de Suporte Básico serão entregues nos próximos dias.

    O Novo PAC na saúde possibilita a universalização de serviços essenciais na rede pública, como é o caso do SAMU. O Ministério da Saúde estima que mais 6,6 milhões de pessoas passem a receber cobertura de emergência. Em quatro anos, a cobertura vai passar de 87,3% para 90,4% da população brasileira, ampliando o acesso a esse serviço que estava estagnado desde 2017.

    O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência é um dos componentes da Política Nacional de Atenção às Urgências do Ministério da Saúde. O serviço pode ser acessado pelo número 192, que oferece orientações à população e envia veículos tripulados por equipes especializadas.

    Em 2023, o Ministério da Saúde ampliou em 30% os valores repassados para custeio do SAMU 192, o que representa um incremento de R$ 396 milhões por ano. Com o reajuste, o total destinado ao serviço passou de R$1,3 bilhão para R$1,7 bilhão. O aumento minimizou a sobrecarga nos municípios, uma forma de incentivar a universalização do serviço, que desde 2013 não recebiam atualização nos valores de custeio.

    O Governo Federal, na gestão do presidente Lula, está investindo um total R$ 30,5 bilhões na saúde por meio do Novo PAC, sendo R$ 11,6 bilhões na etapa atual de formalização. A maior parcela dos recursos está voltada ao enfrentamento de gargalos históricos na atenção primária e especializada, como o aumento de Unidades Básicas de Saúde, maternidades, policlínicas e Centros de Atenção Psicossocial.

    Somente no SAMU, R$ 770 milhões serão investidos até 2026, com prioridade para as regiões de maior vulnerabilidade social. Serão 850 novos veículos para expandir o serviço em todo o Brasil, além de 14 novas Centrais de Regulação.

    Confira lista de cidades

    Cajazeiras
    Conceição
    Ibiara
    Juripiranga
    Lagoa de Dentro
    Rio Tinto
    Serraria
    Cajazeirinhas
    Bernardino Batista
    Bom Sucesso
    Belém do Brejo do Cruz
    Cajazeiras
    Conde
    Sousa
    Triunfo
    João Pessoa
    Diamante

    Fonte: Ministério da Saúde

  • Relatório retira Viagra da lista dos medicamentos sem imposto

    Antes isento, agora o consumidor vai pagar imposto na compra do Viagra. É o que define relatório da regulamentação da reforma tributária apresentado pelos deputados do grupo de trabalho nesta quinta-feira (4).

    O medicamento usado para disfunção erétil e hipertensão pulmonar passará a figurar na lista dos produtos com alíquota reduzida, ou seja com 60% de desconto sobre a alíquota padrão do IVA, estimada em 26,5% pela equipe econômica.

    Por outro lado, o grupo de trabalho incluiu o absorvente entre os itens de lista com medicamentos que terá isenção de impostos. “Zeramos a alíquota para dignidade menstrual e aumentamos a do Viagra”, disse.

    Segundo Lopes, na versão anterior, a revisão para inclusão ou retirada de ativos seria feita a cada um ano. Agora, será revisto a cada 120 dias.

    A expectativa é de que a Câmara vote o texto substitutivo na semana que vem, conforme acordo indicado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

    Fnte: Política JP

  • PARAÍBA: Vacinação contra a gripe continua no estado

    Unidades de saúde do SUS continuam campanha de vacinação contra a gripe em todo estado da Paraíba. De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina salva vidas e previne milhões de casos graves e óbitos pela infecção causada pelo vírus da influenza.

    A mobilização dos municípios paraibanos pela Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe já contabiliza mais de 862 mil doses aplicadas. Até o momento, 50% do grupo prioritário da ação – composto por quase 1,5 milhão de pessoas – receberam a dose da vacina no estado. Os dados são do painel de imunizações do Ministério da Saúde.

    A meta das autoridades de saúde é vacinar 90% de cada um dos grupos prioritários — como gestantes, idosos, crianças e povos indígenas. Mas, por conta da disponibilidade de doses, o Ministério autorizou a ampliação da imunização para todas as pessoas acima dos seis meses de idade.

    Segundo o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti, a medida busca garantir uma maior cobertura vacinal e, consequentemente, uma redução nas complicações e internações causadas pela gripe.

    “Então, se há disponibilidade da vacina e o vírus da influenza – da gripe – está circulando, nós devemos ampliar o acesso das pessoas para que elas se vacinem, diminuam seu risco de adoecimento de formas graves da doença e diminuam a circulação do vírus na comunidade.”

    A gastrônoma Andrea Navarro, de 48 anos, moradora do bairro Bessa, na capital João Pessoa, não faz parte do grupo de risco, mas fez questão de tomar a vacina para se proteger contra a gripe.

    “Já tomei a minha vacina da gripe faz uns 20 dias. Estar imunizado é de extrema importância não só para mim, mas para todos com quem eu convivo. Inclusive, na minha família tem idosos e eu considero muito importante que nós — que somos mais jovens, que vamos muito para a rua, que saímos, que estamos muito fora de casa — estejamos imunizados também para não colocar em risco a vida dos idosos da nossa família e a nossa vida também.”

    Em João Pessoa, as doses estão disponíveis nas unidades de saúde da família, nas policlínicas municipais e também no Centro Municipal de Imunização, no bairro da Torre. Segundo o painel do Ministério, na capital, já foram aplicadas mais de 97 mil doses. A cobertura vacinal do público prioritário está em quase 31%.

    Faça parte do Movimento Nacional Pela Vacinação e diga sim para a vacina contra a gripe. Procure uma Unidade Básica de Saúde com a Caderneta de Vacinação ou documento com foto.

    Para mais informações, acesse: www.gov.br/vacinacao.

    Fonte: Brasil 61

  • PARAÍBA: Vacinação contra a gripe continua no estado

    Unidades de saúde do SUS continuam campanha de vacinação contra a gripe em todo estado da Paraíba. De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina salva vidas e previne milhões de casos graves e óbitos pela infecção causada pelo vírus da influenza.

    A mobilização dos municípios paraibanos pela Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe já contabiliza mais de 862 mil doses aplicadas. Até o momento, 50% do grupo prioritário da ação – composto por quase 1,5 milhão de pessoas – receberam a dose da vacina no estado. Os dados são do painel de imunizações do Ministério da Saúde.

    A meta das autoridades de saúde é vacinar 90% de cada um dos grupos prioritários — como gestantes, idosos, crianças e povos indígenas. Mas, por conta da disponibilidade de doses, o Ministério autorizou a ampliação da imunização para todas as pessoas acima dos seis meses de idade.

    Segundo o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti, a medida busca garantir uma maior cobertura vacinal e, consequentemente, uma redução nas complicações e internações causadas pela gripe.

    “Então, se há disponibilidade da vacina e o vírus da influenza – da gripe – está circulando, nós devemos ampliar o acesso das pessoas para que elas se vacinem, diminuam seu risco de adoecimento de formas graves da doença e diminuam a circulação do vírus na comunidade.”

    A gastrônoma Andrea Navarro, de 48 anos, moradora do bairro Bessa, na capital João Pessoa, não faz parte do grupo de risco, mas fez questão de tomar a vacina para se proteger contra a gripe.

    “Já tomei a minha vacina da gripe faz uns 20 dias. Estar imunizado é de extrema importância não só para mim, mas para todos com quem eu convivo. Inclusive, na minha família tem idosos e eu considero muito importante que nós — que somos mais jovens, que vamos muito para a rua, que saímos, que estamos muito fora de casa — estejamos imunizados também para não colocar em risco a vida dos idosos da nossa família e a nossa vida também.”

    Em João Pessoa, as doses estão disponíveis nas unidades de saúde da família, nas policlínicas municipais e também no Centro Municipal de Imunização, no bairro da Torre. Segundo o painel do Ministério, na capital, já foram aplicadas mais de 97 mil doses. A cobertura vacinal do público prioritário está em quase 31%.

    Faça parte do Movimento Nacional Pela Vacinação e diga sim para a vacina contra a gripe. Procure uma Unidade Básica de Saúde com a Caderneta de Vacinação ou documento com foto.

    Para mais informações, acesse: www.gov.br/vacinacao.

    Fonte: Brasil 61

  • Endêmica da região amazônica, malária matou 73 pessoas no país em 2023

    Uma doença endêmica que ainda é considerada um problema de saúde pública no Brasil. A malária é caracterizada por febre, calafrios, tremores, suor excessivo e dores de cabeça e no corpo. Em 2023, o país registrou mais de 140 mil casos de malária, mais de 99% deles ocorreram em estados da região amazônica (Amazonas, Roraima, Pará, Rondônia, Acre, Amapá, Mato Grosso, Maranhão e Tocantins). Neste mesmo ano, foram registradas 73 mortes pela doença no país. Os dados são do Ministério da Saúde.

    Foi em Manaus (AM) que Érico Oliveira contraiu malária seis vezes, ao longo de 43 anos de vida. O advogado tem uma casa no Tarumã, na área rural da capital. Ele acredita ter contraído todas as infecções nesta propriedade. “É uma região com preservação florestal, próxima ao Rio Negro e com muita incidência do mosquito que transmite a doença”.

    Estar em meio à floresta favorece, de fato, a proliferação do mosquito Anopheles. Quando infectado pelo parasito Plasmodium, o vetor transmite a doença através da sua picada. A gerente de Malária e outros Hemoparasitas da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), Myrna Barata, explica que estar dentro da floresta e viver ao lado do vetor favorece o alto número de casos. Mas a questão não se resume a isso: “Também temos uma população muito flutuante, principalmente indígenas, caçadores, garimpeiros, que acabam saindo de áreas endêmicas para áreas não endêmicas. Como essa pessoa já vem doente de uma outra área, ela acaba infectando o mosquito e esse mosquito, daqui a pouco, começa a transmitir para outras pessoas, causando esses surtos de malária que temos todos os anos na Amazônia”.

    Malária: concentração

    O advogado Érico, do começo da reportagem, contraiu malária numa área rural. Em 2023, essas áreas concentraram 33,68% dos casos da doença. Mas a maior parte das infecções acontecem em territórios indígenas — 40,23%. Garimpos, assentamentos e áreas urbanas representam a menor parcela de locais de adoecimento por malária, como mostra o gráfico abaixo.

    O fator socioambiental tem relação direta com o número de casos. É o que explica o médico veterinário e coordenador de Eliminação da Malária do Ministério da Saúde, Alexander Vargas.

    “Na área indígena, sabemos das questões de difícil acesso, desnutrição e outras doenças que, concomitante com a malária, podem levar a um desfecho de óbito. Assim como nas áreas de garimpo, em decorrência das alterações do meio ambiente, formam-se criadouros do mosquito que propiciam a proliferação da malária”, explica o gestor do Ministério.

    Malária: Programa Brasil Saudável e as metas de eliminação

    A malária é uma doença evitável e, se tratada adequadamente, tem cura, segundo o Ministério da Saúde. Mas os determinantes sociais têm forte influência na perpetuação dela enquanto problema de saúde pública. Para combater a malária e outras 10 doenças e cinco infecções, em fevereiro o governo criou o programa Brasil Saudável, que reúne 14 ministérios.

    Sob coordenação do Ministério da Saúde, desenvolvem ações frente às populações e em territórios prioritários para o enfrentamento da fome e da pobreza, promoção da proteção social e dos direitos humanos, capacitação de agentes sociais, estímulo à ciência, tecnologia e inovação e expansão de iniciativas em infraestrutura, saneamento e meio ambiente.

    “A gente tem que atuar em várias frentes. Assim se diminui a carga global da doença e, conjuntamente com isso, nós trabalhamos com a utilização de mosquiteiros, de inseticidas, na educação em saúde, repelentes, telas nas casas. Mas o mais importante é diagnosticar e tratar “, acrescenta o coordenador de eliminação da malária.

    A meta do programa é eliminar a transmissão da doença e zerar as mortes até 2030.

    Malária: detecção e tratamento

    Assim como outras doenças, o tratamento da malária é mais efetivo quando iniciado rapidamente — para que o parasita seja eliminado o quanto antes da corrente sanguínea e evitar complicações. Se feito da forma correta e no tempo adequado, o tratamento garante a cura da doença.
    Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a recomendação da Organização Mundial da Saúde é que o tratamento seja feito com combinações terapêuticas à base de artemisinina (ACTs) para o tratamento da malária causada pelo Plasmodium falciparum. Já as infecções pelo Plasmodium vivax devem ser tratadas com cloroquina. Nos dois casos o paciente recebe o tratamento em regime ambulatorial, com comprimidos que são fornecidos gratuitamente pelo SUS.

    As unidades da Atenção Primária à Saúde do SUS, como as unidades básicas de saúde, estão preparadas para diagnosticar e tratar a malária. O diagnóstico pode ser realizado tanto por exame microscópico, conhecido como gota espessa ou por teste rápido com resultado em poucos minutos. “Para ambos os métodos de diagnóstico, basta coletar apenas uma gotinha de sangue”, complementa o gestor do Ministério da Saúde. Em áreas mais afastadas e de difícil acesso — como terras indígenas — microscopistas, agentes de endemia, agentes comunitários de saúde — estão treinados e aptos a fazer o diagnóstico rapidamente assim como realizar o tratamento contra a doença.

    O mais moderno, simples e eficaz começou a ser usado este ano. O Brasil é pioneiro no uso do medicamento e isso pode contribuir decisivamente para a eliminação da malária em nosso país, como explica Vargas. “Estamos implementando uma droga nova e inovadora no Brasil chamada tafenoquina. A vantagem é que ela é feita [administrada] num único dia — juntamente com a cloroquina, que vai ser feita durante três dias — e a tafenoquina fica até 28 dias no organismo evitando recaídas e aumentando a adesão das pessoas ao tratamento da malária”.

    Malária: prevenção

    Existem formas individuais e coletivas de se proteger da doença e ajudar nas metas de eliminação, são elas: 
    •    uso de mosquiteiros e telas em portas e janelas;
    •    roupas que protejam pernas e braços;
    •    uso de repelentes;
    •    borrifação Residual Intradomiciliar
    •    drenagem e aterro de criadouros;
    •    pequenas obras de saneamento para eliminação de criadouros do vetor;
    •    limpeza das margens dos criadouros;
    •    modificação do fluxo da água;
    •    controle da vegetação aquática;
    •    melhoramento da moradia e das condições de trabalho.

    Para mais informações sobre a malária e sobre o Programa Brasil Saudável, acesse www.gov.br/saude. Você também pode ligar para o Disque Saúde 136. O serviço funciona 24 horas e a ligação é gratuita.

    Fonte: Brasil 61

  • Covid-19: Mais de meio milhão de casos em 2024; vacina é a principal medida contra formas graves

    No auge da pandemia, a Covid-19 chegou a matar mais de TRÊS MIL E SEISCENTOS brasileiros num só dia. Esse período trágico ficou para trás, mas o vírus continua circulando no país e ainda faz vítimas. De janeiro até meados de maio, já foram mais de QUINHENTOS E NOVENTA mil brasileiros infectados pela doença e TRÊS MIL E QUINHENTAS mortes registradas. Número maior do que os da dengue — que teve, em 2024, a maior epidemia da doença na história do Brasil — com QUATRO MILHÕES E SETECENTOS MIL infectados e DUAS MIL E QUINHENTAS mortes.

    A região Sudeste lidera o ranking de casos. São mais de QUINZE MILHÕES de casos acumulados – MIL DE DUZENTOS contabilizados apenas na vigésima semana epidemiológica, entre os dias 12 e 18 de maio. É seguida pela região Nordeste, com um acumulado de SETE MILHÕES E MEIO de casos, e da Sul, que registrou OITO MILHÕES ocorrências. A região Centro-Oeste concentrou QUATRO MILHÕES E MEIO de confirmações e a Norte, cerca de TRÊS MILHÕES.

    Foi na capital do país que a consultora Nagila Rodrigues Paiva, de 48 anos, se infectou duas vezes — a mais recente este ano. Desde o início da pandemia, a moradora de Brasília já tomou cinco doses da vacina. Esse fator influenciou para que a Covid-19 não evoluísse para uma forma grave.

    “Essa [segunda infecção por Covid-19] veio um pouquinho mais chata, deu dor de cabeça, enjoo, fiquei fungando, mas nada além disso. Não deu falta de ar e comprometimento respiratório mais grave.”

    Segundo o Ministério da Saúde, o País registrou TRÊS MIL E OITOCENTOS casos, na vigésima semana epidemiológica. Na semana anterior, entre os dias 5 e 11 de maio, foram SEIS MIL E OITOCENTOS casos.

    Para o presidente da Sociedade Mineira de Infectologia, Adelino de Melo Freire Junior, a tragédia causada pela doença ficou no passado, mas a Covid-19 não desapareceu e requer muita atenção e prevenção.

    “Ainda que a gente tenha tido um cenário catastrófico antes, não quer dizer que hoje a gente tenha nada. Ainda precisamos nos preocupar com essa doença, pois ela segue fazendo vítimas.”

    O Ministério da Saúde ressalta a necessidade do reforço anual da vacina contra a Covid-19  para os grupos prioritários. A população geral acima de 5 anos de idade que já recebeu ao menos uma dose de vacina na vida, não é elegível para receber o reforço anual neste momento.
    Segundo as autoridades de saúde, a imunização é a principal medida de prevenção contra as formas graves da doença, hospitalizações e óbitos.

    A vacina contra a Covid-19 está atualizada e disponível nas Unidades Básicas de Saúde. Crianças de seis meses a menores de cinco anos, idosos e demais grupos prioritários devem receber o imunizante.

    Procure uma Unidade Básica de Saúde, leve a caderneta e vacine-se contra a Covid-19.

    Para mais informações, acesse: www.gov.br/saude.

    Fonte: Brasil 61