Categoria: Brasil

  • Novos cartões do Bolsa Família já estão disponíveis, Veja como solicitar o seu

    A entrega do novo cartão de saque do Bolsa Família é algo que os beneficiários do programa aguardam há muito tempo. Felizmente, foi anunciado por Maria Rita Serrano, a nova presidente da Caixa, numa celebração que celebrou os primeiros 100 dias do executivo, o responsável pela instituição financeira. A expectativa é que mais de 7 milhões de unidades sejam entregues nos próximos meses. Quer saber mais sobre o assunto? Então, veja abaixo.
    7 milhões de novos cartões do Bolsa Família
    Em regra, todos os beneficiários têm direito a receber um cartão.

    Direita! Segundo o governo federal, todos, sem exceção, devem receber o cartão do benefício. No entanto, é importante esclarecer que o cartão está sendo entregue de forma gradativa, dando preferência aos beneficiários que ainda não possuem a tecnologia para sacar benefícios de transferência de renda.

    Portanto, para aqueles que ainda não a receberam, é necessário suprimir a ansiedade. Isso se deve ao fato de não haver uma data fixa para a entrega do cartão. Alguns segurados já receberam o cartão,

    enquanto outros sequer têm previsão de quando devem recebê-lo. Além disso, é preciso levar em conta que, além da significativa expansão do território brasileiro, novos beneficiários continuam participando de programas sociais.

    Preciso solicitar a entrega?
    Indo direto ao ponto, não. Ou seja, o beneficiário não precisa pedir cartão, já que ele é enviado para os endereços de todos os beneficiários cadastrados no Bolsa Família,

    de acordo com as regras de prioridade de entrega. Portanto, para receber o cartão, é necessário apenas manter os dados em um único cadastro (CadÚnico) atualizados.

    Nesse sentido, quem ainda não compareceu ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) para mudar de endereço e fazer a mudança deve ir o quanto antes. Afinal, caso você não mude de endereço, o cartão será entregue em outra residência, e o segurado pode perder a ferramenta para saque.
    Também é importante esclarecer que o cartão é entregue pelos Correios.

    Por isso, segundo a empresa, as entregas não podem ser feitas em áreas de difícil acesso ou em áreas de risco. Para esses segurados, o cartão é depositado no CRAS ou Caixa Econômica Federal mais próximo do local de residência.

    Isso significa que os segurados que residem em áreas de risco ou de difícil acesso devem comparecer presencialmente na unidade ou agência do CRAS

    da Caixa Econômica Federal mais próxima de sua residência para realizar os saques com cartão. Ainda assim, é importante informar que apenas o beneficiário pode fazer saques com cartão.

    Por fim, também é importante esclarecer que os antigos cartões dos programas sociais ainda estão em funcionamento.

    Dessa forma, os segurados com cartões antigos do Bolsa Família ou do Aucílio Brasil podem continuar seus saques em qualquer agência da Caixa, casas lotéricas ou pontos de autoatendimento.

  • Dólar americano chega ao patamar de R$ 4,93 nesta quinta-feira (18)

    Na manhã desta quinta-feira (18), o dólar americano chegou ao patamar de R$ 4,93. A baixa foi de 0,01% em relação ao último fechamento, de acordo com o Banco Central.

    Segundo especialistas, o mercado de valores é volátil e sofre interferência direta de acontecimentos pelo mundo a todo momento.  Um dos fatores na atualidade é a guerra na Ucrânia, por conta das sanções impostas à Rússia como represálias pela invasão.

    Em relação ao euro, por volta das 9h05, a moeda estava cotada a R$ 5,35 para compra e R$ 5,36 para venda. Praticamente o mesmo valor para as duas transações.

    A bolsa de valores Ibovespa, hoje, mira nos 110 mil pontos com o mercado cortando a Selic para o Copom.

    Fonte: Brasil 61

  • Vendas no varejo cresceram 0,8% em março

    Em março de 2023, o volume de vendas no comércio varejista cresceu 0,8% frente a fevereiro, na série com ajuste sazonal. A média móvel trimestral foi de 1,5% no trimestre encerrado em março, segundo pesquisa feita pelo indicador do comércio dos varejistas e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, (IBGE).

    Na avaliação de Cristiano Santos, gerente de Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), o momento desse crescimento foi por causa de suas variações negativas.

    “Esse crescimento é o terceiro ponto seguido com variações na margem não negativas. A passagem de dezembro de 2022 para janeiro de 2023 registrou 3,9% de crescimento e a passagem de janeiro para fevereiro representou uma estabilidade”, afirma.

    No mês de março, quatro das oito atividades do comércio varejista tiveram suas taxas negativas. Combustíveis e lubrificantes 0,1%, tecidos, vestuário e calçados 4,5%, livros, jornais, revistas e papelaria 0,6% e outros artigos de uso pessoal e doméstico de 2,2%, todas no campo negativo.

    Três atividades tiveram crescimento: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação 7,7%, artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria 0,7% e Móveis e eletrodomésticos com 0.3%. O comércio varejista ampliado, Material de construção variou 0,2%, ao mesmo tempo Veículos e motos, partes e peças cresceu 3,7%.

    O economista Roberto Kanter, professor de MBAs da FGV, especialista em Varejo, afirma que o cenário para os próximos meses não deve ser muito bom para o setor.

    “Eu acho que a gente vai ter um ano de 2023 fraco, vamos ter um crescimento eventual no PIB e o varejo vai eventualmente crescer, mas não vai ser algo significativo. A gente deve crescer no global em torno de 1 a 2%”, destaca.

    Comércio avança 3,2% frente a março de 2022

    O comércio varejista mostrou um avanço de 3,2% no mês de março de 2023, combustíveis e lubrificantes 14,3%, artigos farmacêuticos, médicos , ortopédicos e de perfumaria 6,8%, Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo 4,5%, equipamentos e material para escritório, informática e comunicação 4,1% e Móveis e eletrodomésticos 2,0%.

    Três setores apresentaram uma queda na comparação interanual como: outros artigos de uso pessoal e doméstico de 12,9%, livros, jornais, revistas e papelaria 8,0% e Tecidos, vestuário e calçados 7,3%.

    Fonte: Brasil 61

  • PF dá nova sequência à operação que investiga BraisCompany e cumpre mandados em SP

    A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal, deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), a Operação SELECT II, com o objetivo de combater a lavagem de dinheiro decorrente dos crimes contra o sistema financeiro e contra o mercado de capitais, em tese, cometidos por sócios e colaboradores da Brainscompany, empresa especializada em criptoativos. Trata-se de desdobramento da Operação Halving.

    Policiais Federais cumpriram um Mandado de Busca e Apreensão, em município de São Paulo.

    Nos últimos 4 anos, foram movimentados valores equivalentes a aproximadamente 2 bilhões de reais em criptoativos, em contas vinculadas aos suspeitos.

    Os investigados responderão pelos crimes previstos nos arts. 7º e 16 da Lei nº 7492/86, art. 1º da Lei nº 9.613/98 e art. 27-E da Lei nº 6.385/76.

    O nome da operação é uma alusão à denominação do grupo de gerentes que mais captavam recursos para a empresa, entre as vítimas do esquema investigado.

  • Saiba quem são os dois deputados paraibanos que integram a CPI para investigar manipulação de resultados no futebol no país

    Dos 25 parlamentares titulares da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar manipulação de resultados em partidas de futebol, apenas um é paraibano. Trata-se de Mersinho Lucena (Progressistas). Da Paraíba, ainda integra o bloco o deputado Wellington Roberto (PL-PB) que está na suplência.

    O requerimento de abertura da comissão foi lido no fim de abril pelo presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL) e instalado ontem (17). Na mesma ocasião, Lira também leu os requerimentos de abertura de outras duas CPIs: do MST e outra sobre inconsistências bilionárias nas contas das Lojas Americanas, que também foram instaladas nesta quarta.

    A comissão terá 120 dias para investigar o tema e foi instituída em meio a uma operação policial que apura um esquema de fraudes no Campeonato Brasileiro e em torneios estaduais. A indicação da lista de integrantes da CPI foi finalizada horas antes do início da reunião do colegiado nesta quarta-feira (17). A proporção das vagas nas comissões segue o número de partidos e blocos.

    Confira abaixo quem são os integrantes da CPI das apostas esportivas:

    Titulares:

    Adail Filho (REPUBLICANOS-AM)
    André Figueiredo (PDT -CE)
    Augusto Coutinho (REPUBLICANOS-PE)
    Aureo Ribeiro (SOLIDARIEDADE-RJ)
    Beto Pereira (PSDB-MS – Federação PSDB-CIDADANIA)
    Capitão Alberto Neto (PL-AM)
    Célio Silveira (MDB-GO)
    Daniel Agrobom (PL-GO)
    Daniel Freitas (PL-SC)
    Delegado da Cunha (PP-SP)
    Felipe Carreras (PSB-PE)
    Glauber Braga (PSOL-RJ)
    José Rocha (UNIÃO-BA)
    Julio Arcoverde (PP-PI)
    Luciano Azevedo (PSD-RS)
    Luciano Vieira (PL-RJ)
    Luisa Canziani (PSD-PR)
    Mauricio do Vôlei (PL-MG)
    Mersinho Lucena (PP-PB)
    Paulinho Freire (UNIÃO-RN)
    Paulo Azi (UNIÃO-BA)
    Ricardo Ayres (REPUBLICANOS-TO)
    Ricardo Silva (PSD-SP)
    Saullo Vianna (UNIÃO-AM)
    Yury do Paredão (PL-CE)
    Suplentes:

    Bandeira de Mello (PSB-RJ)
    Coronel Ulysses (UNIÃO-AC)
    Danilo Forte (UNIÃO-CE)
    Delegado Caveira (PL-PA)
    Fernando Rodolfo (PL-PE)
    Fred Costa (PATRIOTA-MG)
    Leur Lomanto Júnior (UNIÃO-BA)
    Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG)
    Prof. Paulo Fernando (REPUBLICANOS-DF)
    Samuel Viana (PL-MG)
    Wellington Roberto (PL-PB)

    Fonte: Blog do Ninja

  • “Mandato deve ser cassado somente por esta Casa”, diz Lira sobre Dallagnol

    O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou na noite desta quarta-feira (17/5), que a perda de mandato do deputado Deltan Dallagnol, decidida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), será analisada pela Corregedoria da Câmara dos Deputados. Segundo Lira, o ex-deputado poderá apresentar defesa.

    Os procedimentos são regulamentados pelo Ato da Mesa 37/09. “A Mesa seguirá o que determina esse ato: a Câmara tem que ser citada, a Mesa informará ao corregedor, o corregedor vai dar um prazo ao deputado, o deputado faz sua defesa e sucessivamente”, disse Lira durante a sessão do Plenário.

    Lira afirmou, quando estava respondendo a uma questão de ordem do deputado Maurício Marcon (Pode-RS), que “o mandato deve ser cassado somente por esta Casa”.

  • Bolsa Família será antecipado; confira quando recebe

    Novos grupos de beneficiários receberão de forma antecipada. O direito à antecipação são para quem tem NIS final 3 e 8

    A boa notícia para os beneficiários do programa Bolsa Família é que as parcelas do mês de maio começam a ser pagas pela Caixa Econômica Federal nesta quinta-feira (18). Porém, o governo anunciou que novos grupos de beneficiários receberão de forma antecipada. O direito à antecipação são para quem tem NIS (Número de Identificação Social) final 3 e 8.

    O valor mínimo recebido por cada família é de R$ 600, mas o pagamento pode aumentar por conta dos adicionais pagos pelo governo federal. No total, mais de 21 milhões de pessoas recebem o benefício.

    Além do valor mínimo de R$ 600, o Ministério da Cidadania ainda paga R$ 150 adicionais para cada criança de até 6 anos na família; R$ 50 adicionais para cada criança com mais de 7 anos ou jovens com menos de 18; e outros R$ 50 adicionais para cada gestante na família.

    Calendário de pagamentos do Bolsa Família em maio

    • Final de NIS 1: 18 de maio;
    • Final de NIS 2: 19 de maio;
    • Final de NIS 3: 22 de maio – Antecipado para sábado, 20/05;
    • Final de NIS 4: 23 de maio;
    • Final de NIS 5: 24 de maio;
    • Final de NIS 6: 25 de maio;
    • Final de NIS 7: 26 de maio;
    • Final de NIS 8: 29 de maio – Antecipado para sábado, 27/05;
    • Final de NIS 9: 30 de maio;
    • Final de NIS 0: 31 de maio.

    No calendário tradicional, o pagamento do Bolsa Família ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês.

    O beneficiário pode consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

  • Plano de Bolsonaro para prender Lula caso vencesse eleições é revelado em telefonema

    Trechos das conversas entre o ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL), e o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, indicavam um plano dos dois para prender o presidente Luiz Inácio Lula da Silva logo no início de 2023, caso o ex-presidente vencesse às eleições.

    A ideia, de acordo com a coluna de Daniel Cesar no Último Segundo, era vencer as eleições e abrir um inquérito na Polícia Federal (PF) que acarretaria num pedido de prisão do petista, cumprido imediatamente no início do ano.

    “O Bolsonaro queria que a PF investigasse o Lula e pedisse a prisão preventiva”, diz a fonte que enviou trecho dos diálogos. Segundo a mesma fonte, Torres seria o responsável por “encontrar um juiz que topasse assinar a prisão”.

    De acordo com o raciocínio da dupla, uma vez derrotado, Lula não teria imunidade e nem poderia ser julgado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e, por isso, um juiz de primeira instância poderia assinar o pedido de prisão. “A articulação estava adiantada até o final de setembro. A operação seria deflagrada uma semana após a eleição, caso Bolsonaro tivesse sido reeleito”.

    Prisão política

    No trecho da conversa acessado pela coluna, não é possível saber qual seria a denúncia ou mesmo se o caso seria de perseguição, mas os indícios são de que Bolsonaro pretendia levar seu maior adversário à prisão, independente de qual seria a acusação ou o suposto crime. Nos corredores da política, fala-se que seria uma prisão política.

    A fonte do ministério da Justiça de Bolsonaro ouvida pela coluna confirmou que, entre o primeiro e o segundo turno, com a vitória parcial de Lula, houve recuo de delgados da PF paa tocar a operação. “Mudaram de ideia e investiram em operações no segundo turno para impedir as pessoas de votarem”, afirmou se referindo às blitz que já viraram alvo de investigação também. “Se Lula perdesse, ele estaria preso hoje”, concluiu.

    Fonte: Revista Fórum

  • STF adia para junho julgamento sobre redes sociais

    O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou para junho, em data ainda a ser definida, o julgamento sobre a responsabilidade das redes sociais por conteúdos ilegais publicados em suas plataformas. O tema estava pautado para esta quarta-feira (17) no plenário, mas teve a análise adiada a pedido dos relatores, os ministros Dias Toffoli e Luiz Fux.

    A caso havia sido pautado para julgamento em meio ao impasse no Congresso a respeito do chamado Projeto de Lei das Fake News, cuja votação foi adiada na Câmara após forte campanha de empresas de tecnologia contrárias ao projeto, que na véspera da análise pelos parlamentares disseminaram críticas ao PL.

    Além das consequências políticas, plataformas como Google e Telegram são investigadas por suposto abuso de poder econômico no caso. Uma investigação foi aberta no Supremo, por ordem do ministro Alexandre de Moraes e a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). O Conselho Administrativo Econômico (Cade), que fiscaliza o cumprimento de regras concorrenciais, também apura a conduta das empresas.

    Ainda não há data para que o tema volte ao plenário da Câmara, diante da dúvida se o PL das Fake News conseguirá votos suficientes dos deputados para ser aprovado. No Supremo, a percepção dos ministros é que o caso deve ser tratado preferencialmente pela via legislativa, mas que o tribunal deverá agir para preencher eventual omissão do Congresso.

    Para isso, o Supremo deverá julgar dois recursos com repercussão geral – cujo desfecho deverá servir de parâmetro para os demais casos semelhantes – que questionam o artigo 19 do Marco Civil da Internet. O dispositivo dispensa as plataformas de redes sociais de responsabilização caso não removam publicações de usuários que sejam flagrantemente ilícitas.

    Desde os atos golpistas de 8 de janeiro, planejados e executados com auxílio de aplicativos de mensagens e redes sociais, diversos ministros do Supremo tem se posicionado publicamente em defesa da regulação dessas plataformas, de modo a conferir grau de responsabilidade às empresas que as administram se elas não agirem para impedir a disseminação de mensagens antidemocráticas.

    O tema tem peso diferenciado para o Supremo, cuja sede foi a mais depredada pelos vândalos que invadiram as sedes dos Três Poderes no 8 de janeiro. A maioria dos ministros da Corte estão convencidos de que o episódio poderia ter sido evitado se o uso das redes sociais já tivesse sido melhor regulamentado no país.

    Desde a eleição presidencial de 2022, ministros como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes pressionam para que o Congresso aprove lei a respeito do assunto. Após o 8 de janeiro, ministros como Rosa Weber, Edson Fachin e Luiz Fux também passaram a se manifestar mais abertamente nesse sentido.

    O julgamento sobre o Marco Civil da Internet foi tema de audiência pública no Supremo, em março, quando ministros da Corte e do governo se revezaram na defesa de uma maior regulamentação das redes sociais. Recentemente, a PGR também se manifestou, nos próprios recursos sobre o assunto, a favor de uma maior responsabilização das redes sociais que não removerem conteúdo ofensivo após alertadas.

    A pressão por uma regulamentação maior das redes sociais aumentou ainda mais na esteira de ataques e ameaças a escolas brasileiras que foram anunciados e estimulados em plataformas como o Twitter.

    As empresas se defendem afirmando que uma maior regulação deve desestimular investimentos para aprimorar as plataformas de redes sociais, bem como representa uma ameaça à liberdade de expressão.

  • Mauro Cid fez depósitos em dinheiro vivo para Michelle Bolsonaro e PF suspeita de desvio de recursos do Palácio do Planalto

    A Polícia Federal (PF) identificou uma série de depósitos em dinheiro vivo para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). De acordo com a corporação, os repasses foram feitos pelo ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid, e totalizaram R$ 8.600,00. Uma investigação apura se os pagamentos seriam provenientes de esquema de desvio de recursos e rachadinha no Palácio do Planalto.

    De acordo com a coluna do jornalista Aguirre Talento, para o UOL, em trocas de mensagens por WhatsApp, a PF encontrou sete comprovantes de depósitos em dinheiro vivo, que foram encaminhados às assessoras de Michelle Bolsonaro. As conversas foram interceptadas pela PF por meio da quebra de sigilo das comunicações de Mauro Cid.

    “A análise também identificou seis comprovantes de depósitos para a primeira-dama Michelle Bolsonaro no período de 8/3/2021 até 12/05/2021, realizados por meio de depósitos fracionados em caixas eletrônicos de autoatendimento e um comprovante de depósito em espécie, possivelmente no atendimento presencial. Os comprovantes foram localizados tanto no grupo de WhatsApp da Ajudância de Ordens da Presidência da República, quanto em trocas de mensagens”, diz o relatório da PF.

    Conforme a investigação, os depósitos foram feitos em um método comum nos casos de rachadinha: de forma fracionada e em valores pequenos. “Esses depósitos ocorreram predominantemente de forma fracionada, ou seja, o depositante ao invés de utilizar um único envelope com a quantia desejada, fracionou o valor total em dois envelopes distintos, realizando os depósitos de forma sucessiva em curto espaço temporal (minutos)”.

    Pagamento do plano de saúde

    De acordo com as investigações, no dia 1º de setembro de 2021, uma das assessoras de Michelle Bolsonaro enviou um boleto do plano de saúde do irmão da ex-primeira-dama. O pagamento teria sido feito com recursos da conta bancária do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    No final do mesmo mês, a assessora de Michelle enviou outro boleto do plano de saúde do irmão da ex-primeira-dama e, embora Cid tenha argumentado que a despesa não poderia ser feita pela Ajudância de Ordens, ele encaminhou a demanda para a equipe.

    “Não tem como mandar esse tipo de boleto. (…) Quando for assim, me manda só o pedido do dinheiro e vocês pagam por aí, porque isso aí não é gasto do presidente, nem da dona Michelle! É, deve ser de um terceiro que ela está pagando aí a conta desse terceiro ai!”, disse Mauro Cid.

    Para a Polícia Federal, por não se tratar de uma despesa da Presidência da República, o pagamento do boleto é um indicativo de desvio de recursos do governo federal.

    “Os elementos informativos colhidos demonstram que, apesar da despesa não ter relação com o Presidente da República nem com a primeira-dama, Mauro Cid anui e autoriza que o tenente Crivelatti (servidor da Ajudância de Ordens) encaminhe a quantia de R$ 590,91, oriunda da Ajudância de Ordens, à pessoa de Vanderlei para pagamento do plano de saúde tendo como beneficiário Yuri Daniel Ferreira Lima, irmão da sra. Michelle Bolsonaro”, constatou a Polícia Federal.

    Despesa da tia de Michelle

    O ex-presidente Jair Bolsonaro orientou Mauro Cid a efetuar o pagamento de um boleto em dinheiro vivo para pagar uma despesa hospitalar de uma tia de Michelle, Maria Helena Braga.

    De acordo com a PF, não foi possível identificar se os recursos para o pagamento saíram da conta pessoal de Jair Bolsonaro ou da Ajudância de Ordens.

    “No grupo de WhatsApp da Ajudância de Ordens, Mauro Cid encaminha orientação do Exmo. Sr. Presidente da República, no sentido de o pagamento da GRU ser feita em dinheiro para ‘evitar interpretações equivocadas’”.

    Jair e Michelle negam irregularidades

    O advogado de defesa de Jair Bolsonaro, Fábio Wajngarten, negou o desvio de valores do Palácio do Planalto e afirmou que os pagamentos referentes aos custos pessoais de Jair e Michelle foram feitos com “recursos próprios”.

    “A defesa reitera que pequenos fornecedores e/ou prestadores de serviços informais recebiam em espécie a fim de proteger a privacidade do ex-presidente, bem como evitar exposição desnecessária e riscos de fraudes”, disse em nota.

    “A defesa fará uma exposição detalhada de todos os custos, valores, saídas de recursos próprios do ex-presidente durante todo o período do mandato, nos 48 meses, a fim de evidenciar o quanto isso tudo se trata de uma perseguição política, com a apropriação e divulgação de vazamentos seletivos afim de constranger os envolvidos.”, completou.

    Wajngarten ainda diz que o objetivo da divulgação dessas informações é “tentar macular a imagem do ex-presidente”. “Na falta de fatos concretos, como a devolução de bilhões de reais, como ocorreu na Petrobras, tenta-se criar um escândalo com despesas corriqueiras. A verdade prevalecerá”.

    Já o advogado de Mauro Cid, Bernardo Fenelon, informou que “por respeito ao Supremo Tribunal Federal, se manifestará apenas nos autos do processo”.

    Fonte: EM