Categoria: Paraíba

  • 64 jornalistas foram mortos no exercício da profissão no Brasil desde 1995, diz estudo do MP

    Relatório do Ministério Público mostra que, entre 1995 e 2018, 64 jornalistas, profissionais de imprensa e comunicadores foram mortos no exercício da profissão no Brasil.

    O estudo “Violência contra comunicadores no Brasil: um retrato da apuração nos últimos 20 anos”, divulgado nesta terça-feira (30), foi elaborado pelo Conselho Nacional do Ministério Público e pela Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp).

    O relatório afirma que o país é o sexto mais perigoso do mundo para os profissionais da comunicação, de acordo com a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), e destaca que a situação configura “verdadeira violação à liberdade de expressão”.

    A situação brasileira, afirma o estudo, é “preocupante” e revela um “cenário sistemático”. Com as 64 mortes desde 1995, diz o levantamento:

    “Hoje, o Brasil é um dos países mais violentos no que diz respeito ao ambiente de atuação dos comunicadores.”

    “Estamos atrás apenas de países em manifesta crise institucional, política e até humanitária, como Síria, Iraque, Paquistão, México e Somália”, acrescenta o estudo.

    Dados do estudo

    Conforme o estudo, a maior parte das mortes ocorreu em pequenas cidades e envolve jornalistas e comunicadores de pequenos grupos, entre eles blogueiros e radialistas.

    Segundo os dados, os três estados onde ocorreram mais mortes de jornalistas desde 1995 foram:

    1. Rio de Janeiro: 13 mortes;
    2. Bahia: 7 mortes;
    3. Maranhão: 6 mortes.

    O levantamento divulgado pelo Ministério Público indica os seguintes resultados na Justiça:

    Mortes de jornalistas no Brasil
    Resultados na Justiça de 1995 a 2018
    646432321616777722Total de mortesCasos solucionadosProcessos em andamentoArquivados sem soluçãoSem informaçõesParcialmente solucionados020406080
    Fonte: Estudo do CNMP e da Enasp

    Entre os episódios solucionados está o do jornalista da TV Globo Tim Lopes, assassinado em abril de 2002, no Rio de Janeiro.

    Na época, ele fazia reportagens sobre tráfico de drogas e exploração sexual infantil em bailes funk. O traficante Elias Maluco foi condenado a 28 anos e 6 meses de prisão pelo crime.

    Pico de mortes

    De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira, houve um pico de mortes no Brasil entre 2001 e 2016, com média de seis casos por ano

    No ano de 2015, foram oito homicídios. “Apesar de os anos seguintes indicarem uma tendência de diminuição da taxa de homicídios contra esses profissionais, o ano de 2018 voltou a apresentar taxas mais altas, quando foram mortos quatro comunicadores no exercício de suas funções”, afirma o levantamento

    Metodologia

    De acordo com o conselho do MP, as informações foram levantadas a partir de 1995 por considerar o prazo máximo que, segundo a lei, poderia ocorrer punição pelo crime. Antes disso, crimes estariam prescritos e não poderiam mais ser punidos.

    No caso do crime ocorrido em 1995, se levou em consideração que o crime não prescreveu porque houve uma causa de interrupção do prazo.

    “Faz-se necessário, nesse ponto, esclarecer que o presente estudo não abarca todo e qualquer delito dessa natureza cometido em face desses agentes; o foco são profissionais de imprensa vitimados em razão do exercício de suas funções ou em razão dela. O critério, portanto, é esse”, esclarece o estudo.

    O conselho diz que o levantamento começou em 2017, após a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) solicitar providências para as investigações. Segundo o estudo, a principal dificuldade para apurar esse tipo de crime é a verificação sobre mandantes e executores.

    Os dados foram apurados a partir de informações do Ministério das Relações Exteriores, que envia dados sobre o tema à Unesco. O MP, então, levantou a situação de cada um dos processos.

    Ao final do estudo, o conselho propõe criar uma rede de troca de informações entre os MPs para tornar mais efetivas as apurações.

    “O relatório ilustra, pois, preocupação e interesse da própria instituição Ministério Público brasileiro no desfecho dos casos não solucionados. O caminho para isso é longo, reclama uma atuação articulada e um planejamento conjunto de ações. O Ministério Público, no entanto, através do CNMP, reconhece o problema e apresenta a sua resposta, oferecendo a presente trabalho.”

    Fonte: G1

  • Justiça Federal na Paraíba condena mais nove réus na Operação Recidiva

    Nove réus na Operação Recidiva (que apura denúncias de desvios de recursos públicos, lavagem de dinheiro e irregularidades em licitações em vários estados, incluindo a Paraíba) foram condenados pela Justiça Federal em Patos.

    A maior pena foi aplicada a Madson Fernandes Lustosa, que deve cumprir 24 anos e 06 meses de reclusão, além de nove anos de detenção e pagamento de 910 dias-multa (um terço do salário mínimo, cada). Entre os crimes praticados por ele, estão: formação de organização criminosa, falsidade ideológica e fraudes em processos licitatórios.

    Segundo a sentença do juiz federal Claudio Girão Barreto, da 14ª Vara, além de Madson Fernandes Lustosa, foram condenados: Marconi Édson Lustosa Félix (pai de Madson), Charles Willames Marques de Morais, Francisco de Assis Ferreira Tavares, Ednaldo de Medeiros Nunes, José de Medeiros Batista, Sérgio Pessoa Araújo, Eron Meira de Vasconcelos e Dênis Ricardo Guedes Filho.

    Marconi foi condenado a 08 anos de reclusão e 180 dias-multa; Charles e Francisco de Assis devem cumprir 05 anos e 04 meses de reclusão, além de 130 dias-multa (cada um); a Ednaldo foi aplicada a pena de 19 anos de reclusão e 09 anos de detenção, como também o pagamento de 800 dias-multa; José Medeiros deve cumprir 06 anos e 06 meses de reclusão, 06 anos de detenção e pagar 210 dias-multa; Sérgio foi condenado a 14 anos e 10 meses de reclusão, 09 anos de detenção e 720 dias-multa; para Eron foi aplicada a pena de 02 anos e 04 meses de reclusão, 02 anos e 11 meses de detenção e 70 dias-multa; Dênis deve cumprir 02 anos de reclusão, 02 anos e 11 meses de detenção e 60 dias-multa.

    O magistrado decretou, ainda, a perda do cargo, função, emprego ou mandato eletivo dos condenados (exercidos no momento em que não mais couberem recursos contra a sentença) e a proibição do exercício de função ou cargo público pelo prazo de oito anos subsequentes ao cumprimento da pena.

    Madson, Charles, Ednaldo, Francisco de Assis e Marconi já estavam presos e devem continuar, de acordo com a Justiça. Há cerca de duas semanas, o empresário Joilson Gomes da Silva também foi condenado. Ele deve cumprir quatro anos e seis meses de prisão, em regime semiaberto, por dificultar as investigações com destruição de provas.

    Sobre a Operação

    A Operação Recidiva indica a existência de uma organização criminosa que tinha objetivo de fraudar licitações públicas (em obras de construção civil) em diversos municípios paraibanos, bem como do Ceará, Pernambuco, Alagoas e Rio Grande do Norte, além de desviar recursos públicos, lavar dinheiro público desviado e fraudar os fiscos federal e estadual.

    A denúncia, do Ministério Público Federal, aponta que, de 2015 a 2018, os prejuízos passaram dos R$ 20 milhões.

    Fonte: Ascom

  • Operação Calvário: servidora da Procuradoria do Estado foi presa

    A servidora pública Maria Laura Caldas de Almeida Carneiro, da Procuradoria Geral do Estado, foi presa hoje, na 4ª fase da Operação Calvário, comandada pelo Ministério Público da Paraíba.

    Além do mandado de prisão preventiva, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, deferidos pelo desembargador Ricardo Vital de Almeida.

    *Com informações do g1pb

    Paraíba Online

  • Incêndio de grandes proporções atinge fábrica em Puxinanã

    Uma fábrica de material reciclável foi atingida por um incêndio de grandes proporções na tarde deste domingo (28), em Puxinanã, no agreste da Paraíba.O Corpo de Bombeiros foi acionado para combater as chamas. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram as chamas e a fumaça se espalhando. Confira acima.

    Ainda não foi divulgada a causa das chamas. Até o momento, não há registro de feridos.

    Confira imagens divulgadas nas redes sociais:

    Fonte: Click PB

  • GRUPAMENTO DE ENGENHARIA COMPLETOU 64 ANOS EM JOÃO PESSOA

    O 1º Grupamento de Engenharia General Lyra Tavares, sediado no município de João Pessoa, comemorou na manhã de ontem, durante uma solenidade militar, 64 anos de história. Criado em 27 de abril de 1955, por meio do decreto de nº 37.221, o Grupamento surgiu com a finalidade de supervisionar, coordenar e controlar as atividades dos seus batalhões de Engenharia. A partir disso, houve um engajamento no apoio ao desenvolvimento do Nordeste e na assistência à população que sofria com os efeitos da seca prolongada. Durante a solenidade, oito civis receberam o Diploma de Amigo do 1º Grupamento de Engenharia, em reconhecimento ao apoio prestado ao Exército Brasileiro.

    Após ter sido criado, em 15 de julho do mesmo ano, o 1º Grupamento foi instalado provisoriamente na cidade de Campina Grande, ocupando as dependências do 3º Batalhão Ferroviário.

    A primeira mudança da sede ocorreu três meses depois, em 10 de outubro de 1955, quando foi instalado mais uma vez provisoriamente, em Natal (RN), nas instalações do antigo quartel-general da Infantaria Divisionária da 7ª Região Militar. Somente no ano seguinte, em 26 de abril de 1956, é que a sede definitiva chegou em João Pessoa, ocupando as instalações do antigo 8º Regimento de Artilharia Montada. Atualmente, a instituição está localizada na Avenida Epitácio Pessoa, no Bairro dos Estados.

    É importante lembrar que o 1º Grupamento planeja, organiza, dirige e controla todas as atividades de engenharia Militar do Exército Brasileiro na área do Comando Militar do Nordeste. As ações de destaque estão a considerada maior hídrica realizada no Nordeste, no estado do Piauí, o açude Bocaina entre os anos de 1981 e 1985, por mais de 3,6 mil homens do 3º Batalhão de Engenharia de Construção. Sua capacidade de armazenado é de 160 milhões de metros cúbicos de água, o que representa de água necessária para encher 64 mil piscinas olímpicas. Já contemplando a Paraíba tem a duplicação da BR-101, a construção de 3,7 mil residências, sendo 540 situadas em João Pessoa, e também participação no Projeto de Integração do Rio São Francisco.

    O comandante do 1º Grupamento de Engenharia, o general de brigada Marcelo Arantes Guedon, destacou a importância da instituição.

    “É um dia de muita alegria comemorar 64 anos na cidade de João Pessoa, mas com uma história profundamente ligada ao nosso Nordeste. O Grupamento foi criado para poder contribuir com o desenvolvimento nacional por intermédio de obras na Região Nordeste. Obras nas estradas, ferrovias, de barragens, açudes e continuamos até hoje fieis a esse legado as nossas tradições tendo um profundo respeito por essa região do Brasil, por esse povo e com incondicional apoio da sociedade e das instituições presentes”, comentou.

    Para o empresário e presidente do Sistema CORREIO, Roberto Cavalcanti, o 1º Grupamento tem uma importância não apenas histórica e cidadã, mas também contribui com o enaltecimento de valores.

    “No Nordeste, especificamente aqui na Paraíba, nós tivemos a sorte de termos sediado esse Grupamento de Engenharia, que estende sua atuação por toda a Região Nordeste. Eu me sinto envaidecido de ter sido convidado e de ter recibo aquela transfusão de cidadania que toda pessoa, que todo cidadão deve ter. Aqui é o berço do patriotismo. Aqui é o berço da disciplina. Aqui eu venho me abastecer de grandes valores”, ressaltou.

    GENERAL LYRA TAVARES

    O general de Exército Aurélio de Lura Tavares nasceu na cidade de João Pessoa, em 7 de novembro de 1905 e viveu até os 93 anos de idade. Além de engenheiro civil e bacharel em Direito, foi historiador da Engenharia Militar, memorialista e membro da Academia Brasileira de Letras. Também foi embaixador do Brasil da França. Ministro do Exército e Senador da República. Em 8 de junho de 1999, o ministro do Exército concedeu ao 1º Grupamento de Engenharia de Construção a denominação de “Grupamento General Lyra Tavares”, em homenagem à ilustre personalidade.

    Fonte: Correio da Paraíba

    Imagens: Divulgação

  • Morre locutor Henrique Jorge, da 98 FM Campina Grande

    O locutor e apresentador da rádio Correio FM de Campina Grande, Henrique Jorge, morreu na manhã deste sábado (27) em um hospital particular da cidade. Ele estava internado para tratamento contra um tumor no intestino.

    Henrique Jorge era natural de Fortaleza (CE) e estava na 98 FM Campina há mais de 30 anos, onde comandou todos os horários da programação em vários momentos e também era diretor de Esportes e comentarista esportivo. Atualmente, ele estava à frente do programa Hit Mania, das 14h às 17h.

    Jorge estava afastado da emissora há cerca de 15 dias para fazer o tratamento. Segundo a diretora comercial da rádio, Noemi Leão, os médicos informaram à família que o nódulo estava comprimindo um dos rins e ele precisava passar por uma cirurgia. Porém, a causa da morte pode não ter sido o tumor. Conforme Noemi, os médicos disseram que ele teria sofrido complicações após um coágulo sanguíneo provocar um trombo e ser identificado em uma das pernas.

    O velório está previsto para começar às 16h deste sábado (27), no Campo Santo Parque da Paz, no Velame, onde o corpo também será sepultado, às 9h deste domingo (28).

    Imprensa de luto

    A coordenadora de Jornalismo da Rede Correio Sat, Ana Brandão, disse que a 98 FM está com programação especial para homenagear o profissional. “A rádio 98.1 em Campina Grande prestará as últimas homenagens durante a programação deste sábado (27). Estamos contando a trajetória dele na casa e na profissão”. Ouça ao vivo.

    A diretora executiva do Sistema Correio de Comunicação, Beatriz Ribeiro, também lamentou a morte de Henrique Jorge. “Muito triste essa notícia. Que Deus conforte toda a família. Perdemos um guerreiro nosso”.

    As entidades representativas Associação Campinense de Imprensa (ACI), Associação Paraibana de Imprensa (API) e o Sindicato dos Radialistas do Estado da Paraíba divulgaram nota de pesar pela morte do profissional.

    “Nosso querido Henrique ‘Jovem’, como nós assim o chamávamos, passava por um tratamento, após ter descoberto um tumor no intestino, e se preparava para uma cirurgia.

    A crônica esportiva do rádio campinense e paraibano está de luto. O companheiro Henrique Jorge fez história como locutor apresentador de vários programas musicais, além de comentarista e diretor do departamento esportivo da Rádio Correio FM.

    Mais que um colega, perdemos um grande exemplar profissional, respeitado por todos que tiveram a honra de acompanhar seu brilhante trabalho. Nós da ACI, da API e do STERT/PB, prestamos, assim, as condolências e solidariedade aos familiares e amigos do ilustre companheiro que também atuou no cerimonial da Prefeitura de Campina Grande, na antiga rádio Sociedade (Cariri AM), e rádio Campina Grande FM.

    Aos familiares recebam nesta hora difícil, o abraço de afeto e respeito de todos os seus amigos e companheiros do rádio paraibano”.

    O Secretário de Comunicação da Prefeitura de Campina Grande, Marcos Alfredo, também emitiu pesar pela morte do colega.

    “Nunca fui amigo íntimo de Henrique, mas ao longo de mais de duas décadas cultivamos uma relação de respeito, carinho e atenção mútuos, em meio a oportunidades profissionais que nos aproximaram.

    Henrique era discreto, decente, ético e responsável, pessoal e profissionalmente. Tinha uma voz marcante e chegou me surpreender, há alguns anos, quando enveredou para as coberturas de jogos de futebol.

    Meu último encontro com ele, lembro, foi há alguns dias, numa manhã de domingo, na Panificadora João Paulo II, no Catolé. Sorriso amplo no rosto, desejou-me um feliz domingo e uma semana de paz.

    É o que desejo para meu amigo, agora na eternidade: paz, na volta ao lar”.

    Fonte: Portal Correio

  • Municípios têm até 10 de maio para entregar questionários do IEGM

    O Tribunal de Contas do Estado decidiu prorrogar para o próximo dia 10 de maio o prazo para entrega dos questionários do Índice de Efetividade da Gestão Municipal (IEGM/PB). A nova data foi solicitada pelos gestores municipais à Presidência da Corte, que já está encaminhando o Ofício Circular nº 09/2019 (GAPRE) – assinado pelo presidente, conselheiro Arnóbio Alves Viana, a todos os 223 prefeitos dos municípios paraibanos. O prazo terminava nesta sexta-feira (26).

    O conselheiro presidente reitera a necessidade do cumprimento das obrigações estabelecidas pela Resolução Normativa 04/2016, que instituiu o índice, que tem como objetivo é auxiliar no processo de planejamento, definição de prioridades e avaliação da qualidade dos serviços prestados pelas gestões municipais.

    O questionário tem perguntas sobre as sete dimensões do orçamento público que compõem o IEGM, com vista a mensurar a qualidade dos investimentos e gastos municipais, bem como avaliar as políticas e atividades públicas da administração referentes a 2018.

    Os links para as respostas dos sete questionários estarão disponíveis no site do Tribunal, em banner específico do IEGM, no menu “Questionários”, acessíveis também pelo endereço http://tce.pb.govbr/iegm/iegm-1.html. As senhas de acesso – uma para cada questionário – estão disponibilizadas no Portal do Gestor, em “Outras Operações”.

    No endereço eletrônico http://tce.pb.gov.br/iegm/downloads/cartilha 2018.pdf , menu “Documentos”,  todos podem baixar a ‘Cartilha de Orientações’ elaborada para auxiliá-los no preenchimento dos questionários.

    O documento destaca ainda que para dirimir dúvidas, a Coordenação de Controle Interno do TCE-PB poderá ser consultada pelos telefones (83) 3208-3570/3571, no horário das 07h às 13h, ou pelo e mail iegm@tce.pb.gov.br.

    Fonte: Portal Correio

    Image: Divulgação

  • Deputadas estaduais debatem com prefeitas aumento de casos de feminicídio na Paraíba

    As deputadas Cida Ramos (PSB), Polyanna Dutra (PSB) e Camila Toscano (PSDB) participaram, nesta quinta-feira (25), de um encontro com as prefeitas paraibanas integrantes do Movimento de Mulheres Municipalistas (MMM), para discutir o aumento dos casos de feminicídio no Estado e políticas públicas voltadas às mulheres. O evento aconteceu em hotel na orla marítima de João Pessoa.

    Durante o encontro, os participantes tiveram acesso a dados que revelam que, apenas nos três primeiros meses deste ano, 1.016 inquéritos citando casos de violência contra a mulher foram instaurados nas delegacias da Paraíba.

    O número representa, aproximadamente, 11 mulheres vítimas de violência por dia, no período de janeiro até este mês de abril.

    “As prefeitas pautarem esse debate é essencial para que possamos traçar políticas de proteção às mulheres. É importante que os poderes possam dizer quais são as possibilidades de enfrentamento para esses crimes”, ressaltou Cida Ramos.

    Cida Ramos lembrou que apresentou pedido para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar casos de feminicídio na Paraíba.

    Por causa dos casos de feminicídio, a Comissão da Mulher da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), presidida pela deputada Camila Toscano, vai realizar uma audiência pública, no próximo mês de maio, para discutir ações que possam ser desenvolvidas para reduzir os casos de violência.

    “Podemos levar as ações que são realizadas pela Casa para que nós possamos unir forças para diminuir o número de assassinatos contra a mulher. A intenção é debater políticas públicas e minimizar as consequências tão graves que são esses crimes”, disse Camila Toscano.

    Polyanna Dutra destacou que uma das finalidades do encontro é empoderar as mulheres para que elas se engajem na causa. Ela também ressaltou a importância das mulheres que ocupam cargos nos poderes ‘abraçarem’ a discussão.

    “Quando ocupamos o espaço de poder e desenvolvemos ações de combate, as causas se tornam mais relevantes. Esses crimes cometidos não devem ser apenas discutidos no âmbito da Justiça, mas também na política. É necessária essa relação de confiança entre essas mulheres que estão neste espaço para que possamos encontrar soluções”, explicou a deputada.

    A prefeita do município do Conde, Márcia Lucena, afirmou que o evento é também um espaço para conversar com uma diversidade ainda maior de mulheres.

    “Esse aumento da violência contra a mulher se reflete em todas as esferas da nossa vida. Precisamos tratar as coisas com muita lucidez. No Conde duas mulheres foram agredidas no último feriado. Uma delas morreu. A outra ainda está no hospital. É importante saber o que está provocando o aumento desse índice de feminicídio no Brasil”, disse a prefeita.

    Fonte / Foto: Ascom

     

  • Justiça converte prisão da ex-secretária do Estado em medidas cautelares

    A juíza Andréa Gonçalves Lopes Lins, em substituição na 5ª Vara Criminal, proferiu decisão na tarde desta terça-feira (23) convertendo a prisão preventiva da ex-secretária Livânia Maria da Silva Farias em medidas cautelares.

    As medidas são as seguintes: proibição de acesso às repartições do Governo do Estado, proibição de manter contato com testemunhas e outros investigados da Operação Calvário, em especial agentes públicos estaduais, fornecedores da secretaria de Estado da Saúde, fornecedores de campanha eleitoral e seus parentes até o 3º grau, bem como doadores de campanha eleitoral, até o 3º grau, exceto os seus familiares até o 4º grau, proibição de se deslocar a locais com distância superior a 200 metros da Comarca de João Pessoa, proibição de exercer funções públicas e, por último, comparecimento mensal ao Ministério Público, em data a ser ajustada com o próprio órgão.

    Em seu despacho, a magistrada adverte que o descumprimento de quaisquer das medidas importará na substituição por outras mais gravosas ou, se for o caso, o restabelecimento da prisão.

    Ela determinou, ainda, a expedição de alvará de soltura de Livânia Farias, contendo as medidas cautelares aplicadas, a fim de que seja imediatamente posta em liberdade, se por outro motivo não deva permanecer segregada.

    De acordo com a decisão, não mais subsistem os motivos autorizadores da prisão, notadamente porque as investigações imprescindíveis já foram encerradas.

    “A denunciada, até o presente momento, não oferece nenhum tipo de resistência a eventuais novas acusações em seu desfavor, reconheceu perante o órgão acusatório as imputações apuradas neste processo, bem como apresentou informações de seu acervo de bens, não existindo risco de novas ocultações, portanto não se mostra adequada e necessária a manutenção da prisão, já que a instrução criminal não se encontra ameaçada”, destacou a juíza Andréa Gonçalves.

    A ex-secretária Livânia Farias se encontra presa desde o mês de março no bojo da Operação Calvário. Com a renúncia dela do cargo de secretária, o processo foi remetido para a Primeira Instância.

    Conforme apontam as investigações, em 08/08/2018, Livânia teria recebido vantagem indevida no valor de R$ 840 mil, decorrente de delito de corrupção passiva, praticado, em tese, em detrimento ao erário do Estado da Paraíba, valor que teria sido desviado do contrato de gestão da Cruz Vermelha e do IPCEP.

    Fonte /Foto: Ascom

  • João Azevêdo participa nesta terça do Fórum de Governadores em Brasília

    O governador João Azevêdo participa nesta terça-feira (23) do Fórum de Governadores que irá acontecer em Brasília. A confirmação foi dada durante o programa ‘Fala, governador’, transmitido em cadeia estadual pela Rádio Tabajara.

    No encontro, serão discutidas pautas relacionadas à Reforma da Previdência, ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e ao Programa Emergencial para Recuperação Fiscal dos Estados.

    O chefe do Executivo estadual pontuou sobre a urgência de discutir alternativas para substituir o Fundeb, que tem previsão de acabar no próximo ano.

    “O Fundeb é fundamental para garantir a manutenção da educação para municípios e Estados. A implantação de um outro instrumento para manter essa transferência de recursos é fundamental”, avaliou.

    Ele também comentou sobre a necessidade da apresentação de um plano emergencial para melhorar a condição econômica dos Estados.

    “Na última reunião com o ministro Paulo Guedes, tivemos um início de discussão, entretanto, não foram definidas as ações que seriam colocadas em prática para socorrer Estados com dificuldades financeiras e nem para os que têm uma condição de estabilidade, como a Paraíba, mas que precisam também receber incentivos para manter os níveis de investimentos”, observou.

    O gestor ainda destacou a importância da realização dos encontros com a presença de todos os governadores do país.

    “É o momento em que todos os gestores colocam suas demandas e têm um espaço aberto para discutir e tentar garantir o atendimento dos pleitos de seus Estados”, afirmou.

    Fonte: Ascom