Categoria: Policial

  • PF cumpre mandado de prisão de paraibano em SP

    A Polícia Federal em Patos, com o apoio da Delegacia da Polícia Federal de Araraquara/SP, realizou a prisão de um homem nesta terça-feira, 7/3, que estava foragido da Justiça há mais de uma década. O indivíduo em questão foi responsável por diversos crimes na região do Sertão Paraibano e tinha contra si três mandados de prisão em aberto expedidos pela Justiça Federal de Sousa/PB e pela Vara Única de Coremas/PB, todos pela prática de roubo qualificado.

    Homem tinha contra si três mandados em aberto por roubo qualificado

    O preso, que estava sendo procurado há mais de 10 anos, foi localizado e capturado na cidade de Taquaritinga/SP. De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Federal, ele havia cometido diversos crimes na região do Sertão Paraibano, o que resultou na expedição de três mandados de prisão em aberto. Todos os mandados eram referentes à prática de roubo qualificado, um crime que está previsto no Código Penal e que se caracteriza pela utilização de violência ou grave ameaça durante a ação criminosa.

    Após a detenção, o preso foi encaminhado para as providências de praxe e, em seguida, para o sistema penal. A operação contou com o apoio da Delegacia da Polícia Federal de Araraquara/SP, que auxiliou na localização do foragido. A prisão do indivíduo é mais uma ação da Polícia Federal em combate aos crimes cometidos no país.

    A prisão do homem em questão mostra que a atuação da Polícia Federal é fundamental para a manutenção da ordem e da segurança pública no país. A captura de um criminoso que estava foragido há mais de uma década e que havia cometido diversos crimes é uma importante vitória da instituição e mostra que a justiça pode ser feita, mesmo que leve algum tempo.

    Com informações da Assessoria de Comunicação da PF

  • PF cumpre mandados na PB contra tráfico internacional de ‘Santo Daime’ e cogumelos

    A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (07) a Operação Conexão Chá para combater um esquema de tráfico internacional de entorpecentes para países da América do Norte. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nas cidades de Campina Grande, Picuí e Barra de Santa Rosa.

    O grupo investigado seria responsável por traficar substâncias vegetais de efeito alucinógeno (Ayahuasca ou santo-daime e cogumelos “mágicos).

    A investigação se iniciou a partir da apreensão, no aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo, de uma encomenda internacional destinada ao Canadá, cujo remetente era uma empresa sediada em Barra de Santa Rosa, na Paraíba.

    Na encomenda, escondida embaixo de vegetais para produção de chá, foram encontrados cerca de 2,3 kg de DMT (N,N-DIMETILTRIPTAMINA), também conhecida por Ayahuasca ou Santo Daime.

    As investigações apontaram o uso da empresa como fachada para diversos envios internacionais.

    As penas são previstas no arts. 33 e 35, combinado com art. 40, I, todos da Lei 11343/2006, cujas penas passam de 15 anos de reclusão e multa.

  • Advogado que atropelou motoboy em Campina Grande vai para presídio em João Pessoa

    O advogado suspeito de atropelar um motoboy ao achar que ele teria roubado seu celular em um assalto, em Campina Grande, no Agreste da Paraíba, vai ser encaminhado para o Presídio Especial Valentina Figueiredo, em João Pessoa. A manutenção da prisão dele e sua transferência para uma unidade prisional foi definida em audiência de custódia realizada nesta terça-feira (7).

    Pedro Mário Freitas Alves Fernandes, advogado que teria atropelado um motoboy, se apresentou à Polícia Civil na segunda-feira (6). De acordo com Ramirez São Pedro, delegado da Polícia Civil em Campina Grande, ele prestou esclarecimentos e foi indiciado por crimes como tentativa de homicídio qualificado, injúria e embriaguez ao volante.

    Nesta terça (7), em audiência de custódia, a juíza Ivna Mozart Bezerra Soares definiu que o acusado deve ficar preso no Presídio Especial Valentina Figueiredo, na capital paraibana João Pessoa. Por ser advogado, ele ficará uma de sala de Estado-Maior, separado dos demais detentos.

    Além da prisão, o advogado também foi exonerado pela Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). Ele exercia o cargo de assessor operacional na ALPB. A Presidente em exercício da OAB Subseção Campina Grande, Dra. Carla Felinto, informou que o órgão deve abrir um Processo Ético Disciplinar que julgará o caso no âmbito da OAB, já que o motorista é advogado.

    Pedro Mário também foi afastado no sábado do cargo de assessor jurídico do núcleo de ouvidoria do Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande. A decisão foi tomada pela diretoria da unidade e o Secretário Estadual de Saúde, Jhony Bezerra, endossou o afastamento.

    Entenda o caso

    De acordo com a Polícia Civil, o primeiro assalto teria acontecido em um bar localizado entre os bairros do Catolé e José Pinheiro. O homem que atropelou o motociclista estava no local e teve um celular roubado.

    Depois de ser assaltado, ele começou a perseguir os suspeitos do assalto. Alguns metros depois, viu o motociclista. De acordo com o relato do policial militar que foi acionado para o caso, ele teria relacionado as características da motocicleta da vítima com as dos assaltantes.

    Quando viu a vítima, que estava parada em um estacionamento, o homem o atropelou com o carro. Depois do atropelamento, enquanto o motociclista o filmava, o motorista ainda saiu do carro e agrediu. Após a agressão, ele fugiu do local.

    Fonte: G1

  • Advogado acusado de atropelar e agredir motoboy em CG é exonerado da ALPB

    O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino, exonerou do cargo de agente operacional III o advogado Pedro Mário Freitas Alves Fernandes, acusado de atropelar e agredir um motoboy na última sexta-feira (03), em Campina Grande. O ato da Mesa Diretora foi publicado em edição do Diário do Poder Legislativo.

    O advogado estava em um bar quando foi assaltado. Em seguida, ele entrou em seu carro, entrou na contramão, atropelou e agrediu a vítima, após confundir o motoboy com um dos assaltantes. Imagens de câmeras de segurança mostraram as agressões.

    Nessa segunda-feira (06), ele foi preso pela Polícia Civil e deve responder pelos crimes de tentativa de homicídio, calúnia, difamação, além de dirigir sob efeito de bebida alcoólica.

    O delegado Ramirez São Pedro, responsável pelas investigações, disse que as imagens feitas por câmeras de monitoramento eletrônico confirmam uma ação criminosa, quando o motorista atingiu a moto e depois agrediu a vítima.

    “Ele foi interrogado, apresentou as versões e está sendo encaminhado para o Numol, para realização de exame de corpo de delito, e deverá passar por audiência de custódia”, disse o delegado.

    Pedro Mário Freitas Alves Fernandes também prestava assessoria jurídica ao Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande.

    Fonte: MaisPB

  • PF realiza operação em Campina Grande, Picuí e Barra de Santa Rosa contra tráfico internacional de drogas

    A Polícia Federal na Paraíba deflagrou na manhã desta terça-feira, 06/03, a OPERAÇÃO CONEXÃO CHÁ, com objetivo de reunir provas sobre possível esquema de tráfico internacional de entorpecentes para países da América do Norte, notadamente substâncias vegetais de efeito alucinógeno (Ayahuasca ou santo-daime e cogumelos “mágicos).

    Foram cumpridos 3 mandados de busca e apreensão expedidos pela 6ª Vara da Justiça Federal em Campina Grande para alvos nas cidades de Campina Grande, Picuí e Barra de Santa Rosa.
    A investigação se iniciou a partir da apreensão, no aeroporto internacional de Guarulhos/SP, de uma encomenda internacional destinada ao Canadá, cujo remetente era uma empresa sediada em Barra de Santa Rosa/PB.

    Na referida encomenda, escondida embaixo de vegetais para produção de chá, foram encontrados cerca de 2,3 kg de DMT (N,N-DIMETILTRIPTAMINA), também conhecida por Ayahuasca ou Santo Daime.

    As investigações apontaram o uso da empresa como fachada para diversos envios internacionais.
    As penas são previstas no arts. 33 e 35, combinado com art. 40, I, todos da Lei 11343/2006, cujas penas passam de 15 anos de reclusão e multa.

    Fonte: ClickPB

  • PF abre inquérito para investigar joias enviadas por sauditas a Bolsonaro

    A Polícia Federal instaurou inquérito nesta segunda-feira para investigar o ingresso irregular no país de joias procedentes da Arábia Saudita destinadas ao então presidente Jair Bolsonaro e sua mulher, Michelle.

    A investigação foi instaurada após a revelação de que o governo Bolsonaro não adotou os procedimentos necessários para a incorporação ao patrimônio público de joias presenteadas pelo governo saudita a uma comitiva brasileira que visitou o país em 2021. Parte das joias ficou retida na Receita Federal em Guarulhos, enquanto um outro pacote foi entregue à Presidência.

    “A investigação será conduzida pela Delegacia Especializada de Combate a Crimes Fazendários da Superintendência em São Paulo”, informou a PF em nota, acrescentando que o inquérito tramita sob segredo de justiça e tem prazo inicial de 30 dias para conclusão, com possibilidade de prorrogação caso seja necessário.

    Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo Bolsonaro “não adotou os procedimentos cabíveis para a incorporação ao patrimônio público” das joias dadas pelos sauditas, razão pela qual os auditores da Receita Federal as mantiveram em um cofre da Receita em São Paulo “para que elas não fossem apropriadas indevidamente ou o que quer que seja”.

    Haddad chamou de “coisa absurdamente atípica” o valor estimado das joias, dizendo que “ninguém ganha presente de 16 milhões de reais”.

    Na tarde desta segunda, o Ministério Público Federal em São Paulo decidiu apurar formalmente o caso e pediu à “Receita Federal que encaminhe todas as informações disponíveis sobre a entrada de joias que foram supostamente enviadas pela Arábia Saudita para o governo brasileiro”.

    “É necessário agora que as Receita forneça todas as informações de que dispõe para que o MPF possa analisar e decidir o encaminhamento do caso. Para evitar prejuízos à apuração, o procedimento segue sob sigilo”, informou o MPF, em comunicado.

    A Receita Federal havia informado mais cedo que também vai investigar as circunstâncias de ingresso no país de um segundo pacote de joias dado pelo governo da Arábia Saudita a uma comitiva brasileira que visitou o país em outubro de 2021 para ser entregue ao presidente Jair Bolsonaro.

    A Receita informou no fim de semana que não foram seguidos os protocolos adequados para incorporação ao patrimônio da União de joias presenteadas pelos sauditas a Bolsonaro e à então primeira-dama Michelle Bolsonaro.

    Em nota nesta segunda, a Receita fez menção ao outro pacote de joias que “teria ingressado no país, o que somente seria possível se trazido por outro viajante, diferente daquele alvo da fiscalização aduaneira” que encontrou as joias destinadas a Michelle.

    “O fato pode configurar em tese violação da legislação aduaneira também pelo outro viajante, por falta de declaração e recolhimento dos tributos”, disse.

    “Diante dos fatos, a Receita Federal tomará as providências cabíveis no âmbito de suas competências para a esclarecimento e cumprimento da legislação aduaneira, sem prejuízo de análise e esclarecimento a respeito da destinação do bem”, complementou.

    De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo na sexta-feira, o governo Bolsonaro tentou trazer ilegalmente para o país colar, anel, relógio e um par de brincos de diamantes, avaliados em 3 milhões de euros, presente do regime saudita, que foram apreendidas no aeroporto de Guarulhos.

    No domingo, o jornal Folha de S.Paulo revelou um segundo pacote, que inclui caneta, abotoaduras, anel e um tipo de rosário, todos da marca suíça de diamantes Chopard, que estava na bagagem de um dos integrantes da comitiva brasileiro e não foi interceptado pela Receita. Publicamente, não houve avaliação do valor desse lote.

    O ministro da Justiça, Flávio Dino, enviou nesta segunda-feira um ofício ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos, para apurar os fatos divulgados pelas reportagens envolvendo a tentativa de ingresso das joias que seriam entregues ao ex-presidente sem o cumprimento dos procedimentos legais.

    “Os fatos, da forma como se apresentam, podem configurar crimes contra a Administração Pública tipificados no Código Penal, entre outros. No caso, havendo lesões a serviços e interesses da União, assim como à vista da repercussão internacional do itinerário em tese criminoso, impõe-se a atuação investigativa da Polícia Federal”, destacou Dino no ofício.

    Bolsonaro, que está nos Estados Unidos desde que viajou em dezembro dias antes do final do seu mandato, negou ilegalidade.

    “Eu agora estou sendo crucificado por um presente que eu não recebi”, afirmou no fim de semana. “Eu não fiquei sabendo. Dois, três dias depois, a Presidência notificou a alfândega que era para ir para o acervo. Até aí tudo bem, nada demais. Poderia, no meu entender, a alfândega ter entregue. Iria para o acervo, e seria entregue à primeira-dama. O que diz a legislação? Ela poderia usar, não poderia desfazer”, disse ao falar com a imprensa em Washington.

    Nesta segunda-feira, Haddad também criticou a existência dos cargos de adidos da Receita no exterior, depois de repercutir na imprensa a informação de que, no final do ano passado, Bolsonaro indicou o então secretário da Receita Federal Julio Cesar Vieira Gomes para ter esse posto em Paris.

    “Já no ano passado eu me senti muito desconfortável com a criação desses adidos no exterior e parecia uma coisa muito imprópria ser feita a toque de caixa de maneira a mandar esses servidores para o exterior, a mudar de país, entre outras cidades”, disse Haddad nesta segunda-feira.

    Ele afirmou que pediu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início de seu mandato que extinguisse os cargos de adidos, “para justamente evitar que esses servidores pudessem sair do Brasil e ganhar uma pequena fortuna de salário no exterior, sem responder pelo que eventualmente pudessem estar fazendo no Brasil”.

    Segundo o ministro, “hoje fica mais claro que alguma coisa estranha estava acontecendo, que precisa ser apurada, investigada e, eventualmente, os responsáveis, punidos”.

    Fonte: Reuters

  • Bolsonaro deu cargo em Paris para chefe da Receita que tentou liberar sua propina

    Jair Bolsonaro (PL) indicou para um cargo em Paris, capital da França, Julio Cesar Vieira Gomes, ex-chefe da Receita Federal que fez uma investida para tentar liberar as joias enviadas como suposto “presente” do governo da Arábia Saudita à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Os diamantes foram retidos pela alfândega no Aeroporto de Guarulhos.

    Vieira Gomes foi nomeado adido da Receita Federal em Paris em 30 de dezembro de 2022, no dia seguinte à ida de um auxiliar de Bolsonaro ao aeroporto para recuperar as joias, detalha Andréia Sadi, do g1.

    Quem assinou a nomeação foi o então vice-presidente, Hamilton Mourão, que exercia naquele dia a Presidência da República, já que Bolonaro havia viajado aos Estados Unids para não participar da cerimônia de posse do presidente Lula (PT). “O posto foi criado em 26 de dezembro e o despacho foi publicado em seção extra do Diário Oficial da União no dia 30 de dezembro”, diz a reportagem. O ministro da Fazenda do governo Lula (PT), Fernando Haddad, cancelou a nomeação de Vieira.

    Foi só depois de uma conversa de Vieira Gomes com Bolsonaro que o ajudante de ordens do ex-ocupante do Palácio do Planalto Mauro Cid enviou um ofício à Receita Federal informando que o sargento da Marinha “Jairo” iria ao Aeroporto de Guarulhos. Foi a última tentativa de reaver as joias.

    Mourão também nomeou como adido da Receita Federal nos Emirados Árabes Unidos “um outro auditor-fiscal suspeito de agir em favor dos interesses de Bolsonaro: José de Assis Ferraz Neto, então subsecretário-geral da Receita que teria pressionado o corregedor do órgão a não investigar a quebra de sigilo fiscal de desafetos da família do ex-presidente da República”.

    As adidâncias são vistas como um plano de “exílio” para a cúpula da Receita, que teme investigações por eventuais irregularidades cometidas junto ao governo Bolsonaro.

    Fonte: Brasil 247
  • Mulher pula de 1º andar de prédio para escapar de agressões à faca do companheiro, em João Pessoa

    Uma mulher de 19 anos pulou da janela do primeiro andar do apartamento onde mora no Bairro das Indústrias na tarde de ontem para escapar do ataque do companheiro que a ameaçava com uma faca. A discussão do casal começou por volta das 16 horas quando ele chegou em casa. Na briga, ele pegou uma faca e desferiu golpes na mão e na cabeça da vítima. Via ParlamentoPB

    Depois de pular do prédio, a mulher pediu ajuda a uma vizinha que acionou a Polícia Militar e o Samu, em cuja ambulância a vítima foi levada até o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, onde foi atendida e recebeu alta na noite de ontem.

    O agressor fugiu logo depois do crime e até agora não foi localizado.

    Fonte: Primeiras Notícias

  • Os diamantes da propina: sob Bolsonaro, representantes do governo brasileiro foram 151 vezes à Arábia Saudita

    A Arábia Saudita foi destino frequente de viagens oficiais do governo Bolsonaro. De acordo com levantamento feito pelo Brasil de Fato, representantes do Brasil, sob o mandato do ex-presidente, foram 151 vezes ao país entre 2019 e 2022. O número é quase cinco vezes maior do que as 32 viagens oficiais realizadas nos três anos anteriores, entre 2016 e 2018, período de Michel Temer. A proximidade de Bolsonaro com o mundo árabe não se restringiu aos sauditas, já que ele também teve bom trânsito em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

    O levantamento do Brasil de Fato, feito com base em dados do Portal da Transparência, mostra que logo no primeiro ano do mandato de Bolsonaro, em 2019, foram 82 viagens. No ano seguinte, mais 23 e, em 2022, outras 40. Em 2021, ano marcado por restrições de circulação internacional causadas pela pandemia da covid-19, seis viagens foram registradas. No total, foram gastos cerca de R$ 2,2 milhões contra R$ 539 mil das 32 missões realizadas entre 2016 e 2018.

    Coincidentemente, ou não, foi dos sauditas que Bolsonaro recebeu um presente no valor de R$ 16,5 milhões destinado para a então primeira dama Michelle Bolsonaro. Os ‘mimos’, um par de brincos de diamantes, um colar e um anel, supostamente enviados em 2019 pelo príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, ficaram retidos na Receita Federal por não terem sido declarados na entrada ao país, configurando irregularidade. A legislação brasileira obriga a declaração de bens mais valiosos que US$ 1 mil, cerca de R$ 5,2 mil. Assim, as joias foram retidas no Aeroporto Internacional de Guarulhos e assim ficaram apesar das insistentes tentativas de Bolsonaro para liberá-las. Chegou a mover três ministérios para isso, sem sucesso.

    Fundo Mubadala

    Além da Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos foram destino de viagem oficial do governo Bolsonaro. Em novembro de 2021, em sua segunda viagem oficial pelo país, o clã Bolsonaro fez questão de deixar claro o clima amistoso entre o ex-presidente e o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, o sheik Mohammed bin Zayed. Na ocasião, pelo Twitter, Eduardo Bolsonaro disse que seu pai e o sheik “mais pareciam bons amigos se revendo”, acrescentando que a “relação amistosa” entre ambos era positiva para o Brasil, pois se convertia em investimentos árabes no país. O deputado citou o fundo Mubadala, que tem sede nos Emirados Árabes Unidos e do qual o sheik Zayed é o presidente.

    O Mubadala é o fundo soberano de Abu Dhabi e reúne reservas de capital usando esses recursos em investimentos. Na ocasião, tinha cerca de US$ 243 bilhões (cerca de de R$ 1,3 trilhão no câmbio atual) investidos em mais de 50 países e vinha aumentando seus aportes no Brasil. Comprava ativos a preços baixos e crescia enquanto a economia brasileira patinava. Ainda naquele mesmo mês de novembro de 2021, poucos dias antes do amigável encontro entre Bolsonaro e Zayed, o fundo anunciou a aquisição do controle da concessionária Metrô Rio. Antes disso, em 2019, já havia comprado parte do controle da Rota dos Bandeirantes, rodovia pedagiada em São Paulo, que pertencia à Odebrecht.

    Preço de banana

    Mas a cereja do bolo do Mubadala no Brasil, sob o governo Bolsonaro, foi a compra da Refinaria Landulpho Alves, na Bahia. A chamada Rlam é a primeira refinaria nacional, criada em 1950, e pertencia à Petrobras sendo capaz de produzir mais de 30 produtos diferentes. O valor do negócio foi US$ 1,65 bilhão, quando, segundo avaliações do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), valia pelo menos o dobro disso, US$ 3,12 bilhões, podendo bater perto dos US$ 4 bilhões. O prejuízo para a população brasileira não ficou nisso, já que, após a compra, a Bahia passou a ter um das gasolinas mais caras do país.

    Fonte: Rede Brasil Atual

    Foto: José Dias/PR

  • Receita Federal desmente versão bolsonarista de que diamantes seriam entregues à União

    A Receita Federal afirmou que não foram seguidos os protocolos adequados para incorporação ao patrimônio da União no episódio envolvendo as jóias presenteadas pela Arábia Saudita em 2021 ao então presidente Jair Bolsonaro e à primeira-dama Michelle Bolsonaro.

    De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo na sexta-feira, o governo de Bolsonaro tentou trazer ilegalmente para o país colar, anel, relógio e um par de brincos de diamantes, avaliados em 3 milhões de euros, presente do regime saudita, que foram apreendidas no aeroporto de Guarulhos.

    As joias estavam na mochila de um militar, assessor do então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que viajara ao Oriente Médio em outubro de 2021 para representar o governo brasileiro a reunião de cúpula “Iniciativa Verde do Oriente Médio” na capital da Arábia Saudita, segundo a reportagem.

    Conforme a apuração de O Estado de S. Paulo, Bolsonaro tentou várias vezes reaver as joias envolvendo ações de três ministérios e militares. Em uma das tentativas, o ex-presidente acionou o Itamaraty e alegou que o presente iria para o “acervo”, sem especificar qual.

    “A incorporação ao patrimônio da União exige pedido de autoridade competente, com justificativa da necessidade e adequação da medida, como por exemplo a destinação de joias de valor cultural e histórico relevante a ser destinadas a museu. Isso não aconteceu neste caso”, afirmou a Receita.

    “Não cabe incorporação de bem por interesse pessoal de quem quer que seja, apenas em caso de efetivo interesse público”, afirmou o órgão em nota no sábado à noite.

    A Receita também reforçou que “todo viajante que traga ao país bens pertencentes a terceiros deve declará-los na chegada, independentemente de valor” e que no caso de bens pertencentes ao próprio portador, devem ser declarados aqueles em valor acima de 1 mil dólares, limite atualmente vigente.”

    “Na hipótese de agente público que deixe de declarar o bem como pertencente ao Estado Brasileiro, é possível a regularização da situação, mediante comprovação da propriedade pública, e regularização da situação aduaneira”, explicou.

    “Isso não aconteceu no caso em análise, mesmo após orientações e esclarecimentos prestados pela Receita Federal a órgãos do governo.”

    “Eu agora estou sendo crucificado por um presente que eu não recebi”, afirmou Bolsonaro no sábado. O ex-presidente também afirmou que o assessor do ministro das Minas e Energias trouxe as joias em um avião de carreira e ficou na alfândega.

    “Eu não fiquei sabendo. Dois, três dias depois, a Presidência notificou a alfândega que era para ir para o acervo. Até aí tudo bem, nada demais. Poderia, no meu entender, a alfândega ter entregue. Iria para o acervo, e seria entregue à primeira-dama. O que diz a legislação? Ela poderia usar, não poderia desfazer”, disse ao falar com a imprensa em Washington, nos Estados Unidos.

    A Receita disse que os fatos foram informados ao Ministério Público Federal e que a mesma colocou-se à disposição para prosseguir nas investigações, sem prejuízo da colaboração com a Polícia Federal, já anunciada pelo ministro da Justiça.

    Na véspera, o titular da Justiça, Flavio Dino, disse no Twitter que pedirá uma investigação da Polícia Federal, enquanto o ministro da Comunicação, Paulo Pimenta, enfatizou que não haverá impunidade.

    Fonte: Reuters