Ucrânia acusa Rússia por ataque cibernético à sua maior operadora móvel

A Ucrânia acusou, nesta terça-feira (12), os serviços secretos russos pelo grande ataque cibernético que paralisou os serviços da maior operadora móvel do país.

“Os serviços especiais da Federação Russa podem estar por trás deste ataque hacker”, disse a serviço de segurança da Ucrânia (SBU) em comunicado.

A maior operadora móvel do país, Kyivstar, que conta com 24,3 milhões de assinantes, publicou no Facebook que foi alvo de um “poderoso ataque de hackers” e que isso causou “uma falha técnica” que inviabilizou temporariamente o acesso à Internet e aos serviços de telefonia.

“Esta é uma guerra, não está acontecendo apenas no campo de batalha, mas também no espaço virtual e, infelizmente, somos afetados como resultado”, disse o CEO da Kyivstar, Oleksandr Komarov, em rede nacional.

“Vemos que o principal objetivo deste ataque é a destruição máxima possível da infraestrutura de TI da operadora. Eles alcançaram parcialmente esse objetivo”, acrescentou o representante da empresa, que vinculou o ataque à invasão russa.

O SBU afirmou que abriu uma investigação e enviou seus agentes aos escritórios da companhia.

O apagão afetou muitos outros serviços e empresas na Ucrânia, invadida pela Rússia em fevereiro de 2022.

O principal banco do país, Privatbank, informou que uma parte dos seus caixas eletrônicos e terminais foram afetados, segundo o site de televisão pública Hromadske.

Outra instituição financeira, Monobank, também afirmou ter sofrido um “ataque maciço”, segundo seu fundador, Oleg Gorokhovsky, no Telegram.

O ministro do Interior ucraniano, Igor Klymenko, disse que houve “falhas em grande escala” na rede Kyivstar e que deixaram “muitos assinantes” sem serviço.

Autoridades da cidade de Sumy, no nordeste do país, afirmaram que o sistema de alerta aéreo “não funcionará temporariamente”.

O serviço de inteligência militar ucraniano GUR declaro

Fonte: AFP

Mais um grupo de repatriados de Gaza chega ao Brasil

Mais um grupo de brasileiros repatriados da Faixa de Gaza chegou ao Brasil na madrugada desta segunda-feira (11). A aeronave KC-30, da Força Aérea Brasileira (FAB), decolou do Cairo, capital do Egito, às 19h03 (hora local) de domingo (10) e pousou às 3h47 na Base Aérea de Brasília, onde o grupo foi recebido por autoridades brasileiras. Foram cerca de 15 horas de voo.

O grupo é formado por 48 pessoas, sendo 11 com dupla cidadania (Brasil-Palestina) e 37 palestinos, parentes de cidadãos brasileiros. São 27 crianças e adolescentes, 17 mulheres, incluindo duas idosas, e quatro homens adultos. Uma jovem de 22 anos que já estava no Egito se juntou aos resgatados de Gaza e embarcou neste mesmo voo. Ela é filha de uma das integrantes do grupo de repatriados em Gaza.

No último sábado (9), eles receberam autorização para cruzar a fronteira de Rafah, no sul de Gaza, em direção ao Egito, de onde seguiram de ônibus até o Cairo. Na capital egípcia, foram recebidos por diplomatas brasileiros na capital do país e embarcaram para o Brasil.

Segundo o Itamaraty, da lista de 102 pessoas enviada pelo Brasil às autoridades israelenses, 24 não tiveram autorização para cruzar a fronteira, incluindo sete plaestino-brasileiros. A maioria dos barrados é de homens. O governo brasileiro não soube informar o motivo de eles terem sido impedidos, por Israel, de atravessar a fronteira. No momento, segundo o Palácio do Planalto, não há previsão de novo voo de repatriação.

“Em um primeiro momento, eles ficarão de dois a três dias em Brasília. A primeira etapa é do apoio psicológico, de imunização, de estabelecer contato com familiares e parentes e a questão da documentação. Alguns vão para as casas de familiares e amigos. Os que estiverem sem referência serão abrigados no Sistema de Assistência Social em instituições em que tenham todo o apoio de acolhimento e alimentação. Um suporte para reconstituírem a trajetória, já que vêm de situação bastante complexa”, afirmou o secretário nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), André Quintão.

Uma das repatriadas que desembarcou em Brasília é Yasmeen Rabee, irmã de Hasan Rabee, que veio antes com a esposa e os filhos em outro voo que trouxe brasileiros de Gaza.

“Bombardearam nossa casa, ficamos sem comida e sem um lugar fixo para morar”, disse Yasmenn, que veio agora com a mãe. Perguntada sobre a situação em Gaza, a principal zona de ataques, ela se emocionou. “A situação é terrível, você dorme sem saber se vai acordar. Perdi muitos amigos, minha tia e os filhos dela”, relatou.

No dia 13 de novembro, após dias de tensão e negociação, os primeiros 32 brasileiros resgatados de Gaza desembarcaram no país, ocasião em que foram recebidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília.

Voltando em paz
Desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, em outubro, o governo brasileiro já retirou 1.524 brasileiros e palestino-brasileiros da Faixa de Gaza e de cidades israelenses, incluindo 53 animais domésticos. No total, a FAB já realizou 11 voos de repatriação por meio da Operação Voltando em Paz.

Fonte: Agência Brasil

Brasil assume presidência do G20 pelos próximos 12 meses; país também assume o B20

O Brasil assumiu nesta sexta-feira (1º) a presidência rotativa do G20 até o dia 30 de novembro de 2024 com três eixos principais: o combate à fome, à pobreza e à desigualdade; as três dimensões do desenvolvimento sustentável — econômico, social e ambiental; e a reforma da governança global. Para o professor de economia da Universidade de Brasília (UnB) Alexandre Andrada, o país precisa saber aproveitar a presidência para buscar investimentos para setores e temas de interesse nacional.

“Pode ser útil atrair atenção para os grandes temas da economia brasileira, coisas que o mundo olha para a gente com interesse, que tem interesse em investir aqui, como as questões de floresta, de agricultura sustentável, matérias-primas, petróleo. Mas são questões que dificilmente vão ter um impacto de curto prazo. Pode ser que sabendo aproveitar essa presidência, chamar atenção para esses setores, começar algumas conversas que se tornem investimentos no médio e no longo prazo”, ressalta o professor.

Fundado em 1999, o Grupo dos 20 (G20) é o principal fórum de cooperação econômica internacional composto pelas principais economias desenvolvidas e em desenvolvimento do mundo. São 19 países — Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, República da Coreia, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos  — a União Europeia e, a partir deste ano, também a União Africana. O G20 responde por cerca de 85% do PIB mundial, 75% do comércio internacional e 2/3 da população mundial.

B20

Já o braço empresarial do grupo, o B20, será presidido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que representa o setor privado no fórum desde 2010 e, agora, terá um papel estratégico nas decisões. Segundo a CNI, o B20 conecta a comunidade empresarial aos governos dos países do G20 “com a missão de construir e propor recomendações relevantes para o setor privado de forma que influencie o processo de tomada de decisões nas pautas prioritárias nos países do G20”.

O professor Alexandre Andrada explica que o fórum internacional tem como objetivo o debate entre os representantes das principais economias do mundo. “Acaba também envolvendo debates em torno das questões econômicas, empresariais desses países, buscas de acordos, de iniciativas, de programas conjuntos”, afirma.

O B20 terá o “crescimento inclusivo para um futuro sustentável” como tema com cinco pilares: promover o crescimento inclusivo e combater a fome, a pobreza e as desigualdades; promover uma transição justa para “net-zero”; aumentar a produtividade por meio da inovação; promover a resiliência das cadeias globais de valor; e valorizar o capital humano. O presidente da CNI, Ricardo Alban, destaca a importância de estar à frente do fórum.

“Alinhamos o processo com as prioridades do G20 e estamos preparados para representar assertivamente os interesses da comunidade empresarial global. O B20 Brasil é um fórum no qual nos engajaremos, concentrando esforços em áreas como inclusão social, combate à fome, transição energética e desenvolvimento sustentável”, pontua.
Fonte: Brasil 61

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Jovem natural de Minas Gerais foi morta pelo namorado também brasileiro no EUA

Uma brasileira foi morta pelo namorado nesta quarta-feira (29), em Marlborough, Massachusetts, Estados Unidos. O homem, também brasileiro, cometeu suicídio depois do crime, segundo informações da polícia.

De acordo com informações da polícia local, a jovem foi mantida refém em casa pelo namorado. Ao chegar no imóvel, os policiais arrombaram a porta e encontraram Kethlen de Paula Alves, e o namorado Marlon Costa, 27 anos, mortos.

A mulher era de Governador Valadares (MG) e, o homem que era natural de Ipatinga, também em Minas.

A mãe de Kethlen foi até o local para fazer o reconhecimento, de acordo com a polícia.

De acordo com informações divulgadas por uma rádio da cidade, a suspeita é de que o casal havia terminado o relacionamento recentemente, mas Marlon não aceitava o fim da relação.

Segundo a rádio, vizinhos contaram que Ketlhen morava em um quarto alugado e que Marlon chegou na casa dela pela manhã. Os dois iniciaram uma discussão e ela começou a pedir socorro. Logo depois, eles contaram que escutaram disparos de arma de fogo.

Fonte: Agências e Click-PB

Imagem: Reprodução redes sociais

Presidente Lula se encontra com governante do Catar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua comitiva chegaram nesta quarta-feira (29) em Doha, no Catar, segunda parada na viagem que tem como objetivo central a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2.023, a COP28. O Catar é o último país que o petista visitará antes da ida aos Emirados Árabes Unidos, onde ocorre a convenção climática, em Dubai.

No Catar, Lula participa de um fórum com empresários brasileiros e cataris, além de reunião com o emir Tamim bin Hamad al-Thani, autoridade máxima do país. Além das relações comerciais, Lula deve tratar da retirada de brasileiros da Faixa de Gaza, em meio à guerra entre Israel e o grupo fundamentalista religioso Hamas.

Segundo o Itamaraty, ainda há 86 brasileiros e familiares em Gaza que querem deixar a região, bombardeada e invadida por Israel. O Catar é um dos principais articuladores da trégua humanitária e da retirada de civis da região.

Ministros e autoridades acompanham Lula

Até a última atualização desta matéria, o Planalto não havia divulgado a agenda oficial de Lula em Doha. Antes do Catar, o presidente estave na Arábia Saudita, onde participou de uma série de compromissos, como uma mesa redonda com empresários e integrantes dos governos e seminário da Embraer, e também assinou acordos de cooperação com a Arábia Saudita.

Acompanham Lula os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), Alexandre Silveira (Minas e Energia), Carlos Fávaro (Agricultura), Rui Costa (Casa Civil), além do assessor-chefe da Assessoria Especial da Presidência da República, Celso Amorim, bem como Jean Paul Prates (Petrobras), Aloizio Mercadante (BNDES), Jorge Viana (Apex Brasil) e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Fonte: CB

Lula embarca para Arábia Saudita, primeira parada de roteiro pelo Oriente Médio e Alemanha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarcou na tarde desta segunda-feira (27) para Riade, na Arábia Saudita, primeira parada de um roteiro pelo Oriente Médio e Alemanha, cujo principal compromisso será a participação na Conferência do Clima das Nações Unidas (ONU), a COP 28, nos Emirados Árabes.

Trata-se da primeira viagem do presidente, que tem 78 anos, após realizar uma cirurgia para colocar uma prótese no encaixe entre o fêmur direito e o quadril, há dois meses.

Lula programou o procedimento para estar apto a realizar o roteiro internacional, que também inclui uma passagem pelo Catar.

Lula vai retomar agenda internacional e deve ir à Cop 28 com comitiva de ministros

Encontro com príncipe herdeiro

Lula desembarca na terça-feira (28) em Riade e tem a previsão, conforme sua assessoria, de se reunir com o príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman (MBS), considerado o principal dirigente do reino saudita.

Em junho, durante viagem a Paris, Lula cancelou um jantar que teria com o príncipe. O encontro em Riade visa aproximar o governo brasileiro dos sauditas, que tiveram relação próxima com a gestão de Jair Bolsonaro (PL), entre 2019-2022.

Lula tem interesse em atrair investimentos dos fundos árabes, financiados com recursos da exploração de petróleo, para obras do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ainda em Riade, o presidente também participará de eventos com empresários.

Doha

Lula deve seguir na quinta-feira (30) para Doha, onde participará de fórum com empresários e se encontrará encontro com o emir do Catar, Tamim bin Hamad al-Thani, autoridade máxima do país.

Um dos temas que devem ser abordados, conforme o Itamaraty, é a guerra entre Israel e Hamas, já que o Catar ajudou a intermediar a trégua no conflito para liberação de reféns.

COP 28

Lula participara a partir de sexta-feira (1º), em Dubai, nos Emirados Árabes, da Conferência do Clima das Nações Unidas, a COP 28.

O evento é considerado importante pelo governo brasileiros para captar recursos a fim de financiar a preservação de florestas e a transição energética. Lula entende que o Brasil tem condições de ser uma liderança global na área.

A nova meta deve passar a ser de redução de 53% das emissões até 2030 em relação às emissões de 2005, quando foi firmado o acordo de Paris.

A meta anterior se comprometia com corte de 50% das emissões até 2030. A meta para 2025 também será alterada: de 37% para 48%.

Berlim

Lula seguirá de Dubai para Berlim, com previsão de chegar no domingo (3) à capital da Alemanha para um jantar com o chanceler Olaf Scholz. No dia seguinte, os dois terão audiências de trabalho com a possibilidade de assinaturas de acordos entre Brasil e Alemanha em diferentes áreas.

Lula deve tratar com Scholz sobre as negociações para mudanças de trechos do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, anunciado em 2019, mas ainda em fase de revisão. Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai formam o bloco sul-americano.

O acordo só entrará em vigor após a aprovação pelos parlamentos dos países dos dois blocos. Os europeus apresentaram novas exigências na área ambiental e Lula defende mudanças no trecho sobre licitações feitas pelos governos.

O presidente deseja concluir essa revisão antes de encerrar o mandato rotativo à frente do Mercosul, no dia 7 de dezembro.

Fonte: G1