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Projetos de Lei de autoria do Executivo foram aprovados por maioria

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09A sessão foi presidida pelo vereador Presidente Saulo Germano e secretariada pelo vereador Saulo Noronha, com a presença dos 23 vereadores. Houveram participações no pequeno e grande expediente, além da apreciação e votação de 02 Projetos de Lei, de autoria do Poder Executivo. A sessão foi encerrada com aprovação dos projetos por maioria.

Os Projetos de Lei de Nº 262 e 263, autorizam a abertura de crédito suplementar no orçamento da Prefeitura de Campina Grande. O PL Nº 262 tem por finalidade abrir Crédito Suplementar ao Orçamento vigente da Prefeitura Municipal, até o limite de 20% (vinte por cento), além do valor autorizado na Lei Municipal Nº 9602 de 07 de Janeiro de 2025 – LOA com a finalidade de atender insuficiência nas dotações orçamentárias.

A proposta fundamenta-se na necessidade de adequação da gestão orçamentária à realidade da Administração Pública, que exige margem técnica suficiente para promover os ajustes e remanejamentos necessários ao longo da execução orçamentária, sem prejuízo à legalidade, transparência e controle por parte dos órgãos competentes.

Já o PL Nº 263 visa reforçar dotações orçamentárias em unidades gestoras da Administração Direta e Indireta, especificamente para a execução de ações de mídia institucional no exercício financeiro de 2025, considerando a necessidade de garantir a adequada divulgação dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos da administração pública, em atendimento aos princípios da publicidade e da transparência que regem a Administração Pública (art. 37 da Constituição Federal; art. 48 da LRF).

A autorização para abertura de créditos suplementares, não representa aumento de despesa, mas sim recomposição ou reforço de dotações orçamentárias já aprovadas, utilizando recursos disponíveis no próprio orçamento, conforme predispostos legais.

APRECIAÇÃO DOS PROJETOS

A vereadora Jô Oliveira pediu destaque ao PL Nº 262, que autoriza abertura de crédito suplementar até o limite de 20% (vinte por cento), além do valor autorizado na Lei Municipal Nº 9602. Ela relembrou que a lei mencionada foi alterada no ano de 2024, para o exercício de 2025, já autorizou a movimentação do orçamento no percentual de 10% (dez por cento do montante de dois bilhões de reais), sem que precisasse consultar o poder legislativo.

Agora, a vereadora registra que a CASA recebe um novo projeto, que acrescenta mais 20%, o que implica cerca de R$ 400 milhões de reais (quatrocentos milhões de reais). Com a aprovação, o prefeito terá autorização para movimentar ⅓ do orçamento sem aprovação e conhecimento dos vereadores acerca dos recursos que seriam movimentados.

Como exemplo de movimentações que acontecem com mais frequência, citou a retirada de recursos da Secretaria de Obras e que, além disso, tem a mesma finalidade no PL Nº 263.
Nesse sentido, a vereadora manifestou seu voto contrário e disse não questionar a importância das destinações, mas a constante retirada desta secretaria em específico, além da autorização do aumento da porcentagem.

Pr. Luciano Breno, da bancada governista, explicou que o governo tem como parâmetro o percentual do Governo Federal, por isso busca a adequação de 10% para 30%. Além disso, enfatizou que a CASA continuará cumprindo seu papel de fiscalização, assim como os órgãos de controle. O vereador também acrescentou que com a aprovação de uma margem legal, dentro dos parâmetros, se autoriza a recomposição ou reforço de dotações orçamentárias, sem prejudicar a gestão em uma eventual emergência.

Waléria Assunção acrescentou a importância da transparência de como os recursos estão sendo geridos e disse que a sua assessoria está tendo dificuldade para obter informações a respeito das obras executadas pela secretaria de obras. Questionando a prioridade da aplicação dos recursos, citou a inauguração de uma obra inacabada no bairro da Liberdade e Jardim Paulistano, além da ampliação da área do Parque do Povo que também não foi concluída. Nesse sentido, também citou o remanejamento de recursos da secretaria de obras para divulgação do São João, pontuando ser um evento que também conta com recursos privados.

Saulo Noronha e Severino da Prestação informaram que o percentual de remanejamento no Governo Estadual é de 30% e em inúmeros municípios do estado da Paraíba e do país já é este percentual. Anderson Almeida explicou que não se posiciona contra o remanejamento de recursos, mas justificou o valor do recurso que não passará pela aprovação do Poder Legislativo. Dessa forma, fez o encaminhamento contrário a aprovação do projeto que prevê essa adequação do percentual, passando de 10% para 30%.

Os dois projetos foram aprovados por maioria, com 13 votos favoráveis da bancada governista e da oposição, além de 09 votos contrários de vereadores integrantes da bancada de oposição.

Os vereadores Frank Alves, Dinho Papa-Léguas, Rafafá, Severino da Prestação e Olimpio Oliveira participaram do pequeno expediente e os vereadores Alexandre do Sindicato e Saulo Noronha participaram do grande expediente.

Fonte: Ascom

Foto: Josenildo Costa/CMCG

CMCG realiza Audiência Pública para debater o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher

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Foi realizada na noite desta terça (08), na Câmara Municipal de Campina Grande, uma Audiência Pública para debater sobre a Saúde da Mulher. Na oportunidade, foram comemorados o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução de Mortalidade Materna, foram propostas pela vereadora Jô Oliveira (PCdoB).

O evento contou com a presença de autoridades locais, representantes de órgãos públicos e membros da sociedade civil, todos reunidos para debater questões urgentes relacionadas à saúde das mulheres e à redução de índices de mortalidade materna e neonatal.

A mortalidade materna é um dos indicadores mais críticos da saúde pública de um país, refletindo diretamente a qualidade dos serviços de saúde e o acesso das mulheres ao cuidado adequado durante a gestação e o parto. A violência obstétrica, por sua vez, é uma violação dos direitos humanos e da dignidade da mulher, impactando a experiência do parto e podendo trazer consequências físicas e emocionais duradouras.

Discutir essas questões é fundamental para a construção de políticas públicas que garantam uma gestação e partos seguros, como também o respeito e a humanização no atendimento à saúde das mulheres. O debate realizado na Casa de Félix Araújo trata-se de uma ferramenta crucial para sensibilizar a sociedade e o poder público a agirem de maneira efetiva para proteger a vida e os direitos das mulheres.

A Audiência Pública foi marcada por discursos importantes e pela presença de figuras públicas e institucionais que contribuíram para enriquecer o debate. Entre os presentes: o presidente do Poder Legislativo Campinense, vereador Saulo Germano (Podemos), demais vereadores da casa, autoridades públicas e diversos representantes da sociedade civil. A Mesa foi composta por: Cida Ramos, deputada estadual; Joelma Lira, superintendente do Ministério da Saúde da Paraíba; Bertrand Asfora Filho, coordenador do setor jurídico da Secretaria de Saúde; e José Alípio Bezerra de Melo, defensor público, entre outros convidados.

Em sua fala de abertura, a vereadora Jô Oliveira expressou sua gratidão pela presença de todos e destacou a relevância do debate. “Eu quero agradecer a todos os vereadores e vereadoras que estão aqui conosco para ouvir as pessoas que se colocaram à disposição para discutir a saúde das mulheres, a mortalidade materna e também a violência obstétrica”, afirmou Jô. A vereadora ressaltou que, embora a violência obstétrica seja um problema enfrentado por muitas mulheres em todo o Brasil, é preciso atenção especial para a situação em Campina Grande.

Ainda durante sua fala, Jô Oliveira mencionou os dados alarmantes sobre a mortalidade materna, revelando que, apenas este ano, 16 mulheres foram vítimas desse problema. “É importante que a Câmara se una para buscar soluções, para que outras mulheres e famílias não se tornem vítimas também”, declarou a vereadora.

Ela também destacou a importância de o poder público trabalhar para garantir que o parto seja um processo seguro e respeitoso para todas as mulheres.

A parlamentar também fez questão de agradecer às diversas entidades que estiveram presentes na sessão e ressaltou a importância da colaboração entre todos os envolvidos na questão da saúde das mulheres. “O que a sociedade mais cobra da gente, enquanto sujeitas, é exatamente a capacidade de parirmos e que nesse parir a gente tenha a garantia e a certeza que faremos isso de forma tranquila e que traremos os nossos filhos ao mundo com tranquilidade para que possamos ter condições de criá-los e criá-las como cidadãos e cidadãs”. Afirmou Jô.

A participação ativa de profissionais relacionados e interessados na busca por resoluções sobre os temas tratados no parlamento mirim, como também representantes de movimentos sociais e da sociedade como um todo, foram importantes na busca por melhorias na saúde e bem estar das mulheres, principalmente nesses momentos de vulnerabilidade na hora do parto. Propostas foram apresentadas durante as discussões para buscar soluções mais palpáveis, sobre os temas tratados, na busca de políticas públicas eficazes que promovam a saúde integral da mulher, além de medidas para combater a violência obstétrica e garantir a redução da mortalidade materna.

Ao final da audiência, os participantes reforçaram o compromisso de seguir lutando pela melhoria da saúde das mulheres e pela implementação de políticas públicas que assegurem o direito das mulheres a um parto seguro e respeitoso.

Fonte: Ascom

Foto: Josenildo Costa/CMCG

Vereadora Waléria Assunção preside sessão que debate problema da falta de água em CG

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Na manhã desta quarta-feira (26), a Câmara Municipal de Campina Grande realizou uma Audiência Pública para discutir a constante falta de água em diversos bairros e distritos da cidade. A sessão foi presidida pela vereadora Waléria Assunção (PSB) e secretariada pelo vereador Anderson Almeida (PSB). O autor da propositura foi o vereador Alexandre do Sindicato (União Brasil). Estiveram presentes, vereadores, membros da sociedade. A mesa foi composta por: Lucílio Vieira, gerente regional da CAGEPA; Jéssica Priscila Santana Cavalcante, diretora de controle Urbano e representante da CEPLAN; Gustavo Ulisses Engenheiro fiscal de obras e representante da SECOB; José Borges, Diretor do DNR da SECOB; Larissa Santana Batista, prefeita da prefeitura Universitária da UFCG Universidade Federal de Campina Grande. Dentre outros convidados

A problemática da irregularidade no abastecimento de água tem sido levantada recorrentemente por parlamentares da Casa de Félix Araújo. De acordo com as reclamações da população, os locais mais afetados incluem os bairros do Serrotão, Bela Vista, Alto Branco, Malvinas, e os sítios Gaspar, Félix Amaro, Capim Grande, além do distrito de São José da Mata, entre outros.

Para debater a questão, representantes da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (CAGEPA) e de associações de bairros foram convidados a participar da sessão. O vereador Alexandre Pereira destacou a importância da audiência como resposta às demandas da população. “Antes de mais nada, é preciso destacar que temos plena consciência de que nenhum serviço é perfeito, mas a cobrança pela excelência é um direito do consumidor e um dever do fornecedor”, afirmou.

Pereira também criticou a falta de comunicação prévia da CAGEPA sobre os cortes no abastecimento. “Convocamos essa audiência pública, inicialmente, para de fato ouvir respostas da CAGEPA quando a recorrente falta de água em bairros de Campina Grande (…) pior é que nem sempre a CAGEPA comunica, de maneira prévia, ou agiliza a comunicação logo ao identificar algum problema que demande o fechamento do sistema”. pontuou o parlamentar.

O gerente regional da CAGEPA, Lucílio Vieira, representando a empresa, reconheceu as dificuldades enfrentadas e afirmou que a empresa busca constantemente melhorar seus serviços. “Nosso trabalho é diuturno para garantir o melhor abastecimento possível. Temos falhas, mas lutamos para prestar um serviço de qualidade à população”, declarou.

Lucílio Vieira explicou que, segundo contrato de programa firmado pela empresa e a administração municipal, a CAGEPA é responsável pelo abastecimento da área urbana de Campina Grande e de alguns distritos, enquanto as áreas rurais são de responsabilidade da Prefeitura Municipal como também a drenagem pluvial e coleta de resíduos sólidos. O gerente também destacou a parceria firmada entre a CAGEPA e a prefeitura para garantir o fornecimento de água às comunidades rurais de responsabilidade do município.

O mesmo apresentou um breve histórico sobre a evolução do abastecimento de água na cidade, Vieira mencionou que, desde 1907, Campina Grande passou por diversas transformações, saindo do abastecimento por cisternas (águas pluviais) com águas do Açude Novo mais a fonte do Louzeiro para a captação e distribuição de água a partir do reservatório de Boqueirão, em 1958. Atualmente, a cidade conta com um complexo sistema de adutoras que trazem água tratada até os consumidores.

O gerente regional da CAGEPA garantiu que a empresa possui capacidade para atender à demanda da cidade, mas ressaltou que ajustes e melhorias são necessários para melhorar o atendimento à população. “Não fazemos um serviço nota 10, mas buscamos constantemente avançar para atender bem a população”, Frisou. Ele destacou que a cidade faz parte do Sistema Integrado e que esse sistema abastece também outras cidades, como Queimadas, Maçaranduba, Lagoa Seca, Matinhas dentre outras

Ele destacou a melhorias que estão sendo planejadas para o futuro: “Nós temos agora algumas ações. para isso, vamos fazer a instalação, a implantação da terceira adutora de água bruta. Nós temos a ampliação da ETA Gravatá e a ampliação de rede de distribuição. Nós estamos com a recuperação de reservatório e a implantação de setorização (redução de perdas). A setorização do sistema de abastecimento de água é muito importante. Primeiro, para questão de redução de perdas e segundo pra que você possa diminuir o máximo possível das áreas que ficam sem abastecimento quando você tem um problema de vazamento (…) quando um vazamento é numa rede de ferro, ao invés de simplesmente retirar aquele vazamento, nós fazemos a opção pela troca de toda a tubulação, aproveitando assim para fazer esse serviço de substituição”. Finalizou destacando que muitas vezes é preciso abrir uma vala maior, fazendo um serviço que incomoda alguns, mas que o resultado é melhor e mais duradouro.

A Audiência Pública reforçou a necessidade de aprimoramento nos serviços prestados e de uma comunicação mais eficiente entre a CAGEPA e os moradores de Campina Grande. Os parlamentares campinenses continuarão buscando soluções para beneficiar a população e irão acompanhar a situação, cobrando soluções para garantir o abastecimento regular de água na cidade.

Acesse a sessão completa por meio do Canal Oficial do youtube (@camaracgoficial). Confira também o andamento das matérias que tramitam no SAPL – Sistema de Apoio ao Processo Legislativo.

Fonte: Ascom

Imagem: Josenildo Costa/CMCG

Waléria Assunção preside sessão que discutem problemas na saúde pública e cobram investigação no caso do ISEA

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Na manhã desta quarta-feira (26), a Câmara Municipal de Campina Grande realizou a 18ª sessão ordinária da 1ª sessão legislativa da 19ª legislatura. A sessão foi presidida pela vereadora Waléria Assunção (PSB) e secretariada pelo vereador Saulo Noronha (MDB), contando com a presença de 19 parlamentares da Casa de Félix Araújo.

No início da sessão, os vereadores prestaram suas condolências ao presidente da Casa Legislativa, vereador Saulo Germano, pelo falecimento de seu pai, o ex-vereador Severino Germano. Logo após, os parlamentares centraram suas discussões nos problemas enfrentados pelo setor de saúde no município, com destaque para a situação da maternidade municipal, ISEA (Instituto de Saúde Elpídio de Almeida).

Os vereadores lamentaram profundamente o falecimento de Danielle Cristina Morais e de seu filho, Davi Elô. A criança nasceu sem vida após parto no ISEA e a mãe veio a óbito devido a complicações médicas. Os parlamentares cobraram investigações rigorosas para identificar os responsáveis pelo ocorrido e garantir que situações semelhantes não voltem a ocorrer.

A vereadora Jô Oliveira (PCdoB) abriu o pequeno expediente reforçando a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa dos serviços de saúde do município. “Vamos unir forças para que essa morte não fique impune”, afirmou. Ela também ressaltou a importância de combater a violência obstétrica e garantir um atendimento mais humanizado às gestantes. “A morte de Danielle trás reflexões (…) Uma família destruída em cerca de 25 dias”.  A vereadora destacou que o ocorrido não pode ser desfeito, mas que o Poder Legislativo deve agir para que casos como o de Danielle não voltem a acontecer.

A vereadora Waléria Assunção (PSB) reforçou a gravidade do caso e destacou o impacto emocional sobre as famílias. “Só quem passa sabe o que sente. Um sonho que se desfez em poucos dias”, lamentou. Ela também pediu investigação rigorosa e justiça para os familiares de Danielle.

O vereador Olimpio Oliveira (Podemos) reforçou as cobranças para que o poder executivo municipal se posicione sobre a situação da saúde pública, em geral, e principalmente sobre o ocorrido na maternidade municipal. “Precisamos de explicações” pontuou.

O vereador Pimentel Filho (PSB) defendeu a necessidade de investigação, mas ponderou que não se pode criminalizar o ISEA, destacando a importância da maternidade que trouxe muitas vidas ao mundo. “Não podemos criminalizar o ISEA, ali nascem vidas diariamente, mas não podemos ficar calados com o que está acontecendo” Destacou

Ele ainda mencionou suspeitas de negligência em outros casos, como a morte de uma criança no Hospital da Criança e de um paciente na UPA do Dinamérica. “É preciso apurar as responsabilidades do que aconteceu”, enfatizou. O parlamentar solicitou a abertura de sindicância para a devida investigação. “Nós estamos falando de sonhos que foram interrompidos e essa casa não pode se calar” finalizou.

Os parlamentares concluíram o debate destacando a necessidade de uma atuação mais firme na fiscalização da saúde pública municipal, garantindo que vidas não sejam perdidas por falhas no atendimento médico.

Fonte: Ascom

Imagem: Josenildo Costa/CMCG

‘Lei Larissa Manoela’: entenda projeto que pode limitar acesso dos pais a dinheiro dos filhos

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A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira, 25 de março, um projeto que descreve condutas abusivas dos pais na administração dos bens dos filhos. Permite à Justiça limitar o acesso a esses recursos para proteger o interesse de crianças e adolescentes.

O texto agora segue para o Senado e assim sendo, se aprovado, vai para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Caso Larissa Manoela

A proposta de lei foi inspirada na cantora e atriz Larissa Manoela. O projeto foi protocolado um dia depois de a artista revelar, em entrevista ao Fantástico, que estava abrindo mão de todo o dinheiro que acumulou em 18 anos de carreira. Isso ocorreu por causa de uma briga com o pai e a mãe.

A artista ainda mais abriu mão de patrimônio estimado em R$ 18 milhões. Ela contou que não tinha acesso no dia a dia ao próprio dinheiro. Além disso, relatou brigas envolvendo, entre outras coisas, pedidos negados de transferência por PIX.

O que diz o projeto?

O texto fala sobre o direito de crianças e adolescentes à proteção contra condutas abusivas dos pais ou de pessoas que administram os bens dos menores. Isso vale independente da origem dos recursos, como atividades artísticas, esportivas ou intelectuais, entre outras.

Como é definida a conduta abusiva?

Conforme o projeto, a conduta abusiva dos pais será configurada:

  • por meio da utilização indiscriminada, a vedação do acesso, sem justo motivo, ao proveito econômico obtido pela criança ou adolescente; e
  • pela apropriação indevida dos recursos.

Ainda de acordo com a proposta, a gestão patrimonial da criança ou do adolescente deve ser realizada de forma responsável. Deve atender aos interesses dos menores, à sua formação e ao seu bem-estar.

Os pais vão precisar prestar contas?

Sim. De acordo com o projeto, a gestão do patrimônio dos filhos deverá observar os princípios da legalidade e transparência. A prestação de contas deve ser realizada, no mínimo, a cada dois anos, ou então nos termos de uma decisão judicial.

Se identificada a conduta abusiva na gestão patrimonial, a Justiça poderá então tomar três decisões:

  • restringir o acesso dos pais aos recursos financeiros oriundos das atividades da criança ou do adolescente;
  • criar uma reserva especial de parcela dos recursos financeiros provenientes das atividades dos menores;
  • realizar auditoria periódica nas contas, bens e investimentos relacionados a recursos oriundos das atividades da criança ou do adolescente.

O texto obriga os pais a apresentar uma caução?

Conforme haja ameaça ao patrimônio dos filhos, sim. A proposta altera então o Código Civil para condicionar a continuação da administração dos bens do filho pelos pais à prestação de caução ou fiança idônea.

Fonte: G1

Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba, mantém condenação a homem, por crime de perseguição contra mulher

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A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba manteve a condenação de um homem acusado de perseguir e ameaçar sua madrasta, no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. O recurso teve a relatoria do juiz convocado Miguel de Britto Lyra Filho.

O Ministério Público denunciou o acusado pela prática do crime previsto no artigo 147-A, §1º, II, do Código Penal, combinado com o artigo 5º, I e II, da Lei 11.340/06 (Lei Maria da Penha). Segundo a acusação, entre janeiro de 2022 e fevereiro de 2023, no município de Patos, o denunciado perseguiu reiteradamente sua madrasta, ameaçando sua integridade e perturbando sua esfera de liberdade.

A denúncia aponta que, após o falecimento do pai do acusado, teve início uma disputa pelos bens deixados. O denunciado passou a comparecer constantemente à residência da vítima, batendo insistentemente à sua porta, ameaçando-a de morte e tentando intimidá-la. Diante desse contexto, a Justiça concedeu medida protetiva de urgência em favor da vítima.

Em primeira instância, o réu foi condenado a nove meses de reclusão, em regime aberto, além do pagamento de 15 dias-multa. A pena foi suspensa pelo período de dois anos, permitindo que o acusado recorresse em liberdade.

Ao analisar o caso, o relator do processo nº 0803395-93.2023.8.15.0251 destacou que as provas reunidas no inquérito policial, a concessão das medidas protetivas e os depoimentos colhidos corroboram a materialidade e autoria do delito. O magistrado enfatizou a importância do depoimento da vítima, dada a natureza dos crimes de violência doméstica, que frequentemente ocorrem sem testemunhas oculares.

“Não há que se falar em absolvição do apelante, isso porque é robusto o acervo probatório constante do caderno processual em atribuir a autoria do delito que lhe foi imputado, visto que houve a efetiva prática delitiva entre o denunciado e a vítima, sendo os fatos corroborados com as demais provas juntadas ao processo”, afirmou o relator.

Quanto à dosimetria da pena, o juiz convocado Miguel de Britto Lyra destacou que a sentença seguiu os parâmetros legais estabelecidos pelo Código Penal, sem apresentar qualquer irregularidade que justificasse sua revisão. “O magistrado fundamentou corretamente a pena base, declinando, motivadamente, as suas razões, com arrimo em elementos concretos, as circunstâncias judiciais, em conformidade com o critério trifásico e demais regras pertinentes, não havendo qualquer inadequação que mereça ser sanada nesta sede recursal, devendo ser mantida como lançada originariamente.

Da decisão cabe recurso.

Fonte: TJPB

Vereador de Santa Rita é liberado após pagar fiança de R$ 22 mil e setecentos reais, por porte irregular de arma

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O vereador João Alves (PSDB), do município de Santa Rita, foi liberado após pagamento de fiança no valor de R$ 22.700,00, na noite de ontem, quarta-feira, dia 26 de março, após ser detido por porte irregular de arma de fogo. A prisão ocorreu durante uma abordagem da Polícia Militar no bairro de Bebelândia, onde o parlamentar realizava uma ação social.

De acordo com a polícia, no veículo de João Alves foi encontrada uma pistola acompanhada de 40 munições não deflagradas. O vereador afirmou que a arma era de uso pessoal e que atua também como advogado criminalista, utilizando o armamento para segurança própria.

Ainda segundo o vereador, a documentação da arma estava vencida, e ele estaria em processo de regularização. Após ser conduzido à 6ª Delegacia Distrital de Santa Rita e prestar depoimento, a autoridade policial determinou a liberação mediante o pagamento da fiança.

Fonte/ Foto: Blog do Maurílio Júnior

Atenção, Paraíba! Inscrições para o PAC Saúde 2025 vão até 31 de março

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Estados e municípios têm até 31 de março para se inscreverem na edição 2025 do PAC Seleções da Saúde. O investimento de R$ 5,8 bilhões deve financiar a construção de 945 novas unidades de saúde e a aquisição de 18,9 mil equipamentos para Unidades Básicas de Saúde (UBSs), além de ambulâncias e unidades odontológicas móveis. O objetivo do Governo Federal é fortalecer a infraestrutura do Sistema Único de Saúde (SUS). As inscrições devem ser feitas pela plataforma Transferegov.br.

Propostas para a Paraíba

  • O estado da Paraíba pode apresentar até quatro propostas para a construção de novas Policlínicas. Além disso, três municípios, incluindo a capital, João Pessoa, podem enviar propostas.
  • 56 municípios paraibanos têm a possibilidade de encaminhar uma proposta para a construção de Centros de Atenção Psicossocial, além do estado.
  • 33 municípios podem encaminhar uma proposta para a renovação da frota de ambulâncias do SAMU 192, além do estado.
  • 22 municípios também podem apresentar uma proposta para a expansão da frota de ambulâncias do SAMU 192, além do estado
  • Todos os municípios paraibanos podem apresentar propostas para a construção de novas Unidades Básicas de Saúde e Unidades Odontológicas Móveis.
  • Além disso, os municípios do estado podem solicitar um ou mais combos de equipamentos para UBS, bem como kits de teleconsultas, de acordo com o porte populacional.
Faixa Populacional do município
Máximo de kits/combos que podem ser solicitados por município
Até 10 mil hab.
1
Acima de 10 mil até 20 mil hab.
2
Acima de 20 mil até 50 mil hab.
4
Acima de 50 mil até 100 mil hab.
8
Acima de 100 mil até 500 mil hab.
11
Acima de 500 mil hab.
18

Manual de seleção

Para participar do processo seletivo, os gestores municipais e estaduais devem preencher uma Carta-Consulta, manifestando interesse em receber apoio financeiro ou equipamentos em uma ou mais das modalidades disponíveis, podendo ser necessário o envio de outros documentos. O preenchimento é de responsabilidade exclusiva do gestor ou aquele indicado para o exercício desta prerrogativa.

PAC Seleções-Saúde 2025 ampliará e modernizará a rede de atendimento, suprindo demandas prioritárias em diferentes regiões do país. O investimento visa melhorar a capacidade de atendimento dos serviços públicos de saúde, garantindo mais eficiência e estrutura para os profissionais e pacientes. Os gestores devem ficar atentos aos prazos e exigências do processo para garantir a participação e o acesso aos recursos destinados ao fortalecimento da saúde pública.

O Ministério da Saúde elaborou para os gestores um Manual de Orientações sobre essa nova edição do PAC Seleções da Saúde, com o intuito de detalhar e explicar todos os procedimentos previstos no edital. O documento vai ficar disponível para acesso nos sites do Ministério da Saúde e do Fundo Nacional de Saúde (FNS).

Critérios de seleção

O PAC Seleções avança para sua segunda edição com critérios específicos de seleção definidos pela pasta. Cada modalidade possui critérios próprios e durante a análise das propostas, alguns podem ser decisivos para a aprovação das propostas.

O município que já foi selecionado em 2024 pode participar. Porém, poderá ser dada prioridade para aqueles que estiverem com bom andamento nos processos de licitação das obras para as quais foram selecionados. Para isso, será considerada a publicação do edital de licitação até o dia 15 de abril de 2025.

Para essa edição do PAC Seleções, poderão ser priorizadas propostas dos estados e municípios que repactuaram ou reativaram suas obras aderindo ao Pacto Nacional de Retomada de Obras Inacabadas e Paralisadas.

Para mais informações do PAC Saúde 2025, acesse a Portaria

Canais de apoio aos gestores

Fonte: Ministério da Saúde

Paraíba vai receber 112 mil doses da vacina contra a gripe

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O Ministério da Saúde começou a distribuir 35 milhões de doses de vacinas contra a gripe para todos os estados das regiões Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Sudeste, até o final de abril. A primeira leva, de 5,4 milhões de doses, já chega nesta sexta-feira (21). Desse total, 112 mil serão entregues ao estado da Paraíba. A previsão para o início da campanha de reforço da vacinação é em 7 de abril para todo o público-alvo. A estratégia será mantida ao longo do ano, indo além das campanhas sazonais e se integrando ao Calendário Nacional de Vacinação.

Para marcar o início da operação, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, supervisionou a entrega em Brasília, onde detalhou à imprensa como funcionará o plano de vacinação contra influenza para 2025 e destacou sobre a importância de se vacinar. “O público prioritário que comparecer a unidade de saúde para qualquer atendimento, terá a vacina de Influenza à disposição o ano todo. Nosso objetivo é fazer com que o Brasil tenha o maior e mais diverso sistema vacinal do mundo. Nossa meta é imunizar 90% do público prioritário e vamos disponibilizar vacina para isso”, destaca Alexandre Padilha, ministro da Saúde.

Para além dos grupos prioritários que já fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação como crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos a partir de 60 anos, o público-alvo da estratégia também é formado por:

  • Trabalhadores da Saúde;
  • Puérperas;
  • Professores dos ensinos básico e superior;
  • Povos indígenas;
  • Pessoas em situação de rua;
  • Profissionais das forças de segurança e de salvamento;
  • Profissionais das Forças Armadas;
  • Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade);
  • Pessoas com deficiência permanente;
  • Caminhoneiros;
  • Trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso);
  • Trabalhadores portuários
  • Funcionários do sistema de privação de liberdade;
  • População privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas  (entre 12 e 21 anos).

Apesar do início oficial da vacinação estar marcado para o dia 7 de abril, o Ministério da Saúde recomenda que estados e municípios iniciem a estratégia assim que receberam as doses do imunizante.

Vacinação 

Para a vacinação de 2025, o Ministério da Saúde adquiriu 73, 6 milhões de doses. No primeiro semestre, está prevista a distribuição de 67,6 milhões doses para as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. No segundo semestre, serão distribuídas 5,9 milhões de doses para a Região Norte. O valor total do investimento é de R$ 1,3 bilhões, e o público-alvo é de 81,6 milhões de pessoas.

A meta é vacinar 90% dos grupos prioritários do Calendário Nacional de Vacinação, que incluem crianças, gestantes e idosos, com estimativa de público-alvo em cerca de 50 milhões de pessoas.

A campanha será realizada em dois momentos:  

  • Primeiro semestre: março/abril, nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul
  • Segundo semestre: setembro, na Região Norte, alinhando-se ao período de maior circulação viral na região.

Enquanto no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste o pico de casos ocorre no outono e inverno (abril a junho), na Região Norte, devido ao clima tropical e ao regime de chuvas, a maior circulação do vírus acontece no segundo semestre, geralmente entre setembro e novembro, o chamado “Inverno Amazônico”. Por isso, o Ministério da Saúde ajusta o calendário para garantir que a vacinação ocorra no momento mais estratégico, proporcionando maior proteção à população.

Eficácia da Vacina 

Estudo realizado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA aponta que no Brasil, e em mais quatro países da América do Sul, a vacinação contra a influenza reduz em 35% o risco de hospitalização associada ao vírus entre grupos de alto risco. Para pessoas com comorbidades, a redução foi de 58,7%. Já para crianças pequenas e idosos a redução foi de 39% e 31,2% respectivamente.

Proteção e segurança 

A vacina contra influenza de 2025 conterá as seguintes cepas: H1N1, H3N2 e B. A administração pode ser feita junto a outras vacinas do Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante é contraindicado para crianças menores de 6 meses e pessoas com histórico de anafilaxia grave após doses anteriores.

A influenza e a covid-19 continuam sendo ameaças para a saúde pública, especialmente para as pessoas não vacinadas. Em 2024, a cobertura vacinal do público prioritário foi 48,89% na região Norte e 55,19% nas demais regiões. O Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação e conta com a participação de toda a população. Vacinar-se é um ato de cuidado próprio e coletivo. As vacinas são seguras, eficazes e gratuitas.  

Fonte: Ministério da Saúde

Educação infantil: 35% dos municípios com filas de espera em creches não adotam critérios de priorização

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Levamento realizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) revela que 35% dos municípios brasileiros que possuem filas de espera em creches não adotam critérios de priorização. O dado da auditoria foi apresentado pelo órgão na quarta-feira (19).

Na avaliação do ministro Bruno Dantas, as creches são essenciais para a formação social das crianças, além de contribuírem para que os pais entrem ou permaneçam no mercado de trabalho.

“Para as famílias, especialmente as mais vulneráveis, as creches representam um suporte indispensável que facilita a inserção dos pais ou responsáveis no mercado de trabalho, contribuindo para a geração de renda e melhoria das condições de vida”, destacou.

A declaração foi dada durante a sessão plenária, que também avaliou a efetividade das obras do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância).

A doutora em educação e professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), Catarina de Almeida Santos, entende que o ideal é que toda criança que demande essa vaga consiga ter acesso à creche. Porém, diante das dificuldades, ela defende que pelo menos haja transparência em relação aos critérios para disponibilidade dessas vagas.

“Se nós não temos critérios estabelecidos, o atendimento pode ser por indicação, indicação política, pode ser por conhecer alguém de dentro do sistema. Então, é muito importante que se diga quantas vagas estão disponíveis, quais critérios serão utilizados e obviamente que, junto com isso, que haja uma pressão para o sistema de ensino, o que requer toda uma ação do Estado com um todo, para fazer com que não precise de processos seletivos para entrar na creche”, pontua.

Situação sobre falta de vagas em creches

De acordo com o “Levantamento Nacional Retrato da Educação Infantil no Brasil: acesso e disponibilidade de vagas”, apresentado em agosto do ano passado, há cerca de 632 mil registros de crianças em fila de espera para creche, em todo o país. No caso dos municípios, 2.445 deles têm fila de espera nessa etapa.

Desse total, 88% alegam ter espera por falta de vagas. Em relação à pré-escola, há 78 mil registros de crianças que não frequentam essa etapa de ensino; 50% desse total não estão matriculadas por falta de vagas.

Registro de crianças na fila por vaga em creche por região

  • Sudeste – 212.571
  • Nordeste – 124.369
  • Sul – 123.319
  • Norte – 94.327
  • Centro-Oeste – 78.177

Além disso, dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua Educação 2023), estimam que aproximadamente 2,3 milhões de crianças de zero a três anos estejam fora das creches no Brasil. Entre os motivos para esse quadro estão falta de vagas, localização distante das escolas ou a não aceitação dos alunos devido à idade.

Um dos estados em que a situação relacionada às filas para creches está delicada é Sergipe. No último dia 12 de março, o Ministério Público Federal (MPF) promoveu reunião para tratar da falta de vagas em creches públicas no estado, assim como da falta de estrutura para receber alunos com necessidades especiais.

Na ocasião, foram apresentados dados informando que, na unidade da federação, 5.322 crianças estão na fila em busca de vagas em creches públicas. Do total, 1.678 têm até dois anos de idade, 1.261 têm um ano, 1.211 têm 3 anos, 977 têm até 11 meses e 195 têm 4 anos de idade.

Dos 75 municípios sergipanos, 31% têm fila de espera em creches e 78% relatam que as filas são causadas por falta de vagas. De acordo com o Índice de Transparência dos municípios, disponibilizado pelo Tribunal de Contas, em 2023, Sergipe ocupou o 25º lugar no aspecto falta de vagas em escolas e creches, entre as 27 unidades da federação do Brasil.

Novo PAC

Ao Brasil 61, o Ministério da Educação informou que, no âmbito do Novo PAC, a primeira etapa do programa contará com a construção de 1.178 novas creches em todo o Brasil. De acordo com a Pasta, foram abertas inscrições para a segunda etapa, que deve viabilizar a construção de 500 novas unidades. Os entes federativos têm até 31 de março de 2025 para enviar propostas e solicitar os recursos necessários à construção dessas creches.

O Ministério informou, ainda, que por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Educação, por exemplo, pactuou a retomada de 3.784 obras em escolas da educação básica que estavam inacabadas, com previsão de R$ 4 bilhões em investimento até 2026 e potencial para criar cerca de 1,1 milhão de novas vagas nas redes de ensino.

Fonte: Brasil 61

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