{"id":12615,"date":"2022-04-14T18:52:58","date_gmt":"2022-04-14T21:52:58","guid":{"rendered":"https:\/\/radioborborema.com.br\/?p=12615"},"modified":"2022-04-14T18:52:58","modified_gmt":"2022-04-14T21:52:58","slug":"mais-da-metade-dos-brasileiros-esta-acima-do-peso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radioborborema.com.br\/index.php\/2022\/04\/14\/mais-da-metade-dos-brasileiros-esta-acima-do-peso\/","title":{"rendered":"Mais da metade dos brasileiros est\u00e1 acima do peso"},"content":{"rendered":"<p>O brasileiro est\u00e1 engordando. Atualmente, quase seis a cada 10 brasileiros adultos est\u00e3o acima do peso. Dados do Sistema de Vigil\u00e2ncia de Fatores de Risco e Prote\u00e7\u00e3o para Doen\u00e7as Cr\u00f4nicas mostraram que, em 2021, 57,25% dos respondentes da pesquisa <a href=\"http:\/\/plataforma.saude.gov.br\/vigitel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Vigitel <\/a>est\u00e3o com sobrepeso. A pesquisa Vigitel \u00e9 anual e, em 2006, em sua primeira edi\u00e7\u00e3o, os brasileiros nessa condi\u00e7\u00e3o representavam 42,74% da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre aqueles que s\u00e3o considerados obesos (cujo \u00cdndice de Massa Corporal \u00e9 superior a 30), o n\u00famero praticamente dobrou em 15 anos: saiu de 11,86%, em 2006, para 22,35% da popula\u00e7\u00e3o, em 2021. Para a endocrinologista Andressa Heimbecher, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia de S\u00e3o Paulo, estar acima do peso \u00e9 apenas a ponta do iceberg. \u201cO problema do ganho de peso \u00e9 que ele vem, na maior parte dos casos, acompanhado de uma situa\u00e7\u00e3o que se chama s\u00edndrome metab\u00f3lica\u201d, explica.<\/p>\n<p>A s\u00edndrome metab\u00f3lica gera o ac\u00famulo de gordura na regi\u00e3o do abd\u00f4men, aumenta os n\u00edveis de triglicer\u00eddeos, o que aumenta o risco de infartos, pode desenvolver diabetes e inflama\u00e7\u00f5es do f\u00edgado. \u201cAl\u00e9m da pr\u00f3pria sobrecarga em si que resulta em problemas articulares\u201d, complementa a endocrinologista.<\/p>\n<h2>Diabetes<\/h2>\n<p>A quantidade de pessoas com diabetes tamb\u00e9m aumentou de forma expressiva. Hoje, 9,14% dos brasileiros possuem diabetes. Antes da pandemia, o \u00edndice era 2 pontos porcentuais menor. \u201cN\u00e3o foi s\u00f3 a Covid-19, mudan\u00e7as de h\u00e1bitos alimentares e o sedentarismo corroboraram com esse quadro\u201d, pontua a m\u00e9dica. Em 2006, 5,66% da popula\u00e7\u00e3o tinha diabetes.<\/p>\n<p>\u201cO diab\u00e9tico custa muito para o sistema de sa\u00fade. Ele \u00e9 aquele paciente que vai precisar mais de interna\u00e7\u00f5es, que tem mais facilidade para inflama\u00e7\u00f5es e \u00falceras e, eventualmente, necessita de amputa\u00e7\u00e3o\u201d, observa Andressa Heimbecher. Levantamento do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade mostrou que, em 2019, o n\u00famero de interna\u00e7\u00f5es por diabetes foi 136 mil, gerando um custo de R$ 98 milh\u00f5es de reais.<\/p>\n<h2>Seguran\u00e7a alimentar<\/h2>\n<p>Para a nutricionista Camila Ara\u00fajo, especialista em seguran\u00e7a alimentar, os \u00edndices de sobrepeso e obesidade j\u00e1 eram esperados. \u201cA popula\u00e7\u00e3o est\u00e1, a cada dia que passa, com menos tempo dispon\u00edvel para se dedicar a uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel. Isso tem feito as pessoas buscarem op\u00e7\u00f5es mais r\u00e1pidas\u201d, pondera.<\/p>\n<p>Entre as op\u00e7\u00f5es, muitas vezes est\u00e3o os alimentos ultraprocessados como bolachas ou macarr\u00e3o instant\u00e2neo. \u201cA gente pensa que \u00e9 comida, mas n\u00e3o \u00e9 comida de verdade. \u00a0S\u00e3o formula\u00e7\u00f5es feitas de subst\u00e2ncias extra\u00eddas de alimentos. Esses alimentos ultraprocessados s\u00e3o ricos em a\u00e7\u00facar, gordura e sal. \u00c9 poss\u00edvel comer um alimento doce com concentra\u00e7\u00f5es de sal alt\u00edssimas\u201d, explica Camila.<\/p>\n<p>A nutricionista recomenda que \u201cse desembale menos e se descasque mais\u201d. Um dos indicadores da pesquisa Vigitel 2021 evidencia a mudan\u00e7a nos h\u00e1bitos alimentares a partir da redu\u00e7\u00e3o no consumo do tradicional arroz com feij\u00e3o: enquanto, em 2006, 70,95% dos brasileiros comiam a mistura pelo menos cinco vezes por semana; em 2021, apenas 60,42% mant\u00eam essa rotina. \u201cA combina\u00e7\u00e3o traz fontes de nutrientes importantes como carboidratos, prote\u00ednas e minerais\u201d, resume Camila Ara\u00fajo. \u00a0Ela recomenda que as fam\u00edlias sigam as orienta\u00e7\u00f5es do<a href=\"https:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/publicacoes\/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> Guia Alimentar para a Popula\u00e7\u00e3o Brasileira<\/a> para a promo\u00e7\u00e3o de uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel com seguran\u00e7a alimentar.<\/p>\n<h2>Sobre a pesquisa<\/h2>\n<p>H\u00e1 15 anos, a pesquisa Vigitel \u00e9 uma refer\u00eancia sobre a sa\u00fade dos brasileiros. Nesta edi\u00e7\u00e3o, foram ouvidas 27.093 pessoas com 18 anos de idade ou mais entre setembro de 2021 e fevereiro de 2022. A pesquisa foi feita por telefone e abordou 40 vari\u00e1veis para levantar informa\u00e7\u00f5es sobre h\u00e1bitos alimentares, pr\u00e1tica de atividade f\u00edsica, presen\u00e7a de doen\u00e7as cr\u00f4nicas como hipertens\u00e3o, diabetes e obesidade. \u201c\u00c9 fundamental pra gente poder enxergar a sa\u00fade da nossa popula\u00e7\u00e3o. A gente sabe que o Brasil \u00e9 um pa\u00eds carente de dados\u201d, considera a endocrinologista Andressa Heimbecher.<\/p>\n<p><strong>Fonte: Brasil 61<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O brasileiro est\u00e1 engordando. Atualmente, quase seis a cada 10 brasileiros adultos est\u00e3o acima do peso. 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